Arquivo mensal: agosto 2012

A Fortaleza do Centro

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Oi Pessoal estou meio sumido porque infelizmente trabalho sozinho no site e só posso atualizar nas horas vagas que ultimamente estão poucas.

Tenho a intenção de dedicar mais tempo para o site e colocar postagens ainda melhores, com exercícios, vídeo aulas, apostilas e muito mais, além de poder atualizar bem mais concursos, mas para isso eu preciso que vocês adquirem o livro.

Faça a diferença compre o livro que além de curtir uma excelente estória ( veja comentários dos que já leram ), você estará ajudando o site a crescer e tornar-se ainda melhor.

Sinopse:

Haddock, Athos e Frigg são três jovens amigos que vivem em uma grande cidade cercada por uma enorme fortaleza onde existe uma lei que ninguém ousa desafiar: “É proibido qualquer habitante de sair dos domínios da Fortaleza do Centro”.

Ninguém nunca questionou esta proibição por que todos cresceram ouvindo estórias de que fora dela existem lugares apavorantes habitados por seres estranhos como os Nomacks, seres alados que capturam habitantes em noites de escuridão total na fortaleza.

É semana de festas e pela primeira vez em séculos todos os Senhores de Reino irão se reunir, mas a população não sabe, mas uma reunião secreta entre eles havia sido planejado há mil anos para acabar com o mal em definitivo, mas algo de inesperado acontece forçando Haddock, Athos e Frigg a fugir da Fortaleza e começar uma aventura inimaginável em um mundo desconhecido repleto de magia e perigo.

Depois de ler espero um comentário no site.

Leia o Capítulo 1

CAPÍTULO 1

Noite trágica

Apesar de estar uma noite linda e estrelada, com uma enorme lua cheia que iluminava toda Kalena, a floresta de KiBay permanecia na penumbra.

Parecia uma noite comum como todas as outras, mas esta seria diferente, seria uma noite decisiva que com certeza mudaria a história deste lugar.

KiBay era uma floresta bem densa com poucos caminhos mal traçados, pois poucos se  atreviam enfrentá-la, pois ela transpirava o medo e o sofrimento dos que tentavam vencê-la; Estava muito escuro, mas ainda penetrava alguns feixes de luz através de algumas frestas nas copas das árvores, dando a ela um visual ainda mais sombrio, fazendo seus troncos parecerem silhuetas de monstros vigiando todos os movimentos.

Estava um silêncio total, gélido e enigmático, fazendo parecer que até os animais, insetos e outras coisas extraordinárias que o povo vivia dizendo que a habitava, aguardassem algo acontecer.

O silêncio só foi quebrado com o ranger de uma carroça velha, que naquele momento cruzava um caminho estreito e quase intransponível.

-Sabe é a primeira vez que entro nesta floresta – disse uma voz feminina – sempre me disseram que aqui moram seres esquisitos.

-Sim, com certeza aqui é bem perigoso – disse a voz de um velho.

-Você tem certeza que foi melhor sairmos durante a noite, pois esta floresta já é perigosa durante o dia, imagine há esta hora.

– Mas a chance de nos seguirem a noite é bem menor.

– Mas e os Málacas? – disse ela ficando cada vez mais nervosa

-Eles não costumam atacar nesta parte da floresta, pois é muito perigoso até para eles, além do mais, peguei esta carroça velha para não parecer que temos algo para ser roubado.

Quando ele disse isto, ela começou a ficar apavorada.

-Nossa se é perigoso para aqueles marginais, imagine para nós.

Então ela olhou para o velho e disse bem firme – vamos voltar!

-É impossível!

-E por que é impossível? – rebateu ela

-Quando sairmos da floresta eu te explico – disse o velho tentando cortar o assunto.

-Mesmo assim acho que não deveríamos ter saído hoje, pois estou com um mau pressentimento, como se algo iria acontecer de muito ruim.

– Tinha que ser hoje, já não havia mais sentido você continuar lá – falou a voz já esganiçada do velho – poderia se tornar muito perigoso, pois você já não fazia mais parte de lá.

A mulher fez um breve silêncio, e começou a acariciar seu anel e se perdeu em pensamentos, era um anel tosco feito com certeza por alguém que não tinha nenhum conhecimento de artesão, mas com certeza devia significar muito para ela.

-Não me conformo, eu tenho certeza que ele nunca iria me deixar ir embora.

– Já disse – retrucou o velho – já estava se tornando muito perigoso.

Ela então silenciou, notando que o velho não estava querendo mais prosa com ela.

Então cada vez mais eles iam penetrando na floresta, que parecia interminável.

Ela ia observando cada detalhe das árvores, pois pareciam olhar para ela de tão sinistras que eram.

Depois de algumas horas sem ninguém conversar, ela percebeu uma coruja branca observando-a.

-Será que elas pensam? – Perguntou a mulher para o velho tentando quebrar o gelo do momento.

-Quem? – Perguntou o velho  intrigado.

– As corujas! – Disse apontando para ela.

Ele olhou e então sorriu pela primeira vez e disse:

– Sim – elas são muito observadoras e podem ser de muita serventia para quem as trata bem.

–- Serventia? – perguntou ela com muita curiosidade, esquecendo por um breve momento que estava dentro daquela floresta tenebrosa.

– Exato, quando você as trata com carinho elas costumam te acompanhar e observar tudo ao seu redor e por terem os sentidos muito aguçados te avisa se algum perigo se aproxima de você.

-Interessante, acho que vou criar uma – disse ela em tom de brincadeira – mas do jeito que as coisas andam ela rapidinho vai querer ir embora.

– Por quê?

-Ora do jeito que você diz que eu corro perigo – ela vai ter que fazer hora extra até durante o dia – e começou a rir.

O velho então fechou a cara e parou novamente de conversar.

A mata estava cada vez mais densa, com galhos já próximos as suas cabeças.

Depois de se passar quase uma hora em total silêncio, ela começou a conversar novamente, mas já com lagrimas nos olhos:

– Mas eu sou a mulher dele, ninguém se atreveria a tocar em mim – disse já soluçando.

– Minha senhora é muito complicado e não tem como explicar agora.

-Acho que deveríamos voltar – insistiu ela – tenho certeza que ele me ama.

-Não tenho dúvida, mas agora isto não importa mais.

-Mas por que você está me ajudando? Ele sabe disso?

-Não, não sabe, ele perdeu a confiança em mim, de certa forma ele acha que sou culpado.

-Como? Você não tem culpa…tem?

-É que tenho alguns poderes, e ele acha que eu…

– Você o que?

-Eu tenho alguns poderes, mas tem coisa que a natureza faz que não devemos ou não podemos fazer nada.

Mas você não fez nada por que não consegue ou por que não quis fazer?

– Silêncio! – Gritou o velho parando a carroça na esperança de ouvir melhor.

– O que aconteceu? Não ouço nada.

– Silêncio…Já disse! – agora aguçando os ouvidos.

Seguiu-se um silêncio tão grande que dava para escutar o medo no coração acelerado da mulher.

Passaram-se alguns segundo que pareciam horas, mas o silêncio total permanecia.

Ela olhava para todos os lados para ver se algo acontecia, com a esperança de não ser nada, que o velho estava sendo apenas cuidadoso demais.

Ele levantou-se na carroça empunhando seu cajado, pois tinha certeza que algo estava para acontecer.

Apesar do ar denso da floresta ele sente uma brisa gélida e estranha tocar-lhe a face, denunciando que algo de ruim estava para acontecer.

Ele sabia do perigo iminente, mas não sabia de que lado viria, mas sentia bem longe a floresta acordar, pois a agitação estava aumentando aos poucos, pássaros passavam por eles agitados junto com pequenos roedores que corriam por todos os lados. A floresta pulsava mais forte aumentando a tensão e com isto a mulher não se conteve e começou a gritar em desespero. O velho pedia para ela se calar, mas não adiantou nada, ela já havia denunciado a posição deles. Eles estavam em uma parte mais larga da estrada e não tinham como esconder, então ela silenciou rezando para que fosse algo passageiro, mas conforme aumentava a agitação na floresta maior era sua angustia, seu desespero, foi quando ela avistou aquela coruja novamente, agora bem mais próxima, ela a olhava de uma maneira como que querendo dizer algo, foi quando distinguiu entre toda aquela agitação grunhidos vindo de todas as partes parecendo cercá-los.

– O que é isso? – gritava a mulher chorando em desespero.

-não tenho certeza, não estou vendo nada, mas parece que estamos cercados pelos lobos de caça reais.

-Devem estar nos procurando para voltarmos – disse a mulher tentando achar alguma esperança em meio aquela situação.

-Se nos quisessem de volta não mandaria estes lobos.

-Tenho certeza que ele não nos faria mal – insistiu ela

-Mas porque então soltou os lobos – disse o velho em estado de alerta e continuando a falar – somente ele pode liberar a saída deles.

Quando perceberam que estavam bem próximo deles, no meio da mata, ela não agüentou e pulou da carroça apavorada, quando neste instante…

Kabrum… Um Koskam  abalroou a carroça jogando o velho no chão. O Koskam é um animal peludo com dentes de sabre do tamanho de um filhote de elefante, só que muito mais inteligente e rápido que acompanha os lobos de caça reais. Quando os lobos acham sua presa é ele que ataca para derrubá-la para depois os lobos pegarem a presa indefesa.

Corra, corra, fuja, pois estão atrás de nós – gritou o velho – vou tentar retê-los o máximo que puder.

Ela saiu correndo desesperada com suas roupas prendendo entre os galhos baixos das árvores, enquanto o velho tentava retardar os lobos de caça.

Ele fazia um barulho enorme para chamar a atenção dos animais, mas para sua surpresa os lobos de caça passaram direto por ele indo atrás da mulher.

Ele bateu seu cajado no chão criando uma luz meio azulada na esperança deles voltarem à atenção para ele, mas nada, eles continuavam determinados em direção da mulher como se estivessem hipnotizados. Foi quando ele percebeu que o que eles queriam, não era uma presa qualquer e sim ela. Ele então rumou em direção a ela, ultrapassando os animais com tamanha facilidade que parecia flutuar no ar.

– Estão  atrás de você, corra sem parar e não olhe para trás.

Ela correu muito… Escutando um barulho ensurdecedor que iluminou a floresta as suas costas. Com isto os latidos pararam e logo após o velho a alcançou novamente.

-Dei um jeito  nos lobos, mas isto só vai retardá-los um pouco e creio que o perigo só está começando, continue correndo.

– Eu não agüento mais preciso descansar – disse ela ofegante.

-Não, não podemos parar enquanto não sairmos de dentro da floresta.

-Mas quem está atrás de mim?

-Não sei, mas com certeza foi ordem real, pois estes lobos só podem sair com autorização.

O velho estava nervoso e não parava de olhar para trás esperando que algo pudesse acontecer.

– Vá em frente que eu vou esperar um pouco para ver quem está comandando esta…

Não deu tempo de terminar a frase, pois um Koskam atingiu o velho  jogando-o de encontro a uma árvore.

– Deixe o velho e mate-a – uma voz gritou.

Ela sem saber para onde ir, corria sem parar gritando:

– Quem é você por que me persegue?

Ela só conseguia ouvir o Koskam em sua direção e uma risada ao longe.

Ela então parou, pois estava na beira de um precipício e olhou desesperadamente para o Koskam em sua direção. O velho só conseguia vê-la de longe com uma visão meio desfocada e não podia fazer nada, pois estava atordoado com a pancada que levara.

Ela estava tão desesperada com aquela fera indo a sua direção e vendo que não tinha saída para escapar, decidiu por uma morte menos sofrida pulando no precipício.

– Nãoooooo – gritou o velho ajoelhando-se impotente próximo a uma das raízes de uma árvore, então virou e gritou para o vulto que transbordava uma alegria maléfica – quem é você e por que a matou?

Ele não dava a mínima atenção e continuava rindo, era uma risada estranha, parecia uma mistura de prazer, ódio e escárnio.

O velho tentava enxergar  quem estava rindo, mas estava muito escuro e o cavaleiro também vestia uma capa com capuz que mesmo se estivesse claro ele não conseguiria ver quem era.

De repente ele parou de rir e olhou na direção do velho gritando para os lobos que já estavam posicionados ao seu lado.

-Pegue ele agora!

Apesar de estar abatido pela morte da mulher o que mais importava naquele momento era escapar daqueles animais enraivecidos, então se levantou com dificuldade e cruzou seus braços junto ao peito e fixou seu olhar como se estivesse em transe e conjurou algumas palavras em sons inaudíveis, criando uma aura circular ao seu redor fazendo com que os animais parassem temerosos pelo que poderia acontecer.

Seu olhar agora transbordava raiva e descruzando seus braços com as palmas das mãos viradas em direção ao chão parou de conjurar e gritou bem forte Petrifique! Com isto sua aura em forma de raios voou em direção aos animais transformando-os em monumentos de pedra.

Rapidamente pegou seu cajado e olhou para todos os lados à procura do cavaleiro, mas ele havia sumido como num passe de mágica.

Ele então desolado e cambaleante caminhou em direção ao precipício e disse:

– Foi tudo culpa minha, eu devia ter escutado você. Então vendo que sua arrogância o cegara do perigo verdadeiro que cercava esta viagem virou-se sumindo na escuridão.

Estou fazendo uma correção ortográfica que deixará o livro ainda melhor, aguarde!