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Certificação e assinatura digital

21/03/2012

Esta postagem foi desenvolvida da seguinte forma:

1º Uma postagem feita por Emerson Alecrim retirado do site Arquivar com o título Assinatura Digital e Certificação Digital

2º Uma postagem de Newton Freitas com o título, A ASSINATURA DIGITAL & A CERTIFICAÇÃO

3º Uma cartilha feita pelo ITI ( Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), autarquia federal vinculada à Casa Civil da Presidência da República, é a “AC-Raiz” da ICP-Brasil)  com o título O que é Certificação Digital?

4º Um Vídeo feito com o tema COMO TUDO FUNCIONA ASSINATURA DIGITAL E CERTIFICADO

Espero que aproveitem bem e bons estudos!

Aproveito para pedir que baixe meu livro A Fortaleza do Centro e fazer um comentário e caso goste divulgar para seus amigos, se possível no facebook e twitter.

 

1º Uma postagem feita por Emerson Alecrim retirado do site Arquivar com o título Assinatura Digital e Certificação Digital

Assinatura Digital e Certificação Digital

Em nosso dia-a-dia é comum necessitarmos comprovar a autenticidade de um documento e atribuí-lo um valor, seja através de uma assinatura à caneta, seja através de um carimbo, seja através de um selo de autenticação, enfim. No “mundo eletrônico”, cuja principal influência é a internet, também precisamos de meios de autenticação e comprovação. É aí que “entra em cena” dois conceitos muito importantes: o de assinatura digital e o de certificação digital.

Este artigo fará uma abordagem introdutória sobre ambos e mostrará o quão são importantes.

Assinatura digital

Assinar documentos faz parte da rotina de qualquer pessoa, até daquelas consideradas analfabetas que, nesse caso, fazem uso da impressão digital de um de seus dedos.

Agora, imagine-se na seguinte situação: suponha que você esteja viajando a negócios e que tenha que enviar à matriz da empresa documentos oriundos das reuniões que participou. Obviamente, o jeito mais rápido de fazer isso é enviar os documentos pela internet. Se esses documentos fossem entregues em papel, você certamente assinaria para comprovar sua autenticidade e sua responsabilidade sobre eles. Porém, em se tratando de arquivos digitais, como é que você fará a assinatura? Escreverá seu nome em um pedaço de papel, o passará por um scanner e o adicionará ao arquivo? Com certeza, não! O que você deve fazer é usar um assinatura digital.

A assinatura digital faz uso dos conceitos de chave pública e privada. Se você não sabe o que é isso, é expressamente recomendável a leitura do artigo do InfoWester que trata de criptografia.

O funcionamento da assinatura digital ocorre da seguinte forma: é necessário que o usuário tenha um documento eletrônico e a chave pública do destinatário (um usuário pode ser tanto uma pessoa quanto uma instituição qualquer). Através de programas apropriados, o documento é então criptografado de acordo com a chave pública. O receptor usará então sua chave privada correspondente (que é exclusiva dele) para decriptografar o arquivo. Se qualquer bit do documento for alterado a assinatura será deformada, invalidando o arquivo.

Na verdade, o processo de assinatura digital de documentos eletrônicos usa um conceito conhecido como função hashing. Como o uso de um sistema de criptografia assimétrico (mais detalhes aqui) nas assinaturas digitais pode causar muita demora numa decifragem, a função hashing se mostrou como a solução ideial. Seu funcionamento ocorre da seguinte forma: a função hashing analisa todo o documento e com base num complexo algoritmo matemático gera um valor de tamanho fixo para o arquivo. Esse valor, conhecido como “valor hash”, é calculadocom base nos caracteres do documento. Isso deixa claro que o arquivo em si não precisa, pelo menos teoricamente, ser criptografado (caso não seja algo secreto), mas sim acompanhado do valor hash. Com isso, qualquer mudança no arquivo original, mesmo que seja de apenas um único bit, fará com que o valor hash seja diferente e o documento se torne inválido.

É interessar notar que é praticamente impossível descobrir a chave privada através da chave pública. Isso se deve ao algoritmo aplicado. Se usado o método RSA (Rivest, Shamir and Adleman) – saiba mais no artigo sobre criptografia – dois números primos muito grandes (mas muito grandes mesmo!) são multiplicados. O resultado é a chave pública. Para descobrir os dois números que a geraram é necessário fazer uma fatoração, mas isso é impraticável.
Certificado digital

Obter uma assinatura digital não é algo tão simples. Primeiro é necessário procurar uma entidade que faça esse serviço, isto é, deve-se procurar uma Autoridade Certificadora (AC). Uma AC tem a função de verificar a identidade de um usuário e associar a ele uma chave. Essas informações são então inseridas em um documento conhecido como certificado digital.

Um certificado digital contém a chave pública do usuário e os dados necessários para informar sua identidade. Esse certificado pode ser distribuído na internet. Com isso, uma pessoa ou instituição que queira comprovar a assinatura digital de um documento pode obter o certificado digital correspondente. É válido saber que certificados digitais não são usados apenas em conjuntos com assinaturas digitais.

É importante frisar que a transmissão de certificados digitais deve ser feita através de uma conexão segura, como as que usam o protocolo SSL (Secure Socket Layer), que é próprio para o envio de informações criptografadas.

Obtendo uma assinatura e um certificado digital

Como dito anteriormente, um certificado digital é um documento eletrônico que contém as informações da identificação de uma pessoa ou de uma instituição. Esse documento deve ser solicitado a uma AC ou ainda a uma AR (Autoridade de Registro). Uma AR tem a função de solicitar certificados a uma AC.

Para que um certificado seja válido, é necessário que o interessado tenha a chave pública da AC para comprovar que aquele certificado foi, de fato, emitido por ela. A questão é que existem inúmeras ACs espalhadas pelo mundo e fica, portanto, inviável ter a chave pública de cada uma.

A solução encontrada para esse problema foi a criação de “ACs supremas” (ou “ACs-Raiz”), ou seja, instituições que autorizam as operações das ACs que emitem certificados a pessoas e empresas. Esse esquema é conhecidocomo ICP (Infra-estrutura de Chaves Públicas) ou, em inglês, PKI (Public Key Infrastructure).

 No Brasil, a ICP-Brasil controla seis ACs (pelo menos até o fechamento deste artigo): a Presidência da República, a Receita Federal, o SERPRO, a Caixa Econômica Federal, a Serasa e a CertiSign. Isso significa que, para que tenha valor legal diante do governo brasileiro, uma dessas instituições deve prover o certificado. Porém, para que isso seja feito, cada instituição pode ter requisitos e custos diferentes para a emissão, uma vez que cada entidade pode emitir certificados para finalidades distintas. E isso se aplica a qualquer AC no mundo.

Agora, uma coisa que você deve saber é que qualquer instituição pode criar uma ICP, independente de seu porte. Por exemplo, se uma empresa criou uma política de uso de certificados digitais para a troca de informações entre a matriz e sua filiais, não vai ser necessário pedir tais certificados a uma AC controlada pela ICP-Brasil. A própria empresa pode criar sua ICP e fazer com que um departamento das filiais atue como AC ou AR, solicitando ou emitindo certificados para seus funcionários.
Finalizando

Ainda demorará para que o uso do papel na emissão de documentos seja uma segunda opção. Talvez, isso nem venha acontecer. No entanto, o uso de assinaturas e certificados digitais é extremamente importante, principalmente pela velocidade com que as coisas acontecem na internet. Além disso, determinadas aplicações,como as bancárias, são consideradas cruciais para a manutenção de um negócio. Logo, o uso de certificados digitais pode chegar ao ponto de ser imprescindível. Há muito ainda a ser discutido sobre o assunto, mas entre as divergências existentes, é unâmine a importância dessa tecnologia para a era da informação eletrônica na qual adentramos.

Autor: Emerson Alecrim

Fonte: INFO WESTER

2º Uma postagem de Newton Freitas com o título, A ASSINATURA DIGITAL & A CERTIFICAÇÃO 

A ASSINATURA DIGITAL & A CERTIFICAÇÃO

A assinatura digital, uma modalidade de assinatura eletrônica, resulta de uma operação matemática utilizadora de algoritmos de criptografia assimétrica. A assinatura digital permite aferir, com segurança, a origem e a integridade do documento.

A assinatura digital fica vinculada ao documento eletrônico “subscrito”. A menor alteração nesse documento torna a assinatura inválida. A técnica permite não só verificar a autoria do documento como, também, estabelece uma “imutabilidade lógica” de seu conteúdo: qualquer alteração do documento – como, por exemplo, a inserção de mais um espaço entre duas palavras – invalida a assinatura.

A assinatura digital da assinatura distingue-se da assinatura digitalizada. A assinatura digitalizada é a reprodução da assinatura autógrafa como imagem por um equipamento tipo “scanner”. Ela não garante a autoria e integridade do documento eletrônico, pois não existe uma associação inequívoca entre o subscritor e o texto digitalizado. Ela pode ser facilmente copiada e inserida em outro documento.

As vantagens da assinatura digital são: a) ser única para cada documento; b) comprovar a autoria do documento eletrônico; c) possibilitar a verificação da integridade do documento, ou seja, no caso de qualquer alteração, o destinatário terá como percebê-la; d) assegurar ao destinatário o “não repúdio” do documento eletrônico, pois, a princípio, o emitente é a única pessoa com acesso à chave privada geradora da assinatura.

A assinatura digital não torna o documento eletrônico sigiloso, pois ele em si não é cifrado. O sigilo do documento eletrônico poderá ser resguardado mediante a cifragem da mensagem com a chave pública do destinatário, pois somente com o emprego de sua chave privada o documento poderá ser decifrado. Já a integridade e a comprovação da autoria são implementadas por meio da assinatura digital.

O certificado digital é um documento eletrônico assinado digitalmente por uma autoridade certificadora (AC). O certificado digital contém diversos dados sobre o emissor e o seu titular. A função precípua do certificado digital é a de vincular uma pessoa ou uma entidade a uma chave pública.

A “Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil)”, atualmente regulamentada pela Medida Provisória nº 2.200-2, de 24.ago.2001, originária da MP nº 2.200, de 28.jun.2001, foi criada para garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e das aplicações habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a realização de transações eletrônicas seguras.

A ICP-Brasil é composta por uma cadeia de autoridades certificadoras, formada por uma autoridade certificadora-raiz (AC-Raiz), autoridades certificadoras (AC) e autoridades de registro (AR) e, ainda, por uma autoridade gestora de políticas (Comitê Gestor).

O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), autarquia federal vinculada à Casa Civil da Presidência da República, é a “AC-Raiz” da ICP-Brasil.

O ITI, na qualidade de “AC Raiz”, é a primeira autoridade da cadeia de certificação, executora das políticas de certificados e das normas técnicas e operacionais aprovadas pelo Comitê Gestor da ICP-Brasil. O ITI tem por competências emitir, expedir, distribuir, revogar e gerenciar os certificados para as AC; gerenciar a lista de certificados emitidos, revogados e vencidos; executar atividades de fiscalização e auditoria das AC, das AR e dos prestadores de serviço habilitados na ICP-Brasil.

Compete, ainda, ao ITI estimular e articular projetos de pesquisa científica e de desenvolvimento tecnológico voltados à ampliação da cidadania digital. Nesse vetor, o ITI tem como sua principal linha de ação a popularização da certificação digital e a inclusão digital, atuando sobre questões como sistemas criptográficos, “software” livre, “hardware” compatíveis com padrões abertos e universais, convergência digital de mídias.

Previstas no artigo 6º da MP 2.200-2, às AC, “entidades credenciadas a emitir certificados digitais vinculando pares de chaves criptográficas ao respectivo titular, compete emitir, expedir, distribuir, revogar e gerenciar os certificados, bem como colocar à disposição dos usuários listas de certificados revogados e outras informações pertinentes e manter registro de suas operações. O par de chaves criptográficas será gerado sempre pelo próprio titular e sua chave privada de assinatura será de seu exclusivo controle, uso e conhecimento.”

Previstas no artigo 7º da MP 2.200-2, às AR, “entidades operacionalmente vinculadas a determinada AC, compete identificar e cadastrar usuários na presença destes, encaminhar solicitações de certificados às AC e manter registros de suas operações.”

“As declarações constantes dos documentos em forma eletrônica produzidos com a utilização de processo de certificação disponibilizado pela ICP-Brasil presumem-se verdadeiras em relação aos signatários”, conforme dispõe o parágrafo 1o. do artigo 10 da MP 2.200-2. Assim, os documentos eletrônicos assinados digitalmente com o uso de certificados emitidos no âmbito da ICP-Brasil têm a mesma validade jurídica dos documentos escritos com assinaturas autógrafas. Os documentos eletrônicos assinados digitalmente por meio de certificados emitidos fora do âmbito da ICP-Brasil também têm validade jurídica, mas tal validade dependerá da aceitação de ambas as partes (emitente e destinatário), conforme determina o parágrafo 2º do mesmo artigo 10.

As AC credenciadas na ICP-Brasil têm a obrigação de manter uma lista de todos os certificados revogados por uma prazo mínimo de 30 anos, a contar da expiração desses certificados, garantindo a conferência da assinatura eletrônica mesmo após a prescrição dos direitos.

Criptografia é um ramo das ciências exatas com o objetivo de escrever em cifras. Isso ocorre em função de um conjunto de operações matemáticas transformador de um texto claro em um texto cifrado. O emissor do documento envia o texto cifrado, a ser reprocessado pelo receptor, transformando-o, novamente, em texto claro, igual ao emitido.

Para adquirir um certificado digital (a “carteira de identidade” no mundo virtual), o interessado deve dirigir-se a uma AR e identificar-se mediante a apresentação de documentos pessoais (dentre outros: cédula de identidade ou passaporte, se estrangeiro; CPF; título de eleitor; comprovante de residência e PIS/PASEP, se for o caso). A emissão de certificado para pessoa jurídica requer a apresentação de documentos específicos.

As principais informações constantes de um certificado digital são: chave pública do titular; nome e endereço de “e-mail”; período de validade do certificado; nome da AC emissora do certificado; número de série do certificado digital; assinatura digital da AC.

“Smart card” e “token”, “hardwares” portáteis, funcionam como mídias armazenadoras. Em seus “chips” são armazenadas as chaves privadas dos usuários. O acesso às informações neles contidas é feito por meio de uma senha pessoal, determinada pelo titular.

O “smart card” assemelha-se a um cartão magnético, sendo necessário um aparelho leitor para seu funcionamento. Já o “token” assemelha-se a uma pequena chave e requer a utilização de uma porta USB, localizada, geralmente, na CPU do computador.

São aplicações da assinatura digital: comércio eletrônico; processos judiciais e administrativos em meio eletrônico;- facilitar a iniciativa popular na apresentação de projetos de lei (os cidadãos poderão assinar digitalmente sua adesão às propostas); assinatura da declaração de renda e outros serviços prestados pela Secretaria da Receita Federal; obtenção e envio de documentos cartorários; transações seguras entre instituições financeiras, como já vem ocorrendo desde abril de 2002, com a implantação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB); Diário Oficial Eletrônico; identificação de sítios na rede mundial de computadores (para ter-se a certeza do acesso ao endereço realmente desejado).

Na utilização da certificação digital, é necessária a adoção de alguns cuidados para evitar-se a possibilidade de outra pessoa vir a praticar negócios jurídicos, acessar páginas na Internet e realizar transações bancárias em nome do titular do certificado.

24.set.2003

A ASSINATURA DIGITAL & A CERTIFICAÇÃO – II

Os documentos eletrônicos podem ter a mesma validade jurídica dos documentos escritos com assinaturas autógrafas, uma vez assinados digitalmente com o uso de certificados emitidos na forma da “Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil), regulada pela Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 ago. 2001.

A função precípua do certificado digital é a de vincular uma pessoa ou uma entidade a uma chave pública.

As principais informações constantes de um certificado digital são: chave-pública do titular, nome e endereço de “e-mail”, período de validade do certificado, nome da certificadora-raiz (AC), número de série do certificado digital, assinatura digital da AC.

Os documentos eletrônicos assinados digitalmente por meio de certificados emitidos fora do âmbito da ICP-Brasil também têm validade jurídica, mas tal validade dependerá da aceitação de ambas as partes (emitente e destinatário).

O advento da ICP-Brasil representa a instituição do Sistema Nacional de Certificação Digital e trouxe o relevante benefício de agregar às propriedades técnicas da certificação digital a autenticidade, a privacidade, a integridade e o não-repúdio, explica Igor Ramos Rocha, da SERASA, autoridade certificadora do ICP-Brasil, responsável pela certificação digital no âmbito do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), cujas transações diárias são todas realizadas com a utilização da certificação digital (Banco Hoje, São Paulo: GTCOM, n. 193, jul./ago. 2005, p. 38).

Uma característica fundamental para os negócios realizados com a utilização da certificação digital é a segurança jurídica, ou seja, a presunção de validade jurídica com a equiparação da assinatura digital à assinatura de próprio punho. Uma vez assinado digitalmente por meio de certificação enquadrada na ICP-Brasil, o documento eletrônico goza das mesmas prerrogativas legais do seu equivalente em papel assinado em próprio punho, acrescenta Igor Rocha (id.).

A Receita Federal vem sendo um dos grandes incentivadores do processo de disseminação da certificação digital no Brasil (id). A Instrução-Normativa SRF nº 222, de 11 out. 2002, instituiu o “Serviço Interativo de Atendimento Virtual”, denominado abreviadamente de “Receita 222”, cujo acesso somente se efetiva com a utilização dos certificados digitais “e-CPF” e “e-CNPJ”. A Instrução-Normativa nº 482, de 21 dez. 2004, tornou obrigatória a entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários (DCTF) mediante certificação digital.

O BRADESCO pretende disseminar a certificação digital e tornou-se uma AR vinculada à SERASA, autoridade certificadora. Além do próprio BRADESCO, a Escopos, um braço do Banco, também tornou-se uma AR. A idéia é possibilitar a assinatura digital nos contratos de empréstimos e financiamentos para evitar o deslocamento do cliente até as agências, afirma Rizaélcio Machado (id., p. 43).

A massificação da certificação digital depende da definição de padrões de regras de procedimento, a fim de reduzir custos. Todos os participantes da cadeia precisam cooperar, adverte Marcelo Deschamps, do Banco Central do Brasil (id., p. 44).

O Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução nº 1.639, de 2002, criou o Prontuário Eletrônico do paciente.

O Banco Central do Brasil (BCB), por intermédio da Circular nº 3.234, de 15 abr. 2004, permitiu a assinatura digital em contratos de câmbio por meio da utilização de certificados digitais no âmbito da ICP-Brasil. A Carta-Circular nº 3.134, de 27.abr.2004, regulou os procedimentos e padrões técnicos para o uso da assinatura digital.

A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), por meio da Circular nº 277, de 30 nov. 2004, facultou a utilização da assinatura digital nos documentos eletrônicos relativos às operações de seguros, de capitalização e de previdência complementar aberta, por meio de certificados digitais emitidos no âmbito da ICP-Brasil.

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC), por meio da Resolução nº 1.020, de fev. 2005, regulou o uso da assinatura digital e estabeleceu critérios e procedimentos para a escrituração contábil eletrônica.

O Cartório Aguiar, de Fortaleza, passou a oferecer, a partir de 23 jun. 2005, os serviços de emissão de certificados digitais (a Certisign é a autoridade certificadora e a Servir, a autoridade de registro).

Poder Judiciário

O Poder Judiciário conta com a Autoridade Certificadora do Sistema Justiça Federal (AC-JUS), uma autoridade certificadora (AC) de nível intermediário na ICP-Brasil (AC-Raiz), a primeira autoridade certificadora do Poder Judiciário mundial (Disponível em: . Acesso: 17 set. 2005).

Criada pela Resolução Conjunta nº 01, de 20 dez. 2004, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho de Justiça Federal (CJF), por iniciativa do ministro Edson Vidigal, presidente do STJ, a AC-JUS, gerenciada por um Comitê Gestor, tem a função de definir normas claras e transparentes, na qualidade de AC normativa independente de outros poderes ou empresas. A emissão de certificados competirá a ACs de nível imediatamente subseqüente ao da AC-JUS.

A implementação da AC-JUS foi motivada pela necessidade crescente de transpor a mesma credibilidade e segurança existentes hoje nos documentos convencionais, em papel, para os documentos eletrônicos. Sua tecnologia permite a criptografia de “e-mails” e documentos e arquivos em meio eletrônico.

Além do STJ, CJF e dos cinco tribunais regionais federais (TRFs), a AC-JUS já tem a participação do Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Superior Tribunal Militar e (STM).

Dentre as possibilidades de utilização dos certificados AC-JUS, estão o peticionamento eletrônico, a emissão de certidões negativas ou positivas e a migração gradativa dos documentos (“processo”) em papel para o meio virtual.

O Colégio Notarial do Brasil, congregador de cerca de 6.400 cartórios extrajudiciais em todo o País, anunciou em 14 set. 2005 a adesão à AC-JUS. Dentre outros benefícios dessa adesão, estão a possibilidade de os cartórios autenticarem documentos eletrônicos e reconheceram firma de assinatura digitais.

Dicas de segurança na Internet ou recomendações de segurança para a pessoa não tornar-se vítima de crime digital (Disponível em: . Acesso: 17 set. 2005):

1) Sempre digite o endereço dos sítios diretamente no campo apropriado do Navegador, e nunca por meio de “links” contidos em “e-mails”, outras páginas “Web”, ou a partir da relação de “favoritos”.

2) Utilize em seu computador residencial ferramentas de anti-vírus e “anti-spyware”, configurados para atualizar automaticamente as listas de vírus e “spywares” conhecidos.

3) Evite acessar sítios de instituições financeiras a partir de computadores públicos, como os encontrados em “cyber-cafés”, ou computadores sobre os quais você desconheça as medidas de segurança utilizadas. Se não for possível evitar, troque a senha de acesso ao sítio, o mais rápido possível, a partir de um computador confiável.

4) Evite abrir mensagens de “e-mail” oriundas de remetentes desconhecidos, especialmente se fizerem menção aos seguintes assuntos: cartões relativos a datas comemorativas (aniversário, dia dos namorados, dia das mães, dia dos pais, etc.); pendências financeiras (Serasa, CPF, Embratel, etc.); promoções oferecendo brindes mirabolantes; “E-mails” dessa natureza normalmente realizam a instalação de ameaças digitais no computador sem o conhecimento do usuário.

5) Ao realizar o acesso aos sítios da instituição financeira e chegar à página onde deve ser informada a senha de acesso ao portal desejado, tome as seguintes precauções: a) dê um “duplo clique” sobre o “cadeado fechado” exibido na parte inferior do navegador e verifique se o nome exibido nas informações sobre o certificado digital confere com o nome do sítio acessado (este nome fica na parte superior do navegador, onde são digitados os nomes dos portais a visitar); caso os nomes não confiram, não informe sua senha; b) passe o “mouse” sobre cada “link” contido na página “Web” e verifique se há realmente um “link” para outra página; se for apenas uma figura simulando um “link”, não digite sua senha; c) minimize o navegador e verifique se a porção da tela contendo o campo destinado à senha permaneceu visível; em caso afirmativo, não informe sua senha; d) caso seja solicitada a senha do cartão logo após a informação da senha de acesso ao sítio, não informe a segunda senha.

Portugal

O governo de Portugal criou, por meio do Decreto-Lei nº 116-A/2006, o ´Sistema de Certificação Electrônica do Estado (SCEE)´, uma hierarquia de segurança destinada a garantir a segurança eletrônica do Estado e a autenticação digital forte das transações entre os vários serviços e organismos da Administração Pública e entre o Estado e os cidadãos e as empresas (´Correio da Manhã´, Lisboa, 18 jun. 2006, p. 45).

3º Uma cartilha feita pelo ITI ( Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), autarquia federal vinculada à Casa Civil da Presidência da República, é a “AC-Raiz” da ICP-Brasil)  com o título O que é Certificação Digital?

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4º Um Vídeo feito com o tema COMO TUDO FUNCIONA ASSINATURA DIGITAL E CERTIFICADO

 

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3 Comentários
  1. Heluiza Link Permanente

    Gostei muito da postagem! Me ajuda bastante!!!!!! Obrigada!! :)

  2. keila Soares Viana Link Permanente

    Ja comecei a ler o seu livro Eder, to gostando mt. Ta de parabens…

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