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Administração de Materiais e Patrimônio

02/08/2011

Desenvolvi este post da seguinte forma: Coloquei este artigo que esta muito bem explicado, mas mesmo assim no final da postagem coloquei link para mais dois artigos e download de uma apostila feita pela Faculdade de administração de Lins. Se você acessar todas estas informações estará muito bem preparado no tema.

Bons estudos!

Administração de Materiais e Patrimônio

O que á administração de materiais?
Administração de materiais é uma função coordenadora responsável pelo planejamento e controle de fluxo de materiais dentro de uma cadeia produtiva.
Seus objetivos são:
  1. Maximizar a utilização do recurso da empresa
  2. Fornecer o nível requerido de serviços ao consumidor
“A distribuição de uma empresa é o suprimento da outra” (Anônimo).
Japão: Poucos recursos naturais,  compra matéria prima, adiciona valor ,através da produção.
Ex.: Minério de ferro – chapa de aço – veículos
Administrar significa planejar e controlar os recursos utilizados no processo : Trabalho,capital e material.
Todos são importantes mais controlar o fluxo de materiais  é controlar o desempenho do processo : Ter o material correto, na quantidade exata,  no  tempo certo.
A perda do controle deste fluxo pode implicar na lucratividade e , até mesmo, em casos extremos , na falência da empresa.
A atividade de material existe desde a mais remota época, através das trocas de caças e de utensílios até chegarmos aos dias de hoje, passando pela revolução industrial. Produzir, estocar, trocar objetos e mercadorias é algo tão antigo quanto a existência do ser humano.
A revolução industrial, meados dos séc. XVIII e XIX, acirrou a concorrência de mercado e sofisticou as operações de comercialização dos produtos, fazendo com que “compras” e “estoques” ganhassem maior importância. Este período foi marcado por modificações profundas nos métodos do sistema de fabricação e estocagem em maior escala. O trabalho, até então, totalmente artesanal foi em parte substituído pelas máquinas, fazendo com a produção evoluísse para um estágio tecnologicamente mais avançado e os estoques passassem a ser vistos sob outro prisma pelas administrações. A constante evolução fabril, o consumo, as exigências dos consumidores, o mercado concorrente e novas tecnologias deram novo impulso a Administração de Materiais, fazendo com que a mesmo fosse vista como uma arte e uma ciência das mais importantes para o alcance dos objetivos de uma organização, seja qualquer que fosse.
Um dos fatos mais marcantes e que comprovaram a necessidade de que materiais devem ser administrados cientificamente foram, sem dúvida, as duas grandes guerras mundiais. Em todos os embates ficou comprovado que o fator abastecimento ou suprimento se constituiu em elemento de vital importância e que determinou o sucesso ou o insucesso dos empreendimentos. Soldados e estratégias por mais eficazes que fossem, eram insuficientes para o alcance dos resultados esperados. Munições, equipamentos, víveres, vestuários adequados, combustíveis foram, são e serão necessários sempre, no momento oportuno e no local certo, isto quer dizer que administrar materiais é como administrar informações: “quem os têm quando necessita, no local e na quantidade necessária, possui ampla possibilidade de ser bem sucedido”.
Toda produção depende de três fatores de produção: Material, Capital e Trabalho, todos integrados por um quarto fator denominado empresa. Para economistas, todo o processo produtivo se fundamenta na conjunção desses quatro fatores de produção.
a)      Material: é o fator que fornece os insumos necessários à produção, como as matérias primas, os materiais, a energia, etc.. É o fator de produção que proporciona as entradas de insumos para que a produção possa se realizar;
b)      Capital: é o fator que fornece o dinheiro necessário para adquirir os insumos e pagar o pessoal. O capital representa o fator de produção que permite meios para comprar, adquirir e utilizar os demais fatores de produção;
c)       Trabalho: é o fator constituído pela mão de obra, que processa e transforma os insumos, através de operações manuais ou de máquinas e ferramentas, em produtos acabados ou serviços prestados. O trabalho representa o fator de produção que atua sobre os demais, isto é, que aciona e agiliza os outros fatores de produção. É comumente  denominado mão de obra, porque se refere principalmente ao operário manual ou braçal que realiza operações físicas sobre matéria primas ,com ou sem auxilio de máquinas e equipamentos;
d)         d) Empresa: é o fator capaz de aglutinar o material, o capital e o trabalho em um conjunto harmonioso que permite que o resultado alcançado seja muito maior do que a soma dos fatores aplicados ao negócio. Capaz de coordenar os fatores gerando um resultado muito maior do que cada um separadamente

Classificação dos Materiais:
Os materiais são insumos, matérias-primas, produtos semi-acabados e acabados que são adquiridos, recebidos e armazenados, para serem utilizados à medida que forem sendo necessários ao processo produtivo.
O que é? É o processo de aglutinação de materiais por características semelhantes
Por que classificar? É importante para o êxito da gestão.
Como deve ser? Abrangente; Flexível; e Prática.
Critérios de classificação de materiais
•          Quanto ao tipo de demanda (não de estoque e de estoque);
•          Quanto à perecibilidade;
•          Quanto à periculosidade;
•          Quanto à possibilidade de fazer ou comprar;
•          Quanto ao tipo de estocagem;
•          Quanto à dificuldade de aquisição;
•          Quanto ao mercado fornecedor.
Classificação quanto a demanda:
•          Demanda permanente: uniforme / regular;
•           Demanda Sazonal: é a de época;
•          Demanda Irregular: é a de consumo imprevisível;
•          Demanda em Declínio: é a de consumo declinante;
•          Demanda Derivada: é a que o consumo depende de algum outro produto.
Materiais Classificados como de estoques:
1.       Quanto a sua aplicação
a.       Improdutivos
                                                               i.      Materiais de Consumo Geral
b.      Produtivos
                                                               i.      Materiais primas
                                                             ii.      Produtos em processos
                                                            iii.      Produtos acabados
                                                           iv.      Utilizados direto na produção
2.       Quanto ao seu valor de consumo
a.       Tipo A – Materiais de alto valor de consumo
b.      Tipo B – Materiais de médio valor de consumo
c.       Tipo C – Materiais de baixo valor de consumo

3.       Quanto a sua importância Operacional
a.       Tipo X – Materiais de aplicação não importante, com possibilidades de uso de similares dentro da empresa
b.      Tipo Y – Materiais de importância média, com ou sem similares dentro da empresa
c.       Tipo Z – Materiais de importância vital sem similar na empresa
4.       Quanto a sua criticidade: Materiais críticos, estratégicos

Processos que levam da classificação à codificação:
1.       Catalogação: Consiste no arrolamento de todos os itens existentes de maneira a não omitir nenhum deles. A catalogação permite uma apresentação conjunta de todos os itens, proporcionando uma idéia geral da coleção.
2.       Simplificação: Significa a redução da grande diversidade dos itens empregados para uma mesma finalidade. Existindo mais de um item para o mesmo fim, aplica-se a simplificação escolhendo para uso apenas um. A simplificação favorece a normalização.
3.       Especificação: Diz respeito a descrição pormenorizada das características de um material com a finalidade de identificá-los dos seus similares. Quanto mais detalhada for a especificação, mais informações conter sobre o item, menos dúvida se terá a respeito de sua composição, características e finalidades. A especificação correta facilita a compra do item, o entendimento do fornecedor e a inspeção por ocasião do recebimento.
REGRAS a serem observadas na especificação: Em geral, a descrição deverá ser sempre no singular; A denominação deverá ater-se ao material especificamente e não a sua forma ou embalagem, apresentação ou uso; Deve, sempre que possível, utilizar denominações básicas para materiais da mesma natureza; Utilizar abreviaturas devidamente padronizadas.
Estrutura: Nome; Nome modificador; Características físicas.
Elementos auxiliares ou complementares da especificação: Unidade metrológica; Medidas; Características da fabricação; Características da operação; Cuidados com relação ao manuseio e armazenagem; Embalagem.
OBJETIVOS da especificação: Permitir a identificação do item e facilitar o ato de compra levando o fornecedor a um entendimento claro daquilo que se deseja adquirir. Descrever tecnicamente a qualidade do material ou serviço a ser adquirido.
4.       Normalização: Trata da forma pela qual o material deve ser utilizado em suas diversas aplicações. A palavra deriva de “normas”, que são prescrições sobre o uso dos materiais. Anormalização deve ser fruto do consenso entre as partes. É na essência um ato de simplificação. “É a classe de norma técnica que constitui um conjunto metódico e preciso de preceitos a estabelecer regras para execução de cálculos, projetos, fabricação, obras, serviços ou instalações, prescrever condições mínimas de segurança na execução ou utilização de obras, máquinas ou instalações, recomendar regras para elaboração de outras normas e demais documentos normativos.” (ABNT). “É o documento elaborado segundo procedimento e conceitos emanados do sistema nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, conforme Lei nº 5.966/73, e demais documentos legais dela decorrentes.” (CONMETRO). De um modo geral no Brasil as normas visam: a defesa dos interesses nacionais; a racionalização na fabricação ou produção e na troca de bens e serviços, por meio de operações sistemáticas e repetitivas; a proteção dos interesses dos consumidores; a segurança de pessoas e bens; e a uniformidade dos meios de expressão e comunicação.
Tipos de Norma: Rotinas; Fluxogramas; Normas técnicas; Listagem codificada; Norma de uso; Conservação e Manutenção;
Nível de elaboração ou aplicação das normas: Individual; Empresa; Associação; Nacional; Regional; Internacional.
PRINCÍNPIOS fundamentais das normas: A normalização é essencialmente um ato de simplificação; A normalização é uma atividade social, bem como econômica, e sua promoção deve ser fruto de cooperação mútua de todos os interessados; A simples publicação de uma norma tem pouco valor, a menos que ela possa ser aplicada; logo, a aplicação pode acarretar sacrifícios de poucos para o benefício de muitos.
5.       Padronização: É a análise de materiais a fim de permitir seu intercâmbio, possibilitando, assim, redução de variedade e conseqüente economia; É uma forma de normalização que consiste na redução do número de tipos de produtos ou componentes, dentro de uma faixa definida, ao número que seja adequado para o atendimento das necessidades em vigor em uma ocasião; “É a classe de norma técnica que constitui um conjunto metódico e preciso de condições a serem satisfeitas, com o objetivo de uniformizar formatos, dimensões, pesos ou outros elementos de construção, materiais, aparelhos, objetos, produtos industriais acabados, ou, ainda, de desenhos e projetos.” (ABNT, na NB-0).
OBJETIVOS: Diminuir o número de itens no estoque; Simplificação dos materiais; Permitir a compra em grandes lotes; Diminuir o trabalho de compras; Diminuir os custos de estocagem; Reduzir a quantidade de itens estocados; Adquirir materiais com maior rapidez; Evitar a diversificação de materiais da mesma aplicação; Obter maior qualidade e uniformidade.
VANTAGENS: Reduzir o risco de falta de materiais no estoque; Permitir compra em grandes lotes; Reduzir a quantidade de itens no estoque.
Exercício de Fixação:
1- Resuma o que significa Produção?
2- Cite três fontes de recursos naturais?
3- O que é administração de materiais?
4- Quais são seus principais objetivos?
5- Um País com poucos recursos naturais podem ser uma potência econômica? Explique e exemplifique.
6- Descrevam e classifiquem os materiais de uma locadora de vídeo
LOCADORA:
1-      CD
2-      DVD
3-      Fichas de cadastro
4-      Computadores
5-      Impressora
6-      Carteira de Identificação
7-      Banner
8-      Vassoura
9-      Rodo
10-   Balde
11-   Detergente
12-   Lâmpadas
13-   Prateleiras
14-   TV
15-   DVD Player
16-   Balcão de atendimento de madeira
17-   Catálogo

 Recursos Patrimoniais
Recursos patrimoniais de uma empresa compreendem:
·          Equipamentos e máquinas (Ferramentas, máquinas operatrizes,caldeiras,veículos,computadores,móveis,etc..)
·          Prédios ( Galpões,escritórios,almoxarifados,etc..)
·          Terrenos ( Compreende o local onde estão suas instalações, suas áreas livres e terrenos vazios que pertençam à empresa)
·          Jazidas ( São localizações onde a empresa tem direitos, poder ou autorização de extração de produtos minerais)
·          Intangíveis (São recursos que não podemos tocar, não tem corpo ou forma física; são patentes, projetos,direitos autorais e marcas.)
São todos os bens necessários para a empresa operar, criar valor e proporcionar satisfação ao cliente. Os bens patrimoniais não são adquiridos todos de uma só vez, mas durante sua existência. Também podemos afirmar que os recursos patrimoniais se dividem em bens móveis e imóveis, a saber:
  •  Móveis (Podem ser movimentados, deslocados de posição sem que percam sua constituição física. Ex.: máquinas, veículos, móveis, etc..)
  •  Imóveis (São aqueles que se forem movidos ou deslocados do local, perdem sua forma física, ou não podem ser deslocados. Ex.: prédios, pontes, terreno, jazidas, etc..
 Os recursos patrimoniais, na análise contábil da empresa, fazem parte dos ativos imobilizados.
Classificação e Codificação
                Na administração dos recursos patrimoniais uma das atividades mais importantes é registrar e controlar todos os bens patrimoniais de uma empresa.  Com a  classificação podemos identificar suas peculiaridades e funções;para no passo seguinte codificá-los. Com a codificação passamos a ter um histórico, tais como: data de aquisição,preço inicial,localização,vida útil esperada, valor depreciado,valor residual,manutenção realizada e sua previsão de substituição.
Depreciação
                Depreciação de um bem do recurso patrimonial é a perda de valor que ele tem decorrente do seu uso, obsolescência ou deterioração. Esta depreciação é controlada e regulada pela Receita Federal, mediante instruções normativas em função do bem e do seu uso diário.
                O sistema utilizado pela Receita Federal é linear, ou seja, aquele em que o bem é depreciado em partes iguais durante sua vida útil. Depreciação de um bem do recurso patrimonial é a perda de valor que ele tem decorrente do seu uso, obsolescência ou deterioração. Esta depreciação é controlada e regulada pela Receita Federal, mediante instruções normativas em função do bem e do seu uso diário.
A depreciação linear segue a formula abaixo:
                                   D= Vi – Vr 
                                             Pu
Onde : D = Depreciação
            Vi = Valor inicial do bem
            Vr = Valor Residual do bem
            Pu = Período útil de vida do bem
Conforme normas da Receita Federal a tabela de Pu (Período útil do bem) é a seguinte:
  •  Ferramentas manuais – 2 anos (50% ao ano)
  •  Máquinas – 5 anos (20% ao ano)
  •  Móveis e utensílios – 10 anos (10% ao ano)
  •  Edifícios – 20 anos (5% ao ano)
Para entendermos melhor vamos fazer o exercício abaixo:
a) Qual será a depreciação anual de uma retifica centerless que foi adquirida por R$ 220.000,00 que, de acordo com sua utilização, terá uma vida útil de cinco anos cujo valor residual no final deste período será zero, considerando-se que não haverá registro de inflação no período. 
Vi = 220.000,00
                Vr = 0
                Pu = 5 anos
                D = 220.000,00 – 0 
                                   5
                D= R$ 44.000,00/ano 
Inventário Físico
                Inventário físico é uma contagem periódica dos materiais/estoques existentes para efeito de comparação com os estoques registrados e contabilizados em controle da empresa. Econômica da máquina. Considerar uma economia sem inflação. Com sua realização fica possível efetuar as conciliações necessárias e identificar possíveis falhas nas rotinas ou de sistemas. A prática mais comum nas empresas são inventários anuais, porém, no mercado se prática em grande escala inventários chamados de rotativo para identificação e correção pontuais.
Divergências
                As divergências podem acontecer em fases do processo como: falha nos procedimentos, no recebimento, localização e na conferência de embarque.
Esta matéria foi retirada do site Adquirindo conhecimento
Como prometido estou colocando dois links para artigos que valem a pena dar uma olhada e uma apostila para download.
Espero que tenha te ajudado.
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One Comment
  1. Erenice Silva dos Santos permalink

    Caro amigo,

    Vc foi simplismente um gênio, muito obrigada.

    Erenice

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