Relações internacionais do Brasil

Padrão

Este post foi desenvolvido da seguinte forma:

1º Um pequeno resumo retirado do site Info escola feito por Fernando Rebouças.

2º Material retirado do site Wikipédia que acredito que aborda muito bem o assunto.

3º Dois textos de Paulo Roberto de Almeida , Doutor em Ciências Sociais, Mestre em economia internacional e Diplomata. Estes textos são interessantes para complementar o assunto por que aborta as relações internacionais do Brasil ao longo de sua história. Com isto você terá uma visão completa sobre como chegamos no nível atual de relação com o mundo.

4º Um vídeo de Paulo Roberto de Almeida no 2º Fórum Democracia & Liberdade

Bons Estudos!

1º Um pequeno resumo retirado do site Info escola feito por Fernando Rebouças.

Relações internacionais do Brasil

A “não-intervenção” em outros territórios, a autodeterminação dos povos, a cooperação internacional e a busca por soluções pacíficas de conflitos internacionais são as principais premissas da postura externa do Brasil com o mundo. A nossa política externa se baseia no 4° artigo da Constituição Federal promulgada em 1988.

Palácio do Itamaraty

A organização e administração das relações internacionais do governo brasileiro, cabe ao Ministério das Relações Exteriores (referido como Itamaraty) servir o Poder Executivoe prestar assessoramento ao Presidente da República no curso de formulações e implementações das relações externas do pais com outros países e instituições estrangeiras.

O Itamaraty é responsável por atuar em questões políticas, comerciais, econômicas, financeiras, culturais e consulares. No setor diplomático, o Itamaraty assume as funções de representar, informar e negociar.

Perante a América do Sul, o Brasil busca adequar suas negociações respeitando a sua dimensão econômica, demográfica e territorial, pois perante os países vizinhos, além das diferenças no idioma e nos traços culturais, o Brasil corresponde a mais da metade da produção econômica, do território e dos números populacionais. No continente sul-americano o Brasil é considerado como um líder natural que , no decorrer do século XX, demonstrou ser pífio pela ausência de uma estratégia regional e de recursos para assumir tal fim.

Encabeçar as negociações do Mercosul, prestar socorro imediato às vítimas de países vizinhos, intermediar negociações diplomáticas entre os países da América do Sul e de regiões próximas, abertura  para a instalação de empresas brasileiras nesses países e a representação continental feita pelo Brasil em reuniões econômicas e ambientais são fatos recentes que se tornaram mais frequentes  a partir de meados da década de 90, quando o Brasil passou a planejar a sua estabilidade financeira no governo FHC e intensificar sua postura internacional no governo Lula.

Antes desses períodos, as ações do Brasil no exterior não eram paulatinas e nem reverenciavam a mesma importância atual.

Na época do Império e do início do período republicano, por exemplo, o Brasil era um país que se mantinha isolado das demais repúblicas do Continente. Até o ano de 1902, os únicos assuntos que haviam incomodado a diplomacia brasileira foram as negociações referentes a interesses econômicos.

Depois das atuações de diplomatas como Barão do Rio Branco e de políticos como Ruy Barbosa, no início do século XX, o Brasil começou a pretender participar da solução de conflitos e assuntos referentes às nações mais “civilizadas”, nessa época o Brasil foi discriminado como uma nação periférica e ex-colônia.

Artigo  4º  da Constituição Federal da República Federativa do Brasil:

  • I – independência nacional;
  • II – prevalência dos direitos humanos;
  • III – autodeterminação dos povos;
  • IV – não-intervenção;
  • V – igualdade entre os Estados;
  • VI – defesa da paz;
  • VII – solução pacífica dos conflitos;
  • VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
  • IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
  • X – concessão de asilo político.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_internacionais_do_Brasil
http://www.eceme.ensino.eb.br/portalcee/arquivos/as_relacoes_internacionais_do_brasil_no_periodo_de_1889_aos_dias_atuais_maj_andrade_nov_07.pdf

2º Material retirado do site Wikipédia que acredito que aborda muito bem o assunto.

Relações internacionais do Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
As relações internacionais do Brasil são fundamentadas no artigo 4º da Constituição Federal de 1988, que determina, no relacionamento do Brasil com outros países e organismos multilaterais, os princípios da não-intervenção, da autodeterminação dos povos, da cooperação internacional e da solução pacífica de conflitos. Ainda segundo a Constituição Federal de 1988, a política externa é de competência privativa do Poder Executivo federal, cabendo ao Legislativo federal as tarefas de aprovação de tratados internacionais e dos embaixadores designados pelo Presidente da República.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE), também conhecido como Itamaraty, é o órgão do poder executivo responsável pelo assessoramento do Presidente da República na formulação, desempenho e acompanhamento das relações do Brasil com outros países e organismos internacionais. A atuação do Itamaraty cobre as vertentes política, comercial, econômica, financeira, cultural e consular das relações externas, áreas nas quais exerce as tarefas clássicas da diplomacia: representar, informar e negociar.

Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

As prioridades da política externa são estabelecidas pelo Presidente da República. Anualmente, durante a Assembléia Geral das Nações Unidas, na cidade de Nova Iorque, geralmente no mês de setembro, o Presidente da República, ou o Ministro das Relações Exteriores, faz um discurso onde são apresentados, ou reiterados, os temas de maior relevância para o governo brasileiro. Ao longo das últimas duas décadas, o Brasil tem dado ênfase à integração regional (em que se destacam dois processos basilares, o do Mercosul e o da ex-Comunidade Sul-Americana de Nações, atual Unasul); às negociações de comércio exterior em plano multilateral(Rodada de Doha, Organização Mundial de Comércio, solução de contenciosos em áreas específicas, como algodão, açúcar, gasolina, exportação de aviões); à expansão da presença brasileira na África, Ásia, Caribe eLeste Europeu, por meio da abertura de novas representações diplomáticas (nos últimos seis anos foram instaladas Embaixadas em 18 países); à reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, cujo formato e composição o governo brasileiro considera anacrônicos e injustos (o Brasil deseja ser incluído, juntamente com a Índia, Japão e Alemanha, no grupo de países com assento permanente no Conselho e com direito a veto em qualquer votação, atualmente limitado a cinco: Estados Unidos da América, Rússia, China, França e Reino Unido).

Fóruns internacionais

IV Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, emBrasília, em 1 de agosto de 2002.

Alguns fóruns internacionais nos quais o Brasil está presente:

Relações bilaterais

Mapa-múndi de 2008 destacando os países com embaixadas brasileiras.

O Brasil tem relações diplomáticas com todos os países do mundo, exceto a República da China. Embora não reconheça oficialmente Taiuã como país independente, o país tem um escritório comercial oficial na capital Taipé.

Relações com os africanos

As relações entre o Brasil e os países africanos não estão retritas ao campo comercial e econômico, abrangem também laços históricos e culturais, uma vez que sofreram o imperialismo europeu: colonialismo e neocolonialismo.

O Brasil integra algumas organizações internacionais juntamente com países africanos. Entre elas, destaca-se a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que reúne, entre outros países lusófonos, o Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique,Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Além dessa, há a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, integrada por países banhados pelo Oceano Atlântico em sua porção meridional; e a União Latina, semelhante à CPLP, mas que abrange também aCosta do Marfim, Senegal e outros países do mundo de línguas neolatinas.

Apesar das viagens recentes presidenciais brasileiras ao continente, as relações comerciais são pequenas na parcela total de negócios e elas estão concentradas na Nigéria, Angola e África do Sul e nas empresas Vale e a Petrobras.[4]

Escritório Regional da Embrapa naÁfrica (Gana).

No campo agrícola, o Brasil tem investido na produção africana através da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com o objetivo de ter o mercado africano aberto às indústrias brasileiras que atuam na área agrícola, como a maquinária,agroquímica e de infraestrutura logística.

Projetos de aproximação também são desenvolvidos no campo cultural-acadêmico, um exemplo recente é o Projeto Brasil-África do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP), que pretende disponibilizar eletronicamente seus textos sobre as relações entre África e Brasil até o fim de 2010.

Em 27 de abril de 2010, o Brasil e a República Centro-Africana estabeleceram relações diplomáticas. Esse foi o último dos Estados africanos a relacionar-se com o Brasil.

Relações com os norte-americanos

Relações com os sul-americanos

Os ministros da Agricultura daArgentina, Julian Domínguez, e do Brasil,Wagner Rossi, durante reunião para tratar de temas sanitários e fitossanitários que afetam o comércioentre os dois países e negociações internacionais em 2010.


Na América do Sul, o Brasil tem buscado adequar sua atuação às dimensões econômica, demográfica e territorial que ocupa no subcontinente (o Brasil responde por metade da produção econômica, da população e do território da América do Sul). O exercício de uma liderança, que os números indicam ser natural, é constrangida, porém, pela pouca consistência de um projeto brasileiro de organização continental, deficiência que resulta em engajamento apenas retórico das lideranças políticas, acadêmicas e econômicas nacionais, e em concreta escassez de recursos financeiros para gastos externos com projetos de integração física (hidrovias, estradas, aeroportos), energética (gasodutos, refinarias), financeira (consolidação de entidades que poderiam ser instrumentais para a arrecadação de recursos, como a Corporação Andina de Fomento, o Fonplata, e o Banco do Sul proposto pelo Presidente Hugo Chávez).

Relações com os asiáticos

Relações com os europeus

Ver artigos principais: Relações com a Françacom a Rússia.

Relações com os oceânicos

Ver artigos principais: Relações com o Timor-Leste.

Relações multilaterais

Foto oficial fos participantes da Cúpula Brasil – Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, em 2010, na Ilha do Sal, Cabo Verde.


Relação entre Brasil e União Européia

As relações entre Brasil e a União Europeia fazem referência aos intercâmbios econômicos, assim como aos contatos políticos entre Brasil e as instituições comunitárias da União Europeia (UE).

Em julho de 2007, em Portugal se formalizou uma “associação estratégica” entre as duas partes na qual a que União Européia confere um status preferencial ao país sul-americano.

Antecedentes históricos

A relação entre Brasil e os estados que conformam a União Européia (UE) tem raízes que se remontam ao século XVI, época em que Portugal um dos atuais membros da UE iniciou a colonização da costa do país sul-americano. Houve também diversas imigrações de povos da Itália, Espanha,Japão, Alemanha e em menor escala da Polônia, Líbano e Rússia ao Brasil.

Brasil continuou como uma colônia portuguesa durante mais de três séculos, até que a princípio do século XIX a invasão de Portugal por parte do exército francês de Napoleão I levando a Corte portuguesa a se transferir para o Brasil com proteção inglesa, da qual a partir de Pedro I se estabeleceria o estado brasileiro independente de Portugal.

Relações exteriores

Política internacional

Herman Van Rompuy – Luíz Inácio Lula da Silva.

Com a administração de Luiz Inácio Lula da Silva que se iniciou em janeiro de 2003 (início do seu segundo mandato em 2006), as relações entre as duas partes têm tomado um renovado impulso graças principalmente a nova orientação que o governo brasileiro há dado a sua política exterior motivada pela nova ordem mundial surgida depois dos atentados de 11 de setembro a a Invasão do Iraque de 2003.

Brasil pretende participar como “ator global”, liderando uma política no campo de direitos humanos e a defesa do desenvolvimento social (principalmente contra o protecionismo financeiro e contra a fome mundial). Brasil é visto pela Alemanha como um sócio para o desenvolvimento de uma política multi-lateral e para impulsionar uma reforma das Nações Unidas (ONU), tema sobre o qual junto a Índia e Japão integram o chamado G-4, grupo de coordenação e apoio.

Estes quatro países desejam ter um assento no Conselho de Segurança e esperam um quinto sócio que será designado pelos países africanos.

Quando George W. Bush ordenou o ataque contra o Iraque, Brasil junto com a Rússia, China e as denominadas relações franco-alemãs conformaram o principal bloco de oposição.

Na estrutura da ONU, o Brasil e a UE lideram uma iniciativa de vários países contra a fome a a pobreza indo até modalidades de financiação como novas taxas a transações financeiras e a venda de armas.

Relações econômicas

Avenida Paulista, um dos principais centros financeiros do Brasil.

Por outra parte as negociações entre a União Européia e o Mercosul que buscam um acordo comercial se encontram praticamente estagnadas em relação com as políticas de subvenções e de protecionismo, no campo dos produtos agrícolas.

Há duas tendências, uma que dá preferência a um acordo geral na Organização Mundial do Comércio (OMC) e outra que prefere um acordo na estrutura do Grupo dos 20 países em desenvolvimento (G20).

Sem embargo a União Européia é o principal sócio comercial do Brasil e do Mercosul em geral.

O governo do Brasil considera preferencialmente a sua relação com a OMC e a União Européia, em frente a ALCA. A União Européia está mais avançada, porque implica somente dois blocos e não 34 países. Um acordo com a União Européia daria ao Mercosul poder negociador na ALCA.

1°Cúpula Brasil-União Europeia

Líderes presentes
  • Brasil Brasil
    • Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva
  • Portugal Portugal e União Europeia União Européia
    • Primeiro Ministro de Portugal e Presidente do Conselho da União Européia José Sócrates
  • União Europeia União Européia
    • Presidente da Comissão Européia José Manuel Barroso
Presentes no jantar
  • Portugal Portugal
    • Primeiro Ministro José Sócrates
  • Portugal Portugal
    • Presidente Cavaco Silva
  • Brasil Brasil
    • Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
  • União Europeia União Européia
    • Presidente da Comissão Européia José Manuel Barroso
  • França França
    • Presidente Nicolas Sarkozy
  • Espanha Espanha
    • Primeiro Ministro Rodriguez Zapatero
  • Itália Itália
    • Primeiro Ministro Romano Prodi
  • Eslovénia Eslovênia
    • Primeiro Ministro Janez Janša
Agenda

A cúpula foi organizada para aproximar a União Européia e o Brasil. Um dos passos foi o acordo realizado entre a Petrobras e Galp.

Portugal formalmente convidou o Brasil a ser um parceiro estratégico da União Européia, com reuniões regulares como as feitas com a Índia, Rússia e China.

3º Dois textos de Paulo Roberto de Almeida , Doutor em Ciências Sociais, Mestre em economia internacional e Diplomata. Estes textos são interessantes para complementar o assunto por que aborta as relações internacionais do Brasil ao longo de sua história. Com isto você terá uma visão completa sobre como chegamos no nível atual de relação com o mundo.

Relações internacionais do Brasil – Ensaio de síntese sobre seus primeiros 500 anos

Relações Internacionais e política externa do Brasil – uma perspectiva histórica – Paulo Roberto de Almeida

4º Um vídeo de Paulo Roberto de Almeida no 2º Fórum Democracia & Liberdade

Sobre Eder Sabino Carlos

Sou formado em Ciências Econômicas e desenvolvi este site para democratizar materiais de estudos de qualidade para concursos públicos e Enem. Hoje sou representante de vendas na área de material de construçãoa na cidade de Vila Velha ES. Gosto de ler livros de aventura e tenho um livro publicado em e-book com o título de A Fortaleza do Centro. Um livro de aventura infanto-juvenil, mas adultos também estão gostando. Você pode baixar o livro no site e aproveite e veja os comentários das pessoas que já o leram.

Uma resposta »

  1. Pingback: Concurso UFBA – Conteúdo programático com links « Central de Favoritos

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s