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Noções de ética empresarial e profissional

19/03/2012

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Esta postagem foi desenvolvida da seguinte forma:

1º Texto retirado de uma apostila  escrita por Osmar Ponchirolli e José Edmilson de Souza Lima sobre ética empresarial no site da Fae Centro Universitário de uma coleção Gestão Empresarial

2º Texto retirado do site Web Artigos sobre Ética, Ética Empresarial, Moral e Responsabilidade Social na qual não consta o nome do autor;

3º Dois vídeos com entrevista com Professor Walter Santos para o Canal VG.

Espero que aproveitem bem e bons estudos!

Aproveito para pedir que baixe meu livro A Fortaleza do Centro e fazer um comentário e caso goste divulgar para seus amigos, se possível no facebook ou twitter.

1º Texto retirado de uma apostila  escrita por Osmar Ponchirolli e José Edmilson de Souza Lima sobre ética empresarial no site da Fae Centro Universitário de uma coleção Gestão Empresarial

Ética Empresarial

Introdução
Há de se perguntar por que se tem falado tanto em ética. Por que a ética tem aparecido como uma das estratégias não apenas de sobrevivência, mas, sobretudo, de expansão dos negócios? O presente capítulo pretende explicitar esta recente relação de parceria entre dois domínios aparentemente incompatíveis: o do lucro e o da educação das vontades, a ética. Nesta perspectiva, a idéia é demonstrar que a ética nem sempre deve ser entendida como ameaça ou obstáculo, mas como alavanca para o sucesso das empresas. Não há empresa, no cenário contemporâneo, com pretensões de aumento de sua competitividade, que escolha tratar a ética não como aliada, mas como adversária. Certamente não há uma causa única e explicativa deste movimento em torno da ética, mas é provável que a concorrência entre empresas, aliada às crescentes exigências de clientes cada vez menos tolerantes com abusos, estejam forçando as empresas a levar em conta este tema. Diante de clientes exigentes, as empresas pensam bastante antes de oferecer bens ou serviços que maculem negativamente suas imagens. Ao perceberem que não podem ser abusivos em relação aos clientes, as empresas estão introduzindo a ética em suas práticas.
O presente texto está estruturado em cinco tópicos.

O primeiro faz uma descrição do ambiente onde o novo líder obriga-se a atuar. Sua atuação está cada vez mais condicionada à necessidade de construir energias unificadoras interna e externamente às organizações. Após a inevitável contextualização, são apresentadas, a seguir, algumas conceituações contemporâneas e caracterizações da ética como fator de produção. Nas considerações finais, ficam evidenciadas algumas posições afirmativas diante do encontro cada vez mais vigoroso da economia com a ética.

CAPITAL HUMANO


1 Novo ambiente


Antes de maiores aprofundamentos sobre os dilemas éticos no mundo dos negócios, é fundamental compreender o ambiente onde compartilhamos nossa existência e suas influências sobre a ética. Hoje é quase ponto pacífico o reconhecimento da importância do ambiente externo na condução dos negócios de uma organização. Apesar da mudança de paradigma ser uma realidade evidente, nem todos aqueles que estão à frente das empresas conseguem percebê-la de maneira adequada. Assim, as proposições sobre grandes tendências são essenciais para compreender as principais mudanças que ocorreram e vêm ocorrendo no ambiente. As principais proposições são as seguintes:
. Crescimento econômico global no final do segundo milênio: diferentemente dos cenários negativos tão disseminados, estamos destinados a um período de prosperidade sem precedentes;
. Renascimento das artes: as artes permeiam a cultura de massa como nunca anteriormente, substituindo os esportes como nossa atividade de lazer ;
. Emergência do Socialismo de LivreMercado: das agitações políticas no Bloco Oriental está brotando uma nova ideologia política e econômica;
. Surgimento de estilos de vida globais paralelos a nacionalismos culturais: a crescente tentativa de impor estilos únicos de vida ao redor do mundo tem gerado resistências que se apóiam no desejo de valorizar o caráter único de cada cultura local;
. A privatização doWelfare State (Estado de bem-estar social): a questão fundamental que continua desafiadora para os governos a partir da primeira década do terceiro milênio é de como auxiliar os pobres sem levar à bancarrota os Tesouros Nacionais. Nota-se que tanto nos países periféricos como nos países centrais do capitalismo, a mudança do controle governamental para a empresa privada tem sido o primeiro passo;
. A consolidação econômica de alguns países do Pacífico: o foco da economia mundial vem mudando do Atlântico para o Pacífico, estando os estados da costa oeste americana tão bem posicionados
quanto Tóquio;
. As mulheres na liderança: adaptadas às exigências de qualificação profissional relacionadas à liderança institucional, as mulheres vêm paulatinamente conquistando espaços, em números expressivos, nas profissões antes reservadas aos profissionais de sexo masculino;

. O sucesso da Biologia: com os avanços da Biotecnologia, afloram os polêmicos debates envolvendo a ética, a ciência e os interesses socioeconômicos;
. O renascimento religioso do terceiro milênio: embora os meios de procura se diversifiquem, do fundamentalismo à New Age (Nova Era), a espiritualidade continua desempenhando papel crescente com a aproximação da virada do milênio;
. Triunfo do indivíduo: uma nova consideração de integridade e crescimento do indivíduo está subjacente a todas as mudanças globais. As novas tecnologias estão liberando as pessoas criativas e auto-empregadas para viverem e trabalharem em locais onde se tenha maior qualidade de vida.

Compreender esses novos paradigmas ou buscar a autodestruição são as duas mega-opções entre as quais a comunidade empresarial se debate.
As questões éticas estão presentes nessas novas situações. A maioria dos líderes acredita que pode manter padrões éticos nas práticas de negócios.
Muitos administradores estão reexaminando a concepção de ética empresarial, e este reexame surge justamente na compreensão sobre a responsabilidade social do executivo.
2 Novo líder


Qualquer cooperação organizada entre pessoas deve vencer um certo número de fatores entrópicos, os quais drenam continuamente a energia para liderar. Dentre eles, destacam-se: limitações físicas e biológicas; incerteza
quanto aos resultados; problemas de compreensão na comunicação de propósitos; tendências dispersivas dos objetivos individuais; e complexidade e instabilidade do comportamento humano.
A existência de organizações mostra ser possível a cooperação humana sistemática. No entanto, as tendências dispersivas. encontradas nos interesses individuais, bem como a complexidade e instabilidade das
motivações pessoais, tornam necessário ao líder desenvolver um clima de fé, como prelúdio e condição para a tal cooperação.
O líder deve criar fé na superioridade do interesse comum, o que significa fazer as pessoas acreditarem na existência de uma probabilidade de sucesso coletivo, dentro do qual as motivações pessoais possam essencialmente ser satisfeitas desde que o grupo confie na integridade da autoridade objetiva exercida na liderança.
Sem estabelecer julgamento a respeito da superioridade de uns sobre outros, devemos observar que cada membro de uma organização possui diversos códigos privados que afetam suas decisões e seu comportamento.
Significa que a posição executiva implica, para quem assumi-la, trabalhar com um número ainda maior de códigos.
Adicionalmente aos códigos morais próprios e independentemente da posição que ocupe, tal incumbência implica a aceitação, pelo executivo, de diversos códigos adicionais da sua organização. Estes variam de organização
para organização e constituem uma acumulação de práticas habituais, experiências e tradições, incorporadas na cultura organizacional. São elementos intangíveis, relacionados com a visão que a organização faz de si, bem como percepções de como ela é vista nas relações com a clientela.
O comportamento e as decisões do executivo se estabelecem como um símbolo da tonalidade moral da organização, tanto internamente quanto para a clientela.O executivo responsável está firmemente governado pelos próprios códigos morais, bem como pelos códigos da organização. Quando toma decisões apoiado em impulsos imediatos, desejos, interesses e/ou problemas que surgem tende a desconsiderar os códigos da instituição que representa, provocando tensões muitas vezes abusivas.
Se demonstra equilíbrio entre valores íntimos e valores da instituição na tomada de decisão, o executivo é visto como um líder responsável, merecedor de posições mais altas no mundo organizacional. Se não há
sinceridade por parte do executivo a organização tende a acumular problemas, pois ela é o elemento indispensável na criação do desejo de adesão por parte daqueles cujos esforços, voluntariamente dados, constituem a organização.
3 Energia unificadora


Uma alta moralidade organizacional cria um ambiente capaz de auto corrigir as decisões do executivo. Ações estas que, embora empreendidas com sinceridade, acabam se transformando em erros táticos e estratégicos
O líder deve fazer as pessoas acreditarem na existência de uma probabilidade de sucesso coletivo com impactos negativos na esfera econômica. Cada executivo, ainda que talentoso, comete enganos de tempos em tempos, que são percebidos como lapsos pelos colaboradores na organização. Uma moralidade baixa não sustenta a liderança por muito tempo; sua influência rapidamente esvanece, atrapalhando a própria sucessão da liderança. Uma moralidade organizacional alta é o fator capaz de superar as forças desintegradoras dos interesses e motivações individuais, educando a tendência constante dos indivíduos de procurar os próprios caminhos.
Em razão da natureza humana, há necessidade de o líder renovar constantemente o esforço cooperativo, que constitui elemento fundamental para a existência de todas as organizações. Sem essa energia unificadora a
organização morre, tal como uma fogueira não alimentada.
O caráter geral dessa energia unificadora é a tonalidade moral, expressa por meio de pontos de vista, atitudes fundamentais, lealdades e outros elementos intangíveis incorporados à auto-imagem da organização, os quais
são moldados e expressos pela liderança executiva.
Todas as pessoas analisam o que está acontecendo e como devem responder àquilo que percebem, mediante o uso de códigos múltiplos, aplicados seletivamente, de maneira situacional. Caso o executivo tenha sucesso na criação de um alto nível de moralidade organizacional, passará a existir um tipo de ambiente favorável à auto-correção de decisões, que só tardiamente seriam percebidas como equivocadas. Se a moralidade é baixa, os
erros acabam conduzindo à desintegração da organização.
4 O que é ética empresarial


Com a clara intenção de evitar a desintegração da organização, torna-se imperativo entender alguns significados mais profundos da ética e sua relação direta com o mundo dos negócios. Em geral, as opiniões das pessoas
sobre a ética tendem a ser absolutas ou incondicionais. Sem muita reflexão tende-se a definir ética basicamente como fazer o bem. Qualquer ação que se distancie de tal perspectiva é imediatamente caracterizada como má e, em função disso, anti-ética. Assim, a relação entre senso comum e ética é uma relação marcada pela unilateralidade, uma vez que ética é caracterizada de forma irrestrita e unidimensional.
Hoje o debate sobre a ética é cada vez mais intenso e distante da unilateralidade do senso comum. Marxistas, cristãos, empresários e existencialistas debatem em conjunto questões relativas ao que é bom e o que é mau na conduta humana.

De David Hume, que viveu no século XVIII, aos dias atuais, muitos filósofos e estudiosos das mais diversas áreas do conhecimento vêm se ocupando das questões e dos dilemas éticos que estão sempre rondando as experiências e os conflitos humanos. O homem escrevia Sartre está condenado a decidir sobre seu próprio destino. Antes dele, Nietzsche também foi categórico ao definir o homem como um animal que valora, logo um animal ético, pois é o próprio Nietzsche que faz a genealogia do conceito de ética, resgatando sua origem do grego ethos, que significa uso, comportamento ou costume. Destes pensadores é que deriva a clareza de que a ética está relacionada à ação prática dos homens, não a discursos bem intencionados mas sem qualquer conexão sólida com o mundo da vida. Portanto, é deles também que herdamos a capacidade crítica de perceber o abismo existente entre o que é dito e o que é efetivamente feito em nome da ética no interior das organizações formais. Se no plano discursivo a ética aparece como imperativo categórico.
ou como valor universal, no mundo concreto da vida nega-se tudo isto, invariavelmente, em nome do auto-interesse.
A tensão permanente entre valores universais e valores individuais é a tônica da investigação ética. Sendo assim, pode-se definir a ética a partir de uma reflexão, da busca de uma teoria sobre a conduta humana. A investigação ética, além de visar ao estabelecimento de conceitos sobre o comportamento moral dos seres humanos, pode ser entendida a partir do seguinte princípio:
toda decisão que implicar danos ou prejuízos diversos aos outros não pode ser considerada ética. Nos termos expressos, a ética não pode apresentar-se como ameaça ou como aquilo que as pessoas, empresas ou governos jamais fariam se não fossem obrigadas. Se aceitarmos estas percepções negativas da ética como verdadeiras, estaremos negando sua dimensão civilizatória.
Estaremos negando que o sucesso tanto das nações quanto das organizações diversas tem como pano de fundo a ética; a ação responsável em termos não apenas econômicos, mas principalmente socioambientais, é o sustentáculo de uma grande organização.
Na perspectiva de Weber, a dimensão ética relacionada às crenças íntimas é de pouco proveito e, em certos casos, até prejudicial às tomadas de decisões. Para ele, [...] toda a atividade orientada segundo a ética pode ser
subordinada a duas máximas inteiramente diversas e irredutivelmente opostas. Pode orientar-se segundo a ética da responsabilidade ou segundo a ética da convicção. Isso não quer dizer que a ética da convicção equivalha a ausência de responsabilidade, e a ética da responsabilidade a ausência de convicção. Não se trata disso, evidentemente. Não obstante, há oposição profunda entre a atitude de quem se conforma às máximas da ética da convicção diríamos, em linguagem religiosa, O cristão cumpre seu dever e, quanto aos resultados da ação, confia em Deus e a atitude de quem se orienta pela ética da responsabilidade, que diz: Devemos responder pelas previsíveis conseqüências de nossos atos. (WEBER, 1968, p.114).
Na formulação de Weber, a ética da convicção, por derivar de uma ética religiosa, busca inspiração, autoridade e legitimidade no passado, ao passo que a ética da responsabilidade legitima-se e se orienta para o futuro. Em
outras palavras, trata-se do confronto clássico entre tradição e modernidade. Enquanto a ética da convicção tem seus fundamentos muito mais fincados nas tradições passadas e internalizadas pelo indivíduos como se fossem suas, a ética da responsabilidade busca sustentação no futuro prometido pelo humanismo antropocêntrico do período renascentista. A diferença fundamental é que a ética da responsabilidade induz o homem a se reposicionar diante de suas próprias decisões, não cabendo remeter aos outros a responsabilidade futura pelos seus atos.
É perceptível que uma ética apoiada apenas em convicções íntimas não é adequada para os tomadores de decisão, nem para governos, nem para grandes corporações. É mais apropriada para funcionários executores de ordens com reduzidos espaços para questionamentos. A decisão de estadistas, chefes políticos, empresários ou quaisquer homens de ação, ao contrário, deve estar apoiada em uma ética que vá além das convicções íntimas, a ética da responsabilidade, que não concede espaço para delegação de poderes. Assim, justifica-se a defesa de que a ética empresarial predominante é a da responsabilidade. Isto porque, cada vez mais se configuram cenários que obrigam empresas, instituições e pessoas a optarem por decisões éticas não por bom-mocismo, mas, primeiro, por estratégias de sobrevivência e, depois, pela necessidade imperativa de expansão dos negócios.
Fica evidente que Weber admite que organizações que se antecipam no que se refere a tomadas de decisões amparadas na ética, diferentemente do que se poderia pensar, tendem a aumentar seus níveis de competitividade,
Fazer referências à ética empresarial ou à ética dos negócios implica estudar e tornar inteligível a moral vigente nas empresas capitalistas contemporâneas contrariando outras análises que insistem em acentuar possíveis
incompatibilidades entre ética e sucesso empresarial.

Se para muitas pessoas associadas ao mundo dos negócios as supostas exigências da ética se apresentam invariavelmente como verdadeiros obstáculos, para outras as dificuldades foram transformadas em oportunidades de êxito e de expansão.
Neste particular, fazer referências à ética empresarial ou à ética dos negócios implica estudar e tornar inteligível a moral vigente nas empresas capitalistas contemporâneas e, em especial, a moral predominante em empresas
de uma nacionalidade específica.
5 Ética empresarial como fator de produção


A caracterização da ética como fator de produção é feita de forma pioneira por um economista, Giannetti (1993 e 2000), em seus diálogos interdisciplinares envolvendo as teorias clássicas da economia e as reflexões
éticas herdadas da filosofia. A idéia central de Giannetti é demonstrar que, embora o mercado seja notadamente o melhor espaço para as trocas de bens e serviços, não pode prescindir da ética. Uma de suas conclusões é que a
riqueza ou a pobreza de uma nação deve ser buscada na qualidade ética de seus jogadores, isto é, de todos os agentes econômicos, sociais e políticos envolvidos. Com este raciocínio, Giannetti torna visível que a ética não pode ser apreendida como uma ameaça, e sim aliada para o sistema econômico.
Considerando que a ética, na abordagem não apenas de Giannetti, mas também de Lipovetski (1994), Srour (2000) e outros, é um excelente negócio, é fundamental delimitar as noções de ética empresarial a partir de questões práticas; de atos e não simplesmente de discursos bem intencionados dos líderes. As éticas empresariais constituem-se a partir de deliberações, em função de análises das circunstâncias, dos propósitos, da razão, dos resultados previsíveis, dos prognósticos e dos fatores condicionantes. Elas têm como fundamentos níveis elevados de incertezas, flexibilizações e análises de risco.
Assim, ao chamar para si a responsabilidade por seus atos, o líder transforma a ética em diferencial não apenas para si, mas, sobretudo, para a empresa diante de juízes cada vez mais exigentes, ou seja, as sociedades
contemporâneas. Empresas que se antecipam, isto é, que tomam decisões éticas, têm se destacado em todos os domínios da vida associativa por uma razão: conseguem fidelizar clientes.
Na busca pela fidelização de clientes, a organização, para ser classificada como ética, precisa:
sentir-se livre em relação a subornos e chantagens de governos, de fornecedores e de outros, para tomar decisões; assumir responsabilidades pelas tomadas de decisão;  e, ainda, as decisões, conscientemente, não deverão ser abusivas em relação ao outro, se considerarmos que ninguém é ético em relação a si mesmo mas sempre em relação ao outro.
No que diz respeito ao outro, é necessário qualificar de quem se trata ou quem ele é. Em termos concretos, o outro pode ser o vizinho, o pai, a mãe, o irmão, o sócio, a empresa, o governo, a sociedade, o Planeta. Retomando a
definição, sempre que se age livremente, movido por princípios íntimos ou valores calculistas e úteis à organização à qual se faz parte, está-se diante de possibilidades objetivas de ser mais ou menos abusivo face a quem quer que seja o outro. O raciocínio é válido para toda e qualquer circunstância que envolva seres vivos.
Sendo assim, a ética implica decidir o destino de outros seres que estão em volta. Quando um líder decide o que, como e quanto produzir, e assim inicia o processo produtivo, não está decidindo apenas o seu destino, mas os destinos de todos aqueles que serão atingidos por tais escolhas. Estas últimas podem ser emancipatórias ou abusivas, sobretudo para aqueles que estão envolvidos no jogo, como fatores de produção, e não como seres
humanos. Note-se que no centro da problemática exposta reina a questão ética. É possível pensá-la, também, como fator de produção? É evidente que sim. Se a trajetória da ascensão e expansão do capitalismo engendrou e
legitimou percepções abusivas no que se refere aos fatores de produção, tais percepções vêem-se obrigadas a receber reparos.
A ética vem conquistando o direito de se tornar fator de produção não por uma transformação espontânea, natural, positiva e humanística dos gestores do capital, mas porque as pressões oriundas da sociedade forçam essa
nova tomada de consciência. Pelo mundo afora não são poucos os casos de opção pela ética, não por bom-mocismo, mas por necessidade de sobrevivência e de expansão a médio e longo prazos. Alguns exemplos são ilustrativos.
Pesquisas na Universidade de Harvard vêm demonstrando que empresas efetivamente preocupadas e direcionadas para os stakeholders (fornecedores, acionistas, consumidores, empregados e comunidade) apresentam indicadores de crescimento muito superiores aos de outras companhias que negligenciam tais estratégias. Em termos de empregos, elas vêm gerando entre quatro e oito vezes mais do que as que se limitam a satisfazer acionistas.
A título de ilustração, tome-se a experiência de determinada empresa suíça, especializada em serviços financeiros éticos, que criou o Dow Jones Sustainability Index (Índice de Sustentabilidade). O índice é composto por
229 empresas, tais como Honeywell, Unilever e Fujitsu e, de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo índice, as empresas citadas produzem, em média, maior retorno para os acionistas do que outras empresas da mesma região, em prazos médios de cinco anos. Além disso, cumpre destacar que as empresas éticas foram mais bem-sucedidas que outras vinculadas ao mesmo setor.
Há de se notar a preocupação de empresários em se antecipar a um movimento que parece decisivo ao processo de elevação dos níveis de competitividade das corporações. O referido movimento já percebeu que a
ética não pode mais ser encarada como inútil. figura de retórica, e sim como fator fundamental ao êxito das organizações formais.
Outro caso . citado e analisado por Srour (2000) – digno de destaque é o da Johnson & Johnson, no início da década de 1980, nos Estados Unidos. Ao ser notificada de que sete pessoas, em Chicago (EUA), haviam morrido
envenenadas por um de seus produtos, o Tylenol (conhecido analgésico), a empresa imediatamente recolheu o medicamento . cerca de 32 milhões de embalagens de todo o território norte-americano. Na operação, a empresa
enfrentou redução em seu faturamento mensal na ordem de 88%; de US$ 33
milhões, baixou para US$ 4 milhões. Além dessa primeira iniciativa, a Johnson &Johnson assumiu total responsabilidade pelas vítimas, indenizando-as junto a seus parentes e familiares. Em seguida, desembolsou US$ 100 milhões com a parte fiscal da devolução dos remédios e, por último, ainda gastou mais US$ 150 milhões em campanhas publicitárias para recuperar o mercado perdido, obtendo enorme sucesso dois anos depois do incidente.
Numa primeira análise das experiências expostas, as iniciativas da Johnson&Johnson foram louváveis porque agiram de acordo com princípios éticos. Contudo, é fundamental enfatizar que o grande motivador das ações
éticas da empresa em questão foi a força de uma sociedade capaz de pressioná-la a agir da forma que agiu. Em outros termos, a Johnson & Johnson agiu eticamente nos Estados Unidos porque dificilmente recuperaria sua imagem se negligenciasse ou se passasse por cima dos fatos. O ocorrido ensina que o mundo dos negócios já não pode fazer o que bem entende, já não pode ser abusivo; enfim, já não pode agir de acordo com suas paixões íntimas. As pessoas agem eticamente sempre que são obrigadas a fazê-lo, não por espontaneidade ou voluntarismo um freio para estes possíveis abusos. Existe um fator que o obriga a educar suas vontades: a ética.
Em um mundo balizado pela lógica do lucro rápido, as pessoas agem eticamente sempre que são obrigadas a fazê-lo, não por espontaneidade ou voluntarismo. A prova disto é que a Johnson & Johnson só se preocupou em
recolher embalagens dos Estados Unidos; outras regiões do mundo, sem poder de pressão ou desinformadas, permaneceram entregues à própria sorte.
Infere-se da análise que a decisão ética de qualquer empresa é refém de sociedades minimamente preparadas para reagir, para eliminar possíveis atalhos que as empresas queiram seguir, em nome de interesses particulares
e abusivos face à coletividade. Quanto mais tolerante for a coletividade em relação aos desmandos, corrupções e à impunidade, mais aberto estará o cenário para ações abusivas por parte das organizações. É importante ressaltar que, do ponto de vista das organizações, o sucesso está associado ao maior controle, à maior redução dos níveis de incerteza, isto é, à maior capacidade de tomar decisões éticas em relação à sociedade.
Por carregar um enorme poder de irradiação pelos efeitos que provoca, nenhuma decisão empresarial é neutra. Em termos práticos, direta ou indiretamente, as decisões costumam afetar os stakeholders, os agentes que
mantêm vínculos internos e externos com a organização.O exemplo da Johnson & Johnson nos conduz à certeza de que ter atitude heróica abraçando os erros não compensa. É mais inteligente ter a transparência como diferencial e como grande negócio.
Situações difíceis sempre existiram. O importante são os pequenos esforços, cuidadosos e práticos, vindos de pessoas que ficam fora das luzes da ribalta. A atitude heróica de pedir demissão e denunciar o problema deveria
ser o último e desesperado recurso das pessoas em posição de liderança. Em primeiro, segundo e terceiro lugares deveria estar a liderança ética.
Considerações finais
Por que a ética voltou a ser um dos temas mais trabalhados no pensamento administrativo? Pode ser que as pessoas estejam começando a perceber que não é possível construir patrimônios estando apoiadas em ações administrativas que prescindam da ética. É como se a antiga ilusão de ganhar dinheiro a qualquer custo tivesse se transformado em desespero em face das vigorosas exigências éticas. No campo da administração, as grandes expectativas de um sucesso pretensamente neutro, alheio aos valores éticos e humanos, tiveram resultados desalentadores. Ao deixar de ser uma ameaça, a ética conquista seu próprio espaço e se transforma em possibilidade concreta de sucesso.
A ética é uma ótica e isto significa que existem múltiplas morais, historicamente fundamentadas, e que há éticas no plural que se desdobram em várias abordagens. Uma dessas abordagens considera a conciliação entre
a ética da responsabilidade e a ética da convicção. O presente texto traz ao mundo empresarial uma modesta reflexão sobre a importância da ética no mundo dos negócios, tendo como base a necessidade do executivo de integrar a ética da responsabilidade com a ética da convicção. Neste sentido, a responsabilidade do executivo aparece como o substrato moral.
Não podemos desconsiderar o fato de que ética implica investimento de médio e longo prazos. As análises expostas nos autorizam a concluir parcialmente que ao relacionar o conceito de ética à possibilidade de reduzir
dimensões abusivas das ações dos homens sobre sociedade pode ser fértil para novos estudos preocupados em demonstrar que não existe incompatibilidade entre ética e êxito empresarial.
Finalmente, é preciso destacar que ética não se aprende ouvindo ou lendo belos discursos. Ética é, fundamentalmente, emoção, vivência, experiência singular (HEEMANN, 2001). É preciso educar a mente para sentir a ética penetrando e transformando nosso corpo por inteiro. A ética só se torna eficaz à medida que os tomadores de decisões adquirem a capacidade de se indignar diante de ações ou fatos que antes não lhes afetavam.
Talvez seja esta a singela mensagem que o presente texto pretende transmitir.

Bibliografia recomendada
GIANNETTI, Eduardo. Vícios privados, benefícios públicos?: a ética na riqueza
das nações. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.
_____. Nada é tudo: ética, economia e brasilidade. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
HUME. Os pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1999.
LIPOVETSKY, Gilles. O crepúsculo do dever: a ética indolor dos novos tempos
democráticos. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1994.
SROUR, Robert Henry. Ética empresarial. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
Revista Você S/A, julho/2000.
WEBER, Max. Ciência e política: duas vocações. São Paulo: Cultrix, 1968.

Resumo


O presente texto se propõe a tornar visível a importância da ética no processo tanto de sobrevivência quanto de expansão dos negócios na contemporaneidade. Para tanto, inicialmente faz uma análise conjuntural da
relação entre ética e economia; em seguida apresenta algumas vantagens comparativas quando se tem lideranças éticas à frente dos negócios; na seqüência explicita o significado de uma ética empresarial como fator de
produção; e, por último, apresenta a ética como fundamento da responsabilidade do executivo. Conclui que na perspectiva de alguns futuros gestores, a ética não aparece como ameaça, mas como alavanca ao
desenvolvimento da empresa.

2º Texto retirado do site Web Artigos sobre Ética, Ética Empresarial, Moral e Responsabilidade Social na qual não consta o nome do autor;

Ética, ética Empresarial, Moral E Responsabilidade Social

Introdução

Ao iniciar um trabalho que envolve a ética como objeto de estudo, consideramos importante, como ponto de partida, estudar os conceitos de ética, ética empresarial e fazendo uma pequena abordagem sobre a moral e a responsabilidade social que consideramos muito importantes para o nosso trabalho e para toda sociedade.

O objetivo desse artigo é refletir sobre a ética, moral e a responsabilidade nas empresas, no sentido de motivar as ações para a pratica do bem.

Segundo Nash, (1990, pg. 3) apesar de que a atividade de ganhar dinheiro sempre teve uma aliança meio desconfortável com o senso particular de moralidade das pessoas.

Numa definição bem geral, ética aceita a existência da história da moral, tomando como ponto de partida à diversidade de morais no tempo, entendendo que toda sociedade tem sido caracterizada por um conjunto de regras, normas e valores, não se identificando com os princípios e normas de nenhuma moral em particular nem adotando atitudes indiferentes ou diante delas. A história da ética é um assunto complexo e que exigem alguns cuidados em seu estudo. Como disciplina ou campo de conhecimento humano, ética se refere à teoria ou estudos sistemáticos sobre a prática moral. Dessa forma ela analisa e critica os fundamentos e princípios que orientam ou justificam determinados sistemas e conjunto de valores morais. É, em outras palavras, a ciência da conduta, a teoria do comportamento moral dos homens em sociedade.

A ética é na verdade como a educação de nosso caráter, temperamento ou vontade pela razão, em busca de uma vida justa, bela e feliz, que estamos destinados por natureza. Traduzindo o processo consciente ou intuitivo que nos ajuda a escolher entre vícios e virtudes, entre o bem e o mal, entre o justo e o injusto. É a predisposição habitual e firme, fundamentada na inteligência e na vontade, de fazer o bem. Ser ético, portanto, é buscar sempre o bem, combater vícios e fraquezas, cultivar virtudes, proteger e preservar a vida e a natureza.

Também abrange toda reflexão que fazemos sobre o nosso agir e sobre o sentido ou missão de nossa vida, bem como sobre os valores e princípios que inspiram e orientam nossa conduta, buscando a verdade, a prática de virtudes e a felicidade. Não devemos confundir ética e moral, a ética não cria a moral nem estabelece seus princípios, normas ou regras. Ela já encontra, numa dada sociedade ou grupo, a realidade moral vigente e parte dessa realidade para entender suas origens, a sua essência, as condições objetivas e subjetivas dos atos morais e os critérios ou parâmetros que justificam os juízos e os princípios que regem as mudanças e sucessão de diferentes sistemas morais.

A ética também estuda e trata a responsabilidade do comportamento moral, a decisão de agir numa dada situação concreta é um problema prático moral; investigar se a pessoa pôde ou não escolher e agir de acordo com a decisão que tomou é um problema teórico – ético, pois verifica a liberdade ou o determinismo ao quais nossos atos estão sujeitos. Se o determinismo é total e vem de fora para dentro (normas de conduta pré-estabelecidas às quais devemos nos ajustar) não há qualquer espaço para a liberdade, para a autodeterminação e, portanto para a ética.

1. Definição de ética, moral e ética empresarial.

A ética não é algo superposto à conduta humana, pois todas as nossas atividades envolvem uma carga moral. Idéias sobre o bem e o mal, o certo e o errado, o permitido e o proibido definem a nossa realidade.

Em nossas relações cotidianas estamos sempre diante de problemas do tipo: devo sempre dizer a verdade ou existem ocasiões em que posso mentir? Será que é correto tomar tal atitude? Devo ajudar um amigo em perigo, mesmo correndo risco de vida? Será que posso mentir para conquistar o meu cliente?

Ao analisar o problema do comportamento ético-moral que hoje é o tema nos negócios que invade todas as áreas das empresas da mesma forma é assunto presente na mídia.

Para Valls (1993, p.7) a ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta. Nesse sentido pode-se dizer que, alguns diferenciam ética e moral de vários modos, mas na verdade uma completa a outra.

A fim de maior compreensão fez-se necessário uma busca nos dicionários Aurélio e o dicionário Sérgio Ximenes, no qual o sentido de ética e moral nos expressa que ética é como moral, como norma baseia-se em princípios e regras morais fixas que precisam ser seguidas para vivermos em uma sociedade mais justa.

No dicionário de Aurélio (2005, p.407), conceitua-se ética e moral como estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto.

O autor Aurélio (2005, p.604), também conceitua moral como conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada.

O dicionário de Sérgio Ximenes (2002, pg. 409), define ética como ciência que estuda os juízos moral referente á conduta humana, virtude caracterizada pela orientação dos atos pessoais segundo os valores do bem e da decência pública, e a moral conjunto de regras de conduta baseadas nas noções de bem e de mal, Os estudos de Maximiano (1974, p.294) demonstram que a ética tem sido entendida sob várias concepções. Assim, a concepção de ética tratada pelo autor afirma que.

A ética é como a disciplina ou campo do conhecimento que trata da definição e avaliação de pessoas e organização, e a disciplina que dispõe sobre o comportamento adequado e os meios de implementá-lo levando-se em consideração os entendimentos presentes na sociedade ou em agrupamentos sociais particulares.

Reale (1999, p.29 apud Ourives, 2006, p.2) também afirma que a ética é a ciência normativa dos comportamentos humanos.

Segundo esses autores, a ética é como um conjunto de normas no qual o ser humano deve seguir para ser respeitado na sociedade.

Já Nogueira, (1989, p.5), conceitua a ética de uma forma um pouco diferente dos demais autores citados.

Godim,(2005,p.6), define a ética como o estudo geral do que é bom ou mal, para ele um dos objetivos da ética é a busca de justificativa para as regras propostas pela moral pois é diferente, pois não estabelece regras está reflexão sobre a ação humana diz que a moral estabelece regras que são assumidas pelas pessoas como uma forma de garantir o seu bem-viver a moral depende das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que se quer se conhece, mas utilizam este mesmo referencial comum.

Em um outro entendimento Moreira (1999, p.28, apud, Ourives, 2006, p3), conceitua ética empresarial como o comportamento da empresa entendida lucrativa quando age de conformidade com os princípios morais e as regras do bem proceder aceitas pela coletividade (regras éticas).

Na definição de Denny (2001, p.134), não há distinção entre moral e ética, a ética empresarial, para ele consiste na busca do interesse comum, ou seja, do empresário, do consumidor e do trabalhador. Os dois autores explicam que as empresas devem seguir as regras e os princípios morais, e que as empresas imorais não são autênticas empresas.

Já no que diz respeito à ética nas vendas tem se observado que as maiorias das empresas estão mais preocupadas com declarações de princípios ou cartas de valores, de princípios e a sua missão, há empresa que querem mostra que estão realmente preocupadas com as relações com os seus clientes, mas muitas delas esquecem do significado da palavra ÉTICA. (EDUARDO BOTELHO, 2000, pg. 5).

O que fica disto é a imagem de que algumas empresas não estão na realidade, voltada para os clientes, mas sim, que estão apenas dizendo isto, mas sem ética como praticar qualquer outro princípio.

Afinal ética é algo que todos precisam ter, alguns dizem que tem, mas na verdade poucos levam a sério, na ética profissional as regras não devem ser quebradas e sim seguidas.

2. Valores Éticos e sua Interpretação

Na interpretação de Maximiano (1974, p.371) os valores éticos podem ser absolutos, baseia-se na premissa de que as normas de conduta são válidas em todas as situações, ou relativa, que as normas dependem da situação.

Para melhor entender, fez-se um estudo mais aprofundado onde os orientais entendem a ética relativa de forma que os indivíduos devem dedicar-se inteiramente à empresa, que constitui uma família à qual pertence à vida dos trabalhadores. Já, para os ocidentais, o entendimento é de que há diferença entre a vida pessoal e a vida profissional. Assim, encerrado o horário normal do trabalho, o restante do tempo é do trabalhador e não do patrão. Em relação à ética absoluta, parte-se do princípio de que determinadas condutas são intrinsecamente erradas ou certas, qualquer que seja a situação, e, dessa maneira, devem ser apresentadas e difundidas como tal.

3. Ética empresarial e sua Importância

A empresa tem sido entendida, doutrinariamente, como uma atividade econômica organizada, exercida profissionalmente pelo empresário, através do estabelecimento. (BULGARELLI, WALDIRIO. 1993 p. 22) Para um melhor entendimento uma empresa é uma organização particular, governamental, ou de economia mista, que produz e oferece bens e/ou serviços, com o objetivo de obter lucros.

Ética empresarial diz respeito a regras, padrões e princípios morais sobre o que é certo ou errado em situações específicas.

Serão apresentadas algumas definições de ética empresarial, para um melhor entendimento sobre sua importância.

Segundo Arnold Wald (1999, p.5), manifestando sobre a crescente importância da ética expressa que, evoluímos, assim, para uma sociedade em que alguns denominaram.

Pós-capitalista e outros neocapitalista ou, ainda, sociedade do saber, caracterizada pela predominância do espírito empresarial e pelo exercício da função reguladora do direito. O Estado reduz-se a sua função de operador para torna-se o catalisador das soluções, o regulador e o fiscal da aplicação da lei e a própria administração se desburocratiza. O espírito empresarial, por sua vez, cria parcerias que se substituem aos antigos conflitos de interesses que existiam, de modo latente ou ostensivo, entre o poder público e a iniciativa privada.

A sociedade contemporânea apresenta um novo modelo para que a empresa possa progredir e o Estado evolua adequadamente, mediante a mobilização construtiva de todos os participantes, não só do plano político, pelo voto, mas também no campo econômico, mediante várias formas de parcerias, com base na confiança e na lealdade que devem presidir as relações entre partes.

Neste contexto, a empresa abandona a organização hierárquica e apodera do mundo empresarial, com os valores que lhes são próprio, como iniciativa, com responsabilidade, comunicação, transparência, tranqüilidade, inovação, flexibilidade, nas lúcidas lições. Em outras palavras Denny (2001, p.134), tem uma visão de que a empresa abandonando sua estrutura originária, sob o comando dos proprietários de companhia, e agora, terá que aceitar novas regras. Já nos dizeres de Wald (1989, p.5), há uma nova forma de governo, com maior poder atribuídos aos acionistas e empregados e até a própria saciedade civil, passando a ter verdadeiros deveres, não só com os seus integrantes e acionistas, mas também com os seus consumidores, clientes e até com o meio ambiente.

Nesse sentido, entende-se, assim, que um regime de completa liberdade para uma nova ordem na qual a liberdade das partes importa responsabilidade, devendo inspirar-se em princípios éticos, abandonando-se a igualdade formal para atender às situações respectivas dos contratantes, ou seja, à igualdade material. (OURIVES, 2006, p.6).

Na questão ambiental houve também uma grande transformação de valor, que segundo ibid (2000, p. 164 apud Ourives2006, p6), “transformou-se em um valor permanente para a sociedade, de forte conteúdo ético”. Assim, protegê-lo, tornou-se um imperativo para todos os habitantes da Terra, exigindo que cada um se conscientize dessa grande necessidade, requerendo esforço comum, em resposta aos desafios do futuro. Com todas essas transformações hoje as exige-se que empresas promovam o desenvolvimento sustentável (1), conforme tem insistido a Câmara de Comércio Internacional.

Entende também Santos (1999, apud Ourives, 2006. p6) que nos dias de hoje é preciso pensar e pensar rápido, com coragem e ousadia, numa nova ética, para o desenvolvimento.

Em uma ética que transcenda a sociedade de mercadoria, da suposta generalização dos padrões de consumo dos países ricos para as sociedades periféricas, promessa irrealizável de certos correntes desenvolvimentistas do passado e dos neoliberais de hoje. Tal promessa não passa de um jogo cheio premissas falsas, devido a obstáculos políticos criados pelos países ricos (que brecam a generalização da riqueza) e as limitações impostas pela base de recursos naturais. Ou seja, as limitações ecológicas inviabilizam (devido ao efeito estufa, destruição da camada de ozônio, dilapidação das florestas tropicais etc.) a homogeneização para toda a Humanidade dos padrões suntuários do consumo.

3.1 Teorias éticas na organização

Em um estudo realizado por Srour (2000, p. 50). Apresenta que há pelo menos duas teorias éticas:

1. A ética da convicção, entendida como deontologia (estudo dos deveres);

2. A ética da responsabilidade, conhecida como teleologia (estudo dos fins humanos).

Afirma, ainda, o autor sobre as teorias que, toda atividade orientada pela ética pode subordinar-se a duas máximas totalmente diferentes e irredutivelmente opostas. Ela pode orientar-se pela ética da responsabilidade ou pela ética da convicção. Isso não quer dizer que a ética da convicção seja idêntica à ausência de responsabilidade e a ética da responsabilidade à ausência de convicção. Não se trata evidentemente disso. Todavia, há uma oposição abissal entre a atitude de quem age segundo as máximas da ética da convicção em linguagem religiosa, diremos: “O cristão faz seu dever e no que diz respeito ao resultado da ação remete-se a Deus” – e a atitude de quem age segundo a ética da responsabilidade que diz: Devemos responder pelas conseqüências previsíveis de nossos atos.

_______________________

(1) conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e, ainda, ao fim da pobreza no mundo. CAVALCANTI, 1995, P. 429

3.2 Razões Para a Empresa Ser Ética.

Em um estudo feito por vários autores que estudam a ética empresarial fica estabelecida que, o comportamento ético é a única maneira de obtenção de lucro com respaldo moral. A sociedade tem exigido que a empresa sempre pugne pela ética nas relações com seus clientes, fornecedores, competidores, empregados, governo e público em geral.

As empresas precisam ter um comportamento ético tanto dentro quanto fora da empresa, com isso permite que elas barateiem os produtos, sem diminuir a qualidade e nem os custos de coordenação, outras razões também podem ser feitas como o não pagamento de subornos, compensações indevidas.

Se as empresa agirem de forma ética, podem estabelecer normas de condutas para que seus dirigentes e empregados, exigindo que ajam com lealdade e dedicação. (DENNY, 2001, p.276).

Algumas questões básicas sobre a eficácia da ética nos negócios precisam ser devidamente avaliadas para um melhor entendimento, sendo que a ética é determinada pela cultura na qual cada empresa possui a sua, ética da empresa deve mostrar, então, que em optar por valores que humanizam, é o melhor para a empresa, entendida como um grupo humano, e para a sociedade onde ela opera, deixando claro que não precisar passar por cima de ninguém para ter um bom sucesso.

Ser competente envolve ser ético, para quem quer uma empresa, com um relacionamento de pessoas e indivíduos extremamente competentes, mas sem ética os profissionais competentes são aéticos(2) freqüentemente ganham negócios, e perdem clientes, o engano ensina ao cliente que basta ir uma vez só à empresa e não voltar mais, a falta de qualidade afunda a empresa.

Na verdade a atividade empresarial não é só para ganhar dinheiro, uma empresa é algo mais que um negócio é antes de tudo um grupo humano que persegue um projeto, necessitando de um líder para guiá-los e precisa de um tempo para desenvolver todas as suas potencialidades, entende-se que a ética deve estar acima de tudo, e a empresa que age dentro da postura ética, aceitos pela sociedade só tende a prosperar.

Uma boa razão para a empresa ser ética, a Responsabilidade Social que é uma exigência básica à atitude e ao comportamento ético, demonstra que a empresa possui uma alma, cuja preservação implica solidariedade e compromisso social. Na empresa precisa de uma boa observação da visão antiética.

4. Uma visão antiética

Observando o mercado como um todo se sabe que a visão imediatista(3) é antiética, pois não respeita valores. Vale tudo para obter resultados: o concorrente tem que ser eliminado, o cliente tem que ser “encantado a qualquer preço, esses valores estão fortemente expressos no inconsciente do marketing massificado, é uma coisa que não se deve fazer, porém acontece muito.

Tenho observado o seguinte sobre a ética nas organizações: Vejo em centenas delas as tais declarações de princípios, ou carta de valores, ou carta de princípios, ou “a nossa missão; enfim, vejo que há empresas que querem parecer que estão realmente preocupadas com as suas relações com os seus clientes; mas, até hoje não vi, em nenhuma dessas declarações, a palavra ÉTICA.

Com isso é bom refletir sobre o que vale mais se a ética ou o lucro. A função da empresa, ou seja, seu objetivo essencial, não é o lucro, mas prestar serviços. Há empresa, em contrapartida existe demanda e os clientes têm necessidades a serem satisfeitas. Com isso surge a empresa e a qualidade em servir que é a sua responsabilidade básica.

O lucro é objetivo dos negócios, que a empresa desenvolve para realizar sua missão de servir ao cliente. O lucro é exatamente isso: remuneração pelos serviços prestados.

É importante que essa distinção seja clara, pois suas distorções são evidentes no mercado, muitos são os empresários que praticam o discurso radical, no que diz respeito ao objetivo da empresa.

O objetivo de nossa empresa é lucrar e com isso induzem ao vale tudo pelo lucro”. Este conceito introduz-se no espírito do empregado e torna-se princípio de cultura, e a ética vai para o arquivo morto, retirado em momentos de festa, em tempos de discursos (FRANCISCO MATOS, 2001, P.3).

_________

(2) Alheio à ética; antiético e anético, Aurélio, 2005, p. 68.

(3) Filosofia e prática daqueles que cuidam absorventemente do que dá vantagem imediata. Aurélio, 2005, p. 568

5. Responsabilidade Social.

É a obrigação que a empresa assumi com a sociedade, que inclui responsabilidades econômicas e legislação.

As responsabilidades éticas são definidas como comportamento ou atividades que a sociedade espera das empresas, mas que não estão codificadas em leis.

A responsabilidade social é também aplicada à gestão dos negócios e se traduz como um compromisso ético voltado para a criação de valores para todos os públicos com os quais a empresa se relaciona: clientes, funcionários, fornecedores, comunidade, acionistas, governo, meio ambiente. A responsabilidade social empresarial é um movimento crescente no Brasil e no mundo, que tem na adesão voluntária das empresas a sua maior força.

5.1 Natura uma empresa que trabalha com ética e responsabilidade social.

5.2 Empresa

Há cada vez mais evidência de que recursos usados para aperfeiçoar os sistemas de valores éticos da empresa melhoram o desempenho dos funcionários o clima ético esta associado ao maior empenho em busca da qualidade, da satisfação do consumidor e do compromisso com a empresa.

Ao completar 35 anos em 2004, a Natura reafirma sua posição de liderança no setor de cosméticos e produtos de higiene e de perfumaria. Consolida-se, principalmente, como empresa comprometida com a qualidade das relações que estabelece com seus diferentes públicos – que congrega na chamada Comunidade Natura – e com a inovação e o aperfeiçoamento constante dos seus produtos e serviços, dentro de um modelo de desenvolvimento sustentável de negócios.

Desde a sua fundação, em 1969, contando com um laboratório e uma pequena loja na cidade de São Paulo, a Natura já era movida por duas paixões fundamentais: pela cosmética como veículo de auto conhecimento e de transformação na vida das pessoas; e pelas relações, cujo encadeamento permite a expressão da vida.

Na trajetória da Natura, um dos pontos fortes do êxito está na opção, feita em 1974, pela venda direta. Surgiram, assim, as Consultoras Natura, participantes de um sistema hoje vitorioso não só no Brasil como nos outros países nos qual a companhia mantém operações. Com elas e com lançamentos de produtos inovadores, a Natura tem conseguido avançar mesmo em períodos adversos da economia. Nos anos 80, por exemplo, em plena “década perdida” no Brasil, a companhia cresceu mais de 30 vezes em faturamento.

Fortalecida, a Natura entrou em um novo ciclo de crescimento e, no fim da década de 80, promoveu uma ampla reorganização. Novas empresas, que entre 1979 e 1981 tinham se agregado ao grupo, fundiram-se em 1989. Surgia uma companhia com a atual constituição. Em seguida, no início da década de 90, a Natura explicitava suas Crenças e Razão de Ser, formalizava seu compromisso social e preparava-se para a abertura do mercado brasileiro às importações.

A expansão prosseguiu aceleradamente e, em 1994, a Natura dava início à internacionalização, com presença na Argentina, no Chile e Peru, países nos quais estabeleceu centros de distribuição e trabalhou na formação de Consultoras. Novos negócios seriam acrescentados com a aquisição, em 1999, da Flora Medicinal, tradicional fabricante nacional de fitoterápicos.

Em 2000, inicia-se o terceiro ciclo na vida da empresa, uma fase de investimentos em infra-estrutura e capacitação, com a construção do Espaço Natura, um importante centro integrado de produção, logística, pesquisa e desenvolvimento de cosméticos, inaugurado em 2001, e o lançamento da linha Ekos, com produtos que incorporam ativos da biodiversidade brasileira obtidos de forma sustentável.

O êxito da iniciativa fica patente no desempenho dos anos seguintes, culminando com resultados históricos em 2003, tanto em termos de produção, como de vendas e de rentabilidade, acompanhados de importantes avanços nas áreas sociais e ambientais.

5.3 Como Funciona Comunicação e Responsabilidade Natura

Utiliza a publicidade, o merchandising e os programas de relacionamento como instrumentos de apoio e disseminação de crenças e valores para a construção de um mundo melhor. Por isso, o foco são as causas e a visão de mundo da empresa e não os produtos em si.

Na propaganda, os vínculos se criam por meio de uma história ou de um tema, como a campanha Mulher Bonita de Verdade, que estimula a auto-estima e mostra que a beleza não depende da idade nem deve estar ligada a estereótipos. Outro destaque é campanha que promove a compra de produtos com Refil, que além de ser mais econômico para o consumidor contribui para reduzir o impacto ambiental, pois esse tipo de embalagem consome menos matéria-prima e sua utilização diminui a produção de lixo. A Natura assume que uma empresa ambientalmente responsável deve gerenciar suas atividades de maneira a identificar os impactos sobre o meio ambiente, buscando minimizar aqueles que são negativos e amplificar os positivos. Deve, portanto, agir para a manutenção e melhoria das condições ambientais, minimizando ações próprias potencialmente agressivas ao meio ambiente e disseminando para outras empresas as práticas e conhecimentos adquiridos na experiência da gestão ambiental.

Ao assumir a política de meio ambiente como uma das três vertentes de seu compromisso com a sustentabilidade, a Natura visa também a eco eficiência ao longo de sua cadeia de geração de valor; e, ao buscar a eco eficiência, favorece a valorização da biodiversidade e de sua responsabilidade social.

A Natura tem uma grande preocupação com a garantia dos produtos e do atendimento com os clientes.

Nossos produtos têm a garantia de qualidade Natura. São produzidos com ativos de eficácia reconhecida, sendo testados e aprovados cientificamente em laboratórios. Se você não ficar satisfeito com os produtos Natura, tiver alguma reação adversa, incompatibilidade ou mesmo encontrar alguma dificuldade na utilização dos mesmos, poderá trocá-los ou ser reembolsado. Para isso, basta entrar em contato com o Serviço Natura de Atendimento ao Consumidor (SNAC) neste site ou pelo telefone, no prazo de 30 dias a partir do recebimento do produto.

SNAC – Serviço Natura de Atendimento ao Consumidor

Tel.             0800 704 5566      , de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas e aos sábados das 9 às 15hs, através do e-mail snac@natura.net ou atendimento on-line, de segunda a sexta-feira das 8 às 22 horas.

Suspeita de Reação Adversa

- os produtos Natura são dermatologicamente testados, porém sensibilizações poderão ocorrer.

- é muito importante que o SNAC seja contatado para o relato de todas as informações sobre o uso do produto e os sintomas apresentados, para que o consumidor receba as orientações adequadas.

A Natura possui políticas de atendimento especiais para proporcionar bem-estar aos seus consumidores. Em casos de queixa de cheiro de álcool ou falta de fixação:

- alguns produtos Natura têm o conceito de Deo-Colônia e, por isso, têm de ser reaplicados durante o dia.

- pelo fato do produto ser alcoólico, sua fragrância não deve ser sentida diretamente do frasco.

- pode ser uma conseqüência da chamada saturação olfativa.

O que é saturação olfativa?

Com o freqüente uso de uma determinada fragrância por um longo período, meses ou até mesmo anos, a tendência é não a sentirmos mais com a mesma intensidade das primeiras aplicações. Este é um fenômeno natural que chamamos de “saturação olfativa”. As células do cérebro que identificam as diferentes essências ficam “acostumadas” ao cheiro e não reagem tanto ao estímulo da fragrância, dando a sensação de que o perfume está fraco. Isto ocorre com qualquer fragrância, até mesmo com marcas internacionais.

Em caso de produtos com validade vencida

- a data de validade dos produtos encontra-se gravada no cartucho, sendo de suma importância que o consumidor verifique se a data de validade é adequada ao período em que pretende utilizar o produto.

- no caso de produtos com validade vencida, recomenda-se a suspensão do uso.

- não nos responsabilizamos por produtos fora da validade, portanto não serão trocados ou reembolsados.

Reclamações sobre atendimento

Atendimento da consultora

Se não estiver satisfeito com o atendimento da consultora ou do SNAC:

- contate o SNAC por telefone, Chat ou e-mail;

- registre os comentários e os dados do (a) Consultor (a) ou do (a) operador (a);

- a reclamação será levada ao conhecimento da área responsável.

Toda crítica ou sugestão é importante para a melhoria da qualidade dos serviços Natura.

5.4 Visão de mundo

A Natura, por seu comportamento empresarial, pela qualidade das relações que estabelece e por seus produtos e serviços, será uma marca de expressão mundial, identificada com a comunidade das pessoas que se comprometem com a construção de um mundo melhor através da melhor relação consigo mesmas, com o outro, com a natureza da qual fazem parte e com o todo.

5.5 Razão de ser.

Nossa razão de ser é criar e comercializar produtos e serviços que promovam o Bem-Estar/Estar Bem

Bem-Estar

É a relação harmoniosa, agradável, do indivíduo consigo mesmo, com seu corpo.

Estar Bem

É a relação empática, bem-sucedida, prazerosa, do indivíduo com o outro, com a natureza da qual faz parte e com o todo.

5.6 Qualidade e ética

A Natura tem como objetivo consolidar-se como referência na qualidade de processos e produtos na indústria cosmética e alcançar classe mundial na qualidade dos serviços e relacionamentos, de modo a construir uma marca de excelência reconhecida por todos os seus públicos. Nesse sentido, a Política Natura de Qualidade define diretrizes para monitorar e promover a melhoria contínua necessária ao desenvolvimento dos negócios. Com a sua aplicação, a empresa busca superar positivamente as expectativas dos seus clientes  consumidores, Consultoras, fornecedores, acionistas, colaboradores, comunidades, governos e sociedade.

Para isso, a Natura compromete-se com:

- O cumprimento da legislação aplicável à organização e as seus produtos, processos e serviços, e de acordos e princípios voluntariamente subscritos pela empresa;

- A tomada de decisões sobre a qualidade sobre a qualidade a partir da visão e das necessidades do cliente, para isso adotando como princípios pro atividade, rapidez, flexibilidade, inovação e criatividade;

- A adoção de rígidos controles de qualidade com foco na prevenção de problemas;

- A busca permanente do aperfeiçoamento em todas as suas atividades e da qualidade de seus processos, produtos e serviços, pautando suas ações no desenvolvimento sustentável.

- A adoção de fundamentos de excelência que considerem, igualmente, os compromissos que orientam a forma de a Natura atuar no mundo e de relacionar com seus públicos e as melhores práticas organizacionais, buscando alcançar o nível.

- A promoção da qualidade das relações por meio de um comportamento empresarial baseado no diálogo, na ética e na transparência.

6. A natura é uma empresa que utiliza um programa de ética eficaz

É uma empresa que se responsabiliza com o desenvolvimento de um programa que identifica o comportamento ético, a preocupação com o meio ambiente, com treinamento de funcionários para que eles não sejam antiéticos com os clientes. As questões éticas são problemas, situações ou oportunidades que exigem que a empresa efetue uma escolha entre varias ações que precisam ser avaliadas como certas ou erradas. O estudo de questões éticas prepara a organização para identificar problemas potenciais na empresa e soluções ética para o problema. Há cada vez mais evidencia de que recursos usados para aperfeiçoar os sistemas de valores ético da empresa melhoram o desempenho dos funcionários, o clima ético esta associado ao maior empenho em busca da qualidade, da satisfação do consumo e do compromisso do empregado com a empresa e da empresa com o empregado, clientes e com a sociedade.

7. Metodologia Utilizada

” Pesquisa: na internet e vários livros sobre ética

” Palestra na FTC sobre motivação onde foram falados alguns pontos sobre ética profissional

” Consulta em alguns artigos sobre ética profissional

” Bastante leitura sobre o tema

” Pesquisa sobre a empresa natura

Conclusão

Esse artigo ressaltou a questão sobre a ética, ética empresarial, moral e responsabilidade social que vem crescendo em todo país não só na política como também no campo empresarial, tendo em conta a crescente economia e em relação à opção da estratégica que se ira adotada para integrar o país num mercado que se globaliza e que exige relações profissionais e contratuais, como se percebe, há uma cobrança cada vez maior por parte da sociedade pela transparência e probidade, tanto na forma de tratar os clientes, como de fornecimento de produtos e serviços ao mercado para não ser enganados e nem prejudique o meio ambiente. É necessário que as empresa utilizem métodos de fiscalização e as sociedades em geral adotem medidas necessárias para coibir os abusos cometidos pelas empresas.

Minha opinião é preciso que o mundo empresarial se conscientize cada vez mais de que a ética empresarial é imprescindível para o seu desenvolvimento e crescimento no campo dos negócios, e que só o lucro não faz a empresa andar e preciso que se aja de forma ética. As empresas devem valorizar mais os clientes sem enganá-los, agindo de forma ética, tendo responsabilidade, moral e um bom caráter apesar de que às vezes, ou seja, em alguns momentos utilizamos do método antiético para sermos justos com nos mesmos não deixando que algumas pessoas tentem nos enganar, só não podemos querer passar por cima de tudo e todos para alcançar o que queremos. Ética Empresarial é a alma do negócio

REFERÊNCIAS

http://www.ceris.org.br/rse/eticaempr.asp

DENNY, A. Ercílio. Ética e Sociedade. Capivari: Opinião, 2001, p. 276

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Atlas, 1974, p. 371.

MOREIRA, Joaquim Manhães. A Ética Empresarial no Brasil. São Paulo. Pioneira, 1999. P.246

REALE, Miguel. Lições Preliminares do direito. São Paulo. Saraiva, 1999, p. 393

DENNY, Ercílio A. Ética e sociedade. Capivari: Opinião E., 2001, p. 134.

REALE, Miguel. Lições preliminares de direito. São Paulo: Saraiva 1999, p. 29.

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria geral da administração. São Paulo: Atlas, 1974, p. 294.

SROUR, Robert Henry. Ética empresarial. Rio de Janeiro: Campus, 2000, p. 50.

BULGARELLI, Waldírio. Sociedades comerciais. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1993, p. 22.

PETER NADAS Disponível em: http://www.fides.org.br/artigo02.pdf Acessado em 15/04/06

PETER NADAS Disponível em: http://www.fides.org.br Acessado em15/04/06

EDUARDO Botelho Disponível em: http://www.equifax.com.br/ Acessado em 31/03/06

XIMENES, Sérgio. Dicionário da língua Portuguesa. 2. ed. São Paulo Ediouro, 2000, 409.

DE HOLANDA, Buarque Aurélio. Novo dicionário da língua portuguesa. 3 ed. 1999, p.604

FRANCISCO Gomes de Matos Disponível em: http://www.ceris.org.br

3º Dois vídeos com entrevista com Professor Walter Santos para o Canal VG.

Mercado competitivo. Concorrência acirrada. Consumismo exacerbado. Degradação do meio ambiente. O capitalismo e a globalização figuram como os grandes vilões, os causadores desses problemas. Como salva-vidas, o mercado tem recorrido aos termos: ética empresarial e responsabilidade social. Mas será que prática está alinhada ao discurso? Para discutir essa e outras questões convidamos o professor Walter Santos.

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2 Comentários
  1. Elyene permalink

    Ótimo!

    • Obrigado Elyene pelo comentário, vejo que o site esta atendendo sua expectativa. Gostaria de pedir que divulgue ele em seu Facebook e Twitter para que outros concurseiros possam aproveitar também.
      abraços
      Eder

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