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Classes de Palavras

24/02/2011

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CLASSES DE PALAVRAS:

As palavras são classificadas de acordo com as funções exercidas nas orações.

Na língua portuguesa podemos classificar as palavras em:

  • Substantivo
  • Adjetivo
  • Pronome
  • Verbo
  • Artigo
  • Numeral
  • Advérbio
  • Preposição
  • Interjeição
  • Conjunção

1 Substantivo:

É a palavra variável que denomina qualidades, sentimentos, sensações, ações, estados e seres em geral.

Quanto a sua formação, o substantivo pode ser primitivo (jornal) ou derivado (jornalista), simples (alface) ou composto (guarda-chuva).

Já quanto a sua classificação, ele pode ser comum (cidade) ou próprio (Curitiba), concreto (mesa) ou abstrato (felicidade).

Os substantivos concretos designam seres de existência real ou que a imaginação apresenta como tal: alma, fada, santo. Já os substantivos abstratos designam qualidade, sentimento, ação e estado dos seres: beleza, cegueira, dor, fuga.

Os substantivos próprios são sempre concretos e devem ser grafados com iniciais maiúsculas.

Certos substantivos próprios podem tornar-se comuns, pelo processo de derivação imprópria (um judas = traidor / um panamá = chapéu).

Os substantivos abstratos têm existência independente e podem ser reais ou não, materiais ou não. Quando esses substantivos abstratos são de qualidade tornam-se concretos no plural (riqueza X riquezas).

Muitos substantivos podem ser variavelmente abstratos ou concretos, conforme o sentido em que se empregam (a redação das leis requer clareza / na redação do aluno, assinalei vários erros).

Já no tocante ao gênero (masculino X feminino) os substantivos podem ser:

  • biformes: quando apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino. (rato, rata ou conde X condessa).
  • uniformes: quando apresentam uma única forma para ambos os gêneros. Nesse caso, eles estão divididos em:
  • epicenos: usados para animais de ambos os sexos (macho e fêmea) – albatroz, badejo, besouro, codorniz;
  • comum de dois gêneros: aqueles que designam pessoas, fazendo a distinção dos sexos por palavras determinantes – aborígine, camarada, herege, manequim, mártir, médium, silvícola;
  • sobrecomuns – apresentam um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos – algoz, apóstolo, cônjuge, guia, testemunha, verdugo;

Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. (o cisma X a cisma / o corneta X a corneta / o crisma X a crisma / o cura X a cura / o guia X a guia / o lente X a lente / o língua X a língua / o moral X a moral / o maria-fumaça X a maria-fumaça / o voga X a voga).

Os nomes terminados em -ão fazem feminino em -ã, -oa ou -ona (alemã, leoa, valentona).

Os nomes terminados em -e mudam-no para -a, entretanto a maioria é invariável (monge X monja, infante X infanta, mas o/a dirigente, o/a estudante).

Quanto ao número (singular X plural), os substantivos simples formam o plural em função do final da palavra.

  • vogal ou ditongo (exceto -ÃO): acréscimo de -S (porta X portas, troféu X troféus);
  • ditongo -ÃO: -ÕES / -ÃES / -ÃOS, variando em cada palavra (pagãos, cidadãos, cortesãos, escrivães, sacristães, capitães, capelães, tabeliães, deães, faisães, guardiães).

Os substantivos paroxítonos terminados em -ão fazem plural em -ãos (bênçãos, órfãos, gólfãos). Alguns gramáticos registram artesão (artífice) – artesãos e artesão (adorno arquitetônico) – artesões.

  • -EM, -IM, -OM, -UM: acréscimo de -NS (jardim X jardins);
  • -R ou -Z: -ES (mar X mares, raiz X raízes);
  • -S: substantivos oxítonos acréscimo de -ES (país X países). Os não-oxítonos terminados em -S são invariáveis, marcando o número pelo artigo (os atlas, os lápis, os ônibus), cais, cós e xis são invariáveis;
  • -N: -S ou -ES, sendo a última menos comum (hífen X hifens ou hífenes), cânon > cânones;
  • -X: invariável, usando o artigo para o plural (tórax X os tórax);
  • -AL, EL, OL, UL: troca-se -L por -IS (animal X animais, barril X barris). Exceto mal por males, cônsul por cônsules, real (moeda) por réis, mel por méis ou meles;
  • IL: se oxítono, trocar -L por -S. Se não oxítonos, trocar -IL por -EIS. (til X tis, míssil X mísseis).Observação: réptil / reptil por répteis / reptis, projétil / projetil por projéteis / projetis;
  • sufixo diminutivo -ZINHO(A) / -ZITO(A): colocar a palavra primitiva no plural, retirar o -S e acrescentar o sufixo diminutivo (caezitos, coroneizinhos, mulherezinhas). Observação: palavras com esses sufixos não recebem acento gráfico.
  • metafonia: -o tônico fechado no singular muda para o timbre aberto no plural, também variando em função da palavra. (ovo X ovos, mas bolo X bolos). Observação:avôs (avô paterno + avô materno), avós (avó + avó ou avô + avó).

Os substantivos podem apresentar diferentes graus, porém grau não é uma flexão nominal. São três graus: normal, aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos:

  • analítico: associando os adjetivos (grande ou pequeno, ou similar) ao substantivo;
  • sintético: anexando-se ao substantivo sufixos indicadores de grau (meninão X menininho).

Certos substantivos, apesar da forma, não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. (cartão, cartilha).

  • alguns sufixos aumentativo: -ázio, -orra, -ola, -az, -ão, -eirão, -alhão, -arão, -arrão, -zarrão;
  • alguns sufixos diminutivo: -ito, -ulo-, -culo, -ote, -ola, -im, -elho, -inho, -zinho (o sufixo -zinho é obrigatório quando o substantivo terminar em vogal tônica ou ditongo: cafezinho, paizinho);

O aumentativo pode exprimir desprezo (sabichão, ministraço, poetastro) ou intimidade (amigão); enquanto o diminutivo pode indicar carinho (filhinho) ou ter valor pejorativo (livreco, casebre).

Algumas curiosidades sobre os substantivos:

Palavras masculinas:

  • ágape (refeição dos primitivos cristãos);
  • anátema (excomungação);
  • axioma (premissa verdadeira);
  • caudal (cachoeira);
  • carcinoma (tumor maligno);
  • champanha, clã, clarinete, contralto, coma, diabete/diabetes (FeM classificam como gênero vacilante);
  • diadema, estratagema, fibroma (tumor benigno);
  • herpes, hosana (hino);
  • jângal (floresta da Índia);
  • lhama, praça (soldado raso);
  • praça (soldado raso);
  • proclama, sabiá, soprano (FeM classificam como gênero vacilante);
  • suéter, tapa (FeM classificam como gênero vacilante);
  • teiró (parte de arma de fogo ou arado);
  • telefonema, trema, vau (trecho raso do rio).

Palavras femininas:

  • abusão (engano);
  • alcíone (ave doa antigos);
  • aluvião, araquã (ave);
  • áspide (reptil peçonhento);
  • baitaca (ave);
  • cataplasma, cal, clâmide (manto grego);
  • cólera (doença);
  • derme, dinamite, entorce, fácies (aspecto);
  • filoxera (inseto e doença);
  • gênese, guriatã (ave);
  • hélice (FeM classificam como gênero vacilante);
  • jaçanã (ave);
  • juriti (tipo de aves);
  • libido, mascote, omoplata, rês, suçuarana (felino);
  • sucuri, tíbia, trama, ubá (canoa);
  • usucapião (FeM classificam como gênero vacilante);
  • xerox (cópia).

Gênero vacilante:

  • acauã (falcão);
  • inambu (ave);
  • laringe, personagem (Ceg. fala que é usada indistintamente nos dois gêneros, mas que há preferência de autores pelo masculino);
  • víspora.

Alguns femininos:

  • abade – abadessa;
  • abegão (feitor) – abegoa;
  • alcaide (antigo governador) – alcaidessa, alcaidina;
  • aldeão – aldeã;
  • anfitrião – anfitrioa, anfitriã;
  • beirão (natural da Beira) – beiroa;
  • besuntão (porcalhão) – besuntona;
  • bonachão – bonachona;
  • bretão – bretoa, bretã;
  • cantador – cantadeira;
  • cantor – cantora, cantadora, cantarina, cantatriz;
  • castelão (dono do castelo) – castelã;
  • catalão – catalã;
  • cavaleiro – cavaleira, amazona;
  • charlatão – charlatã;
  • coimbrão – coimbrã;
  • cônsul – consulesa;
  • comarcão – comarcã;
  • cônego – canonisa;
  • czar – czarina;
  • deus – deusa, déia;
  • diácono (clérigo) – diaconisa;
  • doge (antigo magistrado) – dogesa;
  • druida – druidesa;
  • elefante – elefanta e aliá (Ceilão);
  • embaixador – embaixadora e embaixatriz;
  • ermitão – ermitoa, ermitã;
  • faisão – faisoa (Cegalla), faisã;
  • hortelão (trata da horta) – horteloa;
  • javali – javalina;
  • ladrão – ladra, ladroa, ladrona;
  • felá (camponês) – felaína;
  • flâmine (antigo sacerdote) – flamínica;
  • frade – freira;
  • frei – sóror;
  • gigante – giganta;
  • grou – grua;
  • lebrão – lebre;
  • maestro – maestrina;
  • maganão (malicioso) – magana;
  • melro – mélroa;
  • mocetão – mocetona;
  • oficial – oficiala;
  • padre – madre;
  • papa – papisa;
  • pardal – pardoca, pardaloca, pardaleja;
  • parvo – párvoa;
  • peão – peã, peona;
  • perdigão – perdiz;
  • prior – prioresa, priora;
  • mu ou mulo – mula;
  • rajá – rani;
  • rapaz – rapariga;
  • rascão (desleixado) – rascoa;
  • sandeu – sandia;
  • sintrão – sintrã;
  • sultão – sultana;
  • tabaréu – tabaroa;
  • varão – matrona, mulher;
  • veado – veada;
  • vilão – viloa, vilã.

Substantivos em -ÃO e seus plurais:

  • alão – alões, alãos, alães;
  • aldeão – aldeãos, aldeões;
  • capelão – capelães;
  • castelão – castelãos, castelões;
  • cidadão – cidadãos;
  • cortesão – cortesãos;
  • ermitão – ermitões, ermitãos, ermitães;
  • escrivão – escrivães;
  • folião – foliões;
  • hortelão – hortelões, hortelãos;
  • pagão – pagãos;
  • sacristão – sacristães;
  • tabelião – tabeliães;
  • tecelão – tecelões;
  • verão – verãos, verões;
  • vilão – vilões, vilãos;
  • vulcão – vulcões, vulcãos.

Alguns substantivos que sofrem metafonia no plural:

abrolho, caroço, corcovo, corvo, coro, despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo, forno, forro, fosso, imposto, jogo, miolo, poço, porto, posto, reforço, rogo, socorro, tijolo, toco, torno, torto, troco.

Substantivos só usados no plural:

anais, antolhos, arredores, arras (bens, penhor), calendas (1º dia do mês romano), cãs (cabelos brancos), cócegas, condolências, damas (jogo), endoenças (solenidades religiosas), esponsais (contrato de casamento ou noivado), esposórios (presente de núpcias), exéquias (cerimônias fúnebres), fastos (anais), férias, fezes, manes (almas), matinas (breviário de orações matutinas), núpcias, óculos, olheiras, primícias (começos, prelúdios), pêsames, vísceras, víveres etc., além dos nomes de naipes.

Coletivos:

  • alavão – ovelhas leiteiras;
  • armento – gado grande (búfalos, elefantes);
  • assembléia (parlamentares, membros de associações);
  • atilho – espigas;
  • baixela – utensílios de mesa;
  • banca – de examinadores, advogados;
  • bandeira – garimpeiros, exploradores de minérios;
  • bando – aves, ciganos, crianças, salteadores;
  • boana – peixes miúdos;
  • cabido – cônegos (conselheiros de bispo);
  • cáfila – camelos;
  • cainçalha – cães;
  • cambada – caranguejos, malvados, chaves;
  • cancioneiro – poesias, canções;
  • caterva – desordeiros, vadios;
  • choldra, joldra – assassinos, malfeitores;
  • chusma – populares, criados;
  • conselho – vereadores, diretores, juízes militares;
  • conciliábulo – feiticeiros, conspiradores;
  • concílio – bispos;
  • canzoada – cães;
  • conclave – cardeais;
  • congregação – professores, religiosos;
  • consistório – cardeais;
  • fato – cabras;
  • feixe – capim, lenha;
  • junta – bois, médicos, credores, examinadores;
  • girândola – foguetes, fogos de artifício;
  • grei – gado miúdo, políticos;
  • hemeroteca – jornais, revistas;
  • legião – anjos, soldados, demônios;
  • malta – desordeiros;
  • matula – desordeiros, vagabundos;
  • miríade – estrelas, insetos;
  • nuvem – gafanhotos, pó;
  • panapaná – borboletas migratórias;
  • penca – bananas, chaves;
  • récua – cavalgaduras (bestas de carga);
  • renque – árvores, pessoas ou coisas enfileiradas;
  • réstia – alho, cebola;
  • ror – grande quantidade de coisas;
  • súcia – pessoas desonestas, patifes;
  • talha -lenha;
  • tertúlia – amigos, intelectuais;
  • tropilha – cavalos;
  • vara – porcos.

Substantivos compostos:

Os substantivos compostos formam o plural da seguinte maneira:

  • sem hífen formam o plural como os simples (pontapé/pontapés);
  • caso não haja caso específico, verifica-se a variabilidade das palavras que compõem o substantivo para pluralizá-los. São palavras variáveis: substantivo, adjetivo, numeral, pronomes, particípio. São palavras invariáveis: verbo, preposição, advérbio, prefixo;
  • em elementos repetidos, muito parecidos ou onomatopaicos, só o segundo vai para o plural (tico-ticos, tique-taques, corre-corres, pingue-pongues);
  • com elementos ligados por preposição, apenas o primeiro se flexiona (pés-de-moleque);
  • são invariáveis os elementos grão, grã e bel (grão-duques, grã-cruzes, bel-prazeres);
  • só variará o primeiro elemento nos compostos formados por dois substantivos, onde o segundo limita o primeiro elemento, indicando tipo, semelhança ou finalidade deste (sambas-enredo, bananas-maçã)
  • nenhum dos elementos vai para o plural se formado por verbos de sentidos opostos e frases substantivas (os leva-e-traz, os bota-fora, os pisa-mansinho, os bota-abaixo, os louva-a-Deus, os ganha-pouco, os diz-que-me-diz);
  • compostos cujo segundo elemento já está no plural não variam (os troca-tintas, os salta-pocinhas, os espirra-canivetes);
  • palavra guarda, se fizer referência a pessoa varia por ser substantivo. Caso represente o verbo guardar, não pode variar (guardas-noturnos, guarda-chuvas).

2 Adjetivo:

É a palavra variável que restringe a significação do substantivo, indicando qualidades e características deste. Mantém com o substantivo que determina relação de concordância de gênero e número.

  • adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem geográfica, normalmente são formados pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas por alagoano). Podem ser simples ou compostos, referindo-se a duas ou mais nacionalidades ou regiões; nestes últimos casos assumem sua forma reduzida e erudita, com exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro).
  • locuções adjetivas: expressões formadas por preposição e substantivo e com significado equivalente a adjetivos (anel de prata = anel argênteo / andar de cima = andar superior / estar com fome = estar faminto).

São adjetivos eruditos:

  • açúcar – sacarino;
  • águia – aquilino;
  • anel – anular;
  • astro – sideral;
  • bexiga – vesical;
  • bispo – episcopal;
  • cabeça – cefálico;
  • chumbo – plúmbeo;
  • chuva – pluvial;
  • cinza – cinéreo;
  • cobra – colubrino, ofídico;
  • dinheiro – pecuniário;
  • estômago – gástrico;
  • fábrica – fabril;
  • fígado – hepático;
  • fogo – ígneo;
  • guerra – bélico;
  • homem – viril;
  • inverno – hibernal;
  • lago – lacustre;
  • lebre – leporino;
  • lobo – lupino;
  • marfim – ebúrneo, ebóreo;
  • memória – mnemônico;
  • moeda – monetário, numismático;
  • neve – níveo;
  • pedra – pétreo;
  • prata – argênteo, argentino, argírico;
  • raposa – vulpino;
  • rio – fluvial, potâmico;
  • rocha – rupestre;
  • sonho – onírico;
  • sul – meridional, austral;
  • tarde – vespertino;
  • velho, velhice – senil;
  • vidro – vítreo, hialino.

Quanto à variação dos adjetivos, eles apresentam as seguintes características:

O gênero é uniforme ou biforme (inteligente X honesto[a]). Quanto ao gênero, não se diz que um adjetivo é masculino ou feminino, e sim que tem terminação masculina ou feminina.

No tocante a número, os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos princípios dos substantivos simples, em função de sua terminação (agradável X agradáveis). Já os substantivos utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas cinza).

Os adjetivos terminados em -OSO, além do acréscimo do -S de plural, mudam o timbre do primeiro -o, num processo de metafonia.

Quanto ao grau, os adjetivos apresentam duas formas: comparativo e superlativo.

O grau comparativo refere-se a uma mesma qualidade entre dois ou mais seres, duas ou mais qualidades de um mesmo ser. Pode ser de igualdade: tão alto quanto (como / quão); de superioridade: mais alto (do) que (analítico) / maior (do) que (sintético) e de inferioridade: menos alto (do) que.

O grau superlativo exprime qualidade em grau muito elevado ou intenso.

O superlativo pode ser classificado como absoluto, quando a qualidade não se refere à de outros elementos. Pode ser analítico (acréscimo de advérbio de intensidade) ou sintético (-íssimo, -érrimo, -ílimo). (muito alto X altíssimo)

O superlativo pode ser também relativo, qualidade relacionada, favorável ou desfavoravelmente, à de outros elementos. Pode ser de superioridade analítico (o mais alto de/dentre), de superioridade sintético (o maior de/dentre) ou de inferioridade (o menos alto de/dentre).

São superlativos absolutos sintéticos eruditos da língua portuguesa:

  • acre – acérrimo;
  • alto – supremo, sumo;
  • amável – amabilíssimo;
  • amigo – amicíssimo;
  • baixo – ínfimo;
  • cruel – crudelíssimo;
  • doce – dulcíssimo;
  • dócil – docílimo;
  • fiel – fidelíssimo;
  • frio – frigidíssimo;
  • humilde – humílimo;
  • livre – libérrimo;
  • magro – macérrimo;
  • mísero – misérrimo;
  • negro – nigérrimo;
  • pobre – paupérrimo;
  • sábio – sapientíssimo;
  • sagrado – sacratíssimo;
  • são – saníssimo;
  • veloz – velocíssimo.

Os adjetivos compostos formam o plural da seguinte forma:

  • têm como regra geral, flexionar o último elemento em gênero e número (lentes côncavo-convexas, problemas sócio-econômicos);
  • são invariáveis cores em que o segundo elemento é um substantivo (blusas azul-turquesa, bolsas branco-gelo);
  • não variam as locuções adjetivas formadas pela expressão cor-de-… (vestidos cor-de-rosa);
  • as cores: azul-celeste e azul-marinho são invariáveis;
  • em surdo-mudo flexionam-se os dois elementos.

3 Pronome:

É palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha um substantivo, indicando-o como pessoa do discurso.

A diferença entre pronome substantivo e pronome adjetivo pode ser atribuída a qualquer tipo de pronome, podendo variar em função do contexto frasal. Assim, o pronome substantivo é aquele que substitui um substantivo, representando-o. (Ele prestou socorro). Já o pronome adjetivo é aquele que acompanha um substantivo, determinando-o. (Aquele rapaz é belo). Os pronomes pessoais são sempre substantivos.

Quanto às pessoas do discurso, a língua portuguesa apresenta três pessoas:

1ª pessoa – aquele que fala, emissor;

2ª pessoa – aquele com quem se fala, receptor;

3ª pessoa – aquele de que ou de quem se fala, referente.

Pronome pessoal:

Indicam uma das três pessoas do discurso, substituindo um substantivo. Podem também representar, quando na 3ª pessoa, uma forma nominal anteriormente expressa (A moça era a melhor secretária, ela mesma agendava os compromissos do chefe).

A seguir um quadro com todas as formas do pronome pessoal:

Pronomes pessoais
Número Pessoa Pronomes retos Pronomes oblíquos
Átonos Tônicos
singular primeirasegundaterceira eutuele, ela meteo, a, lhe, se mim, comigoti, contigoele, ela, si, consigo
plural primeirasegundaterceira nósvóseles, elas nosvosos, as, lhes, se nós, conoscovós, convoscoeles, elas, si, consigo

Os pronomes pessoais apresentam variações de forma dependendo da função sintática que exercem na frase. Os pronomes pessoais retos desempenham, normalmente, função de sujeito; enquanto os oblíquos, geralmente, de complemento.

Os pronomes oblíquos tônicos devem vir regidos de preposição. Em comigo, contigo, conosco e convosco, a preposição com já é parte integrante do pronome.

Os pronomes de tratamento estão enquadrados nos pronomes pessoais. São empregados como referência à pessoa com quem se fala (2ª pessoa), entretanto, a concordância é feita com a 3ª pessoa. Também são considerados pronomes de tratamento as formas você, vocês (provenientes da redução de Vossa Mercê), Senhor, Senhora e Senhorita.

Quanto ao emprego, as formas oblíquas o, a, os, as completam verbos que não vêm regidos de preposição; enquanto lhe e lhes para verbos regidos das preposições a ou para (não expressas).

Apesar de serem usadas pouco, as formas mo, to, no-lo, vo-lo, lho e flexões resultam da fusão de dois objetos, representados por pronomes oblíquos (Ninguém mo disse = ninguém o disse a mim).

Os pronomes átonos o, a, os e as viram lo(a/s), quando associados a verbos terminados em r, s ou z e viram no(a/s), se a terminação verbal for em ditongo nasal.

Os pronomes o/a (s), me, te, se, nos, vos desempenham função se sujeitos de infinitivo ou verbo no gerúndio, junto ao verbo fazer, deixar, mandar, ouvir e ver (Mandei-o entrar / Eu o vi sair / Deixei-as chorando).

A forma você, atualmente, é usada no lugar da 2ª pessoa (tu/vós), tanto no singular quanto no plural, levando o verbo para a 3ª pessoa.

Já as formas de tratamento serão precedidas de Vossa, quando nos dirigirmos diretamente à pessoa e de Sua, quando fizermos referência a ela. Troca-se na abreviatura o V. pelo S.

Quando precedidos de preposição, os pronomes retos (exceto eu e tu) passam a funcionar como oblíquos. Eu e tu não podem vir precedidos de preposição, exceto se funcionarem como sujeito de um verbo no infinitivo (Isto é para eu fazer ≠ para mim fazer).

Os pronomes acompanhados de só ou todos, ou seguido de numeral, assumem forma reta e podem funcionar como objeto direto (Estava só ele no banco / Encontramos todos eles).

Os pronomes me, te, se, nos, vos podem ter valor reflexivo, enquanto se, nos, vos – podem ter valor reflexivo e recíproco.

As formas si e consigo têm valor exclusivamente reflexivo e usados para a 3ª pessoa. Já conosco e convosco devem aparecer na sua forma analítica (com nós e com vós) quando vierem com modificadores (todos, outros, mesmos, próprios, numeral ou oração adjetiva).

Os pronomes pessoais retos podem desempenhar função de sujeito, predicativo do sujeito ou vocativo, este último com tu e vós (Nós temos uma proposta / Eu sou eu e pronto / Ó, tu, Senhor Jesus).

Quanto ao uso das preposições junto aos pronomes, deve-se saber que não se pode contrair as preposições de e em com pronomes que sejam sujeitos (Em vez de ele continuar, desistiu ≠ Vi as bolsas dele bem aqui).

Os pronomes átonos podem assumir valor possessivo (Levaram-me o dinheiro / Pesavam-lhe os olhos), enquanto alguns átonos são partes integrantes de verbos como suicidar-se, apiedar-se, condoer-se, ufanar-se, queixar-se, vangloriar-se.

Já os pronomes oblíquos podem ser usados como expressão expletiva (Não me venha com essa).

Pronome possessivo:

Fazem referência às pessoas do discurso, apresentando-as como possuidoras de algo. Concordam em gênero e número com a coisa possuída.

São pronomes possessivos da língua portuguesa as formas:

1ª pessoa: meu(s), minha(s) nosso(a/s);

2ª pessoa: teu(s), tua(s) vosso(a/s);

3ª pessoa: seu(s), sua(s) seu(s), sua(s).

Quanto ao emprego, normalmente, vem antes do nome a que se refere; podendo, também, vir depois do substantivo que determina. Neste último caso, pode até alterar o sentido da frase.

O uso do possessivo seu (a/s) pode causar ambigüidade, para desfazê-la, deve-se preferir o uso do dele (a/s) (Ele disse que Maria estava trancada em sua casa – casa de quem?); pode também indicar aproximação numérica (ele tem lá seus 40 anos).

Já nas expressões do tipo “Seu João”, seu não tem valor de posse por ser uma alteração fonética de Senhor.

Pronome demonstrativo:

Indicam posição de algo em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço. São: este (a/s), isto, esse (a/s), isso, aquele (a/s), aquilo. Isto, isso e aquilo são invariáveis e se empregam exclusivamente como substitutos de substantivos.

As formas mesmo, próprio, semelhante, tal (s) e o (a/s) podem desempenhar papel de pronome demonstrativo.

Quanto ao emprego, os pronomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira:

  • uso dêitico, indicando localização no espaço – este (aqui), esse (aí) e aquele (lá);
  • uso dêitico, indicando localização temporal – este (presente), esse (passado próximo) e aquele (passado remoto ou bastante vago);
  • uso anafórico, em referência ao que já foi ou será dito – este (novo enunciado) e esse (retoma informação);
  • o, a, os, as são demonstrativos quando equivalem a aquele (a/s), isto (Leve o que lhe pertence);
  • tal é demonstrativo se puder ser substituído por esse (a), este (a) ou aquele (a) e semelhante, quando anteposto ao substantivo a que se refere e equivalente a “aquele”, “idêntico” (O problema ainda não foi resolvido, tal demora atrapalhou as negociações / Não brigue por semelhante causa);
  • mesmo e próprio são demonstrativos, se precedidos de artigo, quando significarem “idêntico”, “igual” ou “exato”. Concordam com o nome a que se referem (Separaram crianças de mesmas séries);
  • como referência a termos já citados, os pronomes aquele (a/s) e este (a/s) são usados para primeira e segunda ocorrências, respectivamente, em apostos distributivos (O médico e a enfermeira estavam calados: aquele amedrontado e esta calma / ou: esta calma e aquele amedrontado);
  • pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com os pronomes demonstrativos (Não acreditei no que estava vendo / Fui àquela região de montanhas / Fez alusão à pessoa de azul e à de branco);
  • podem apresentar valor intensificador ou depreciativo, dependendo do contexto frasal (Ele estava com aquela paciência / Aquilo é um marido de enfeite);
  • nisso e nisto (em + pronome) podem ser usados com valor de “então” ou “nesse momento” (Nisso, ela entrou triunfante – nisso = advérbio).

Pronome relativo:

Retoma um termo expresso anteriormente (antecedente) e introduz uma oração dependente, adjetiva.

Os pronome nomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira: mento, armamentomes relativos são: que, quem e onde – invariáveis; além de o qual (a/s), cujo (a/s) e quanto (a/s).

Os relativos são chamados relativos indefinidos quando são empregados sem antecedente expresso (Quem espera sempre alcança / Fez quanto pôde).

Quanto ao emprego, observa-se que os relativos são usados quando:

  • o antecedente do relativo pode ser demonstrativo o (a/s) (O Brasil divide-se entre os que lêem ou não);
  • como relativo, quanto refere-se ao antecedente tudo ou todo (Ouvia tudo quanto me interessava)
  • quem será precedido de preposição se estiver relacionado a pessoas ou seres personificados expressos;
  • quem = relativo indefinido quando é empregado sem antecedente claro, não vindo precedido de preposição;
  • cujo (a/s) é empregado para dar a idéia de posse e não concorda com o antecedente e sim com seu conseqüente. Ele tem sempre valor adjetivo e não pode ser acompanhado de artigo.

Pronome indefinido:

Referem-se à 3ª pessoa do discurso quando considerada de modo vago, impreciso ou genérico, representando pessoas, coisas e lugares. Alguns também podem dar idéia de conjunto ou quantidade indeterminada. Em função da quantidade de pronomes indefinidos, merece atenção sua identificação.

São pronomes indefinidos de:

  • pessoas: quem, alguém, ninguém, outrem;
  • lugares: onde, algures, alhures, nenhures;
  • pessoas, lugares, coisas: que, qual, quais, algo, tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a), nenhum (a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s), cada.

Sobre o emprego dos indefinidos devemos atentar para:

  • algum, após o substantivo a que se refere, assume valor negativo (= nenhum) (Computador algum resolverá o problema);
  • cada deve ser sempre seguido de um substantivo ou numeral (Elas receberam 3 balas cada uma);
  • alguns pronomes indefinidos, se vierem depois do nome a que estiverem se referindo, passam a ser adjetivos. (Certas pessoas deveriam ter seus lugares certos / Comprei várias balas de sabores vários)
  • bastante pode vir como adjetivo também, se estiver determinando algum substantivo, unindo-se a ele por verbo de ligação (Isso é bastante para mim);
  • o pronome outrem equivale a “qualquer pessoa”;
  • o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje);
  • o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje);
  • existem algumas locuções pronominais indefinidas – quem quer que, o que quer, seja quem for, cada um etc.
  • todo com valor indefinido antecede o substantivo, sem artigo (Toda cidade parou para ver a banda ≠ Toda a cidade parou para ver a banda).

Pronome interrogativo:

São os pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto usados na formulação de uma pergunta direta ou indireta. Referem-se à 3ª pessoa do discurso. (Quantos livros você tem? / Não sei quem lhe contou).

Alguns interrogativos podem ser adverbiais (Quando voltarão? / Onde encontrá-los? / Como foi tudo?).

4-Verbo:

É a palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo, seja ação, estado ou fenômeno da natureza.

Os verbos apresentam três conjugações. Em função da vogal temática, podem-se criar três paradigmas verbais. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas, obtém-se a seguinte classificação:

  • regulares: seguem o paradigma verbal de sua conjugação;
  • irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir – ouço/ouve, estar – estou/estão);

Entre os verbos irregulares, destacam-se os anômalos que apresentam profundas irregularidades. São classificados como anômalos em todas as gramáticas os verbos ser e ir.

  • defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas, tempo ou modo (falir – no presente do indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do plural). Os defectivos distribuem-se em três grupos: impessoais, unipessoais (vozes ou ruídos de animais, só conjugados nas 3ª pessoas) por eufonia ou possibilidade de confusão com outros verbos;
  • abundantes – apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. Mais freqüente no particípio, devendo-se usar o particípio regular com ter e haver; já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado, acendido/aceso – tenho/hei aceitado ≠ é/está aceito);
  • auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. Presentes nos tempos compostos e locuções verbais;
  • certos verbos possuem pronomes pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Nesses casos, o pronome não tem função sintática (suicidar-se, apiedar-se, queixar-se etc.);
  • formas rizotônicas (tonicidade no radical – eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical – nós cantaríamos).

Quanto à flexão verbal, temos:

  • número: singular ou plural;
  • pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª;
  • tempo: referência ao momento em que se fala (pretérito, presente ou futuro). O modo imperativo só tem um tempo, o presente;
  • voz: ativa, passiva e reflexiva;
  • modo: indicativo (certeza de um fato ou estado), subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem, advertência ou pedido).

As três formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio e particípio) não possuem função exclusivamente verbal. Infinitivo é antes substantivo, o particípio tem valor e forma de adjetivo, enquanto o gerúndio equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que exprime.

Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os seguintes valores:

  • presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala;
  • presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala;
  • pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no passado;
  • pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado, mas não foi concluída ou era uma ação costumeira no passado;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação já passada;
  • futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época vindoura;
  • futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível, hipotético, situado num momento futuro, mas ligado a um momento passado;
  • futuro do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso, hipotético, situado num momento ou época futura;

Quanto à formação dos tempos, os chamados tempos simples podem ser primitivos (presente e pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal) e derivados:

São derivados do presente do indicativo:

  • pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do presente + VA (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj.) + Desinência número pessoal (DNP);
  • presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa singular do presente + E (1ª conj.) ou A (2ª e 3ª conj.) + DNP;

Os verbos em -ear têm duplo “e” em vez de “ei” na 1ª pessoa do plural (passeio, mas passeemos).

  • imperativo negativo (todo derivado do presente do subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas vêm do presente do indicativo sem S, as demais também vêm do presente do subjuntivo).

São derivados do pretérito perfeito do indicativo:

  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do perfeito + RA + DNP;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do perfeito + SSE + DNP;
  • futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP.
  • São derivados do infinitivo impessoal:
  • futuro do presente do indicativo: TEMA do infinitivo + RA + DNP;
  • futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + DNP;
  • infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES – 2ª pessoa, -MOS, -DES, -EM)
  • gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO;
  • particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO (2ª e 3ª conjugação).

Quanto à formação, os tempos compostos da voz ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou HAVER + particípio do verbo que se quer conjugar, dito principal.

No modo Indicativo, os tempos compostos são formados da seguinte maneira:

  • pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar + particípio do verbo principal (VP) [Tenho falado];
  • pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha falado);
  • futuro do presente: futuro do presente do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei falado);
  • futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do auxiliar + particípio do VP (Teria falado).

No modo Subjuntivo a formação se dá da seguinte maneira:

  • pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tenha falado);
  • pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tivesse falado);
  • futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tiver falado).

Quanto às formas nominais, elas são formadas da seguinte maneira:

  • infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / Teres falado);
  • gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio do VP (Tendo falado).

O modo subjuntivo apresenta três pretéritos, sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e o mais-que-perfeito nas formas compostas. Não há presente composto nem pretérito imperfeito composto

Quanto às vozes, os verbos apresentam a voz:

  • ativa: sujeito é agente da ação verbal;
  • passiva: sujeito é paciente da ação verbal;

A voz passiva pode ser analítica ou sintética:

  • analítica: – verbo auxiliar + particípio do verbo principal;
  • sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE (partícula apassivadora);
  • reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo, variável em função da pessoa do verbo);

Na transformação da voz ativa na passiva, a variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na maioria das vezes), como notamos nos exemplos a seguir: Ele fez o trabalho – O trabalho foi feito por ele (mantido o pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando as folhas – As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal).

Alguns verbos da língua portuguesa apresentam problemas de conjugação. A seguir temos uma lista, seguida de comentários sobre essas dificuldades de conjugação.

  • Abolir (defectivo) – não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, por isso não possui presente do subjuntivo e o imperativo negativo. (= banir, carpir, colorir, delinqüir, demolir, descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir)
  • Acudir (alternância vocálica o/u) – presente do indicativo – acudo, acodes… e pretérito perfeito do indicativo – com u (= bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir) / Adequar (defectivo) – só possui a 1ª e a 2ª pessoa do plural no presente do indicativo
  • Aderir (alternância vocálica e/i) – presente do indicativo – adiro, adere… (= advertir, cerzir, despir, diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir)
  • Agir (acomodação gráfica g/j) – presente do indicativo – ajo, ages… (= afligir, coagir, erigir, espargir, refulgir, restringir, transigir, urgir)
  • Agredir (alternância vocálica e/i) – presente do indicativo – agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir, transgredir) / Aguar (regular) – presente do indicativo – águo, águas…, – pretérito perfeito do indicativo – agüei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar, minguar)
  • Aprazer (irregular) – presente do indicativo – aprazo, aprazes, apraz… / pretérito perfeito do indicativo – aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram
  • Argüir (irregular com alternância vocálica o/u) – presente do indicativo – arguo (ú), argúis, argúi, argüimos, argüis, argúem – pretérito perfeito – argüi, argüiste… (com trema)
  • Atrair (irregular) – presente do indicativo – atraio, atrais… / pretérito perfeito – atraí, atraíste… (= abstrair, cair, distrair, sair, subtrair)
  • Atribuir (irregular) – presente do indicativo – atribuo, atribuis, atribui, atribuímos, atribuís, atribuem – pretérito perfeito – atribuí, atribuíste, atribuiu… (= afluir, concluir, destituir, excluir, instruir, possuir, usufruir)
  • Averiguar (alternância vocálica o/u) – presente do indicativo – averiguo (ú), averiguas (ú), averigua (ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú) – pretérito perfeito – averigüei, averiguaste… – presente do subjuntivo – averigúe, averigúes, averigúe… (= apaziguar)
  • Cear (irregular) – presente do indicativo – ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam – pretérito perfeito indicativo – ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes, cearam (= verbos terminados em -ear: falsear, passear… – alguns apresentam pronúncia aberta: estréio, estréia…)
  • Coar (irregular) – presente do indicativo – côo, côas, côa, coamos, coais, coam – pretérito perfeito – coei, coaste, coou… (= abençoar, magoar, perdoar) / Comerciar (regular) – presente do indicativo – comercio, comercias… – pretérito perfeito – comerciei… (= verbos em -iar , exceto os seguintes verbos: mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar)
  • Compelir (alternância vocálica e/i) – presente do indicativo – compilo, compeles… – pretérito perfeito indicativo – compeli, compeliste…
  • Compilar (regular) – presente do indicativo – compilo, compilas, compila… – pretérito perfeito indicativo – compilei, compilaste…
  • Construir (irregular e abundante) – presente do indicativo – construo, constróis (ou construis), constrói (ou construi), construímos, construís, constroem (ou construem) – pretérito perfeito indicativo – construí, construíste…
  • Crer (irregular) – presente do indicativo – creio, crês, crê, cremos, credes, crêem – pretérito perfeito indicativo – cri, creste, creu, cremos, crestes, creram – imperfeito indicativo – cria, crias, cria, críamos, críeis, criam
  • Falir (defectivo) – presente do indicativo – falimos, falis – pretérito perfeito indicativo – fali, faliste… (= aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir)
  • Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i) – presente do indicativo – frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem – pretérito perfeito indicativo – frigi, frigiste…
  • Ir (irregular) – presente do indicativo – vou, vais, vai, vamos, ides, vão – pretérito perfeito indicativo – fui, foste… – presente subjuntivo – vá, vás, vá, vamos, vades, vão
  • Jazer (irregular) – presente do indicativo – jazo, jazes… – pretérito perfeito indicativo – jazi, jazeste, jazeu…
  • Mobiliar (irregular) – presente do indicativo – mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam – pretérito perfeito indicativo – mobiliei, mobiliaste… / Obstar (regular) – presente do indicativo – obsto, obstas… – pretérito perfeito indicativo – obstei, obstaste…
  • Pedir (irregular) – presente do indicativo – peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem – pretérito perfeito indicativo – pedi, pediste… (= despedir, expedir, medir) / Polir (alternância vocálica e/i) – presente do indicativo – pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem – pretérito perfeito indicativo – poli, poliste…
  • Precaver-se (defectivo e pronominal) – presente do indicativo – precavemo-nos, precaveis-vos – pretérito perfeito indicativo – precavi-me, precaveste-te… / Prover (irregular) – presente do indicativo – provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem – pretérito perfeito indicativo – provi, proveste, proveu… / Reaver (defectivo) – presente do indicativo – reavemos, reaveis – pretérito perfeito indicativo – reouve, reouveste, reouve… (verbo derivado do haver, mas só é conjugado nas formas verbais com a letra v)
  • Remir (defectivo) – presente do indicativo – remimos, remis – pretérito perfeito indicativo – remi, remiste…
  • Requerer (irregular) – presente do indicativo – requeiro, requeres… – pretérito perfeito indicativo – requeri, requereste, requereu… (derivado do querer, diferindo dele na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo e derivados, sendo regular)
  • Rir (irregular) – presente do indicativo – rio, rir, ri, rimos, rides, riem – pretérito perfeito indicativo – ri, riste… (= sorrir)
  • Saudar (alternância vocálica) – presente do indicativo – saúdo, saúdas… – pretérito perfeito indicativo – saudei, saudaste…
  • Suar (regular) – presente do indicativo – suo, suas, sua… – pretérito perfeito indicativo – suei, suaste, sou… (= atuar, continuar, habituar, individuar, recuar, situar)
  • Valer (irregular) – presente do indicativo – valho, vales, vale… – pretérito perfeito indicativo – vali, valeste, valeu…

Também merecem atenção os seguintes verbos irregulares:

  • Pronominais: Apiedar-se, dignar-se, persignar-se, precaver-se

Caber

  • presente do indicativo: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem;
  • presente do subjuntivo: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam;
  • pretérito perfeito do indicativo: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis, couberam;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem;
  • futuro do subjuntivo: couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem.

Dar

  • presente do indicativo: dou, dás, dá, damos, dais, dão;
  • presente do subjuntivo: dê, dês, dê, demos, deis, dêem;
  • pretérito perfeito do indicativo: dei, deste, deu, demos, destes, deram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dera, deras, dera, déramos, déreis, deram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem;
  • futuro do subjuntivo: der, deres, der, dermos, derdes, derem.

Dizer

  • presente do indicativo: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem;
  • presente do subjuntivo: diga, digas, diga, digamos, digais, digam;
  • pretérito perfeito do indicativo: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram;
  • futuro do presente: direi, dirás, dirá, etc.;
  • futuro do pretérito: diria, dirias, diria, etc.;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem;
  • futuro do subjuntivo: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem;

Seguem esse modelo os derivados bendizer, condizer, contradizer, desdizer, maldizer, predizer.

Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: dito, bendito, contradito, etc.

Estar

  • presente do indicativo: estou, estás, está, estamos, estais, estão;
  • presente do subjuntivo: esteja, estejas, esteja, estejamos, estejais, estejam;
  • pretérito perfeito do indicativo: estive, estiveste, esteve, estivemos, estivestes, estiveram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: estivera, estiveras, estivera, estivéramos, estivéreis, estiveram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: estivesse, estivesses, estivesse, estivéssemos, estivésseis, estivessem;
  • futuro do subjuntivo: estiver, estiveres, estiver, estivermos, estiverdes, estiverem;

Fazer

  • presente do indicativo: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem;
  • presente do subjuntivo: faça, faças, faça, façamos, façais, façam;
  • pretérito perfeito do indicativo: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem;
  • futuro do subjuntivo: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem.

Seguem esse modelo desfazer, liquefazer e satisfazer.

Os particípios desse verbo e seus derivados são irregulares: feito, desfeito, liquefeito, satisfeito, etc.

Haver

  • presente do indicativo: hei, hás, há, havemos, haveis, hão;
  • presente do subjuntivo: haja, hajas, haja, hajamos, hajais, hajam;
  • pretérito perfeito do indicativo: houve, houveste, houve, houvemos, houvestes, houveram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: houvera, houveras, houvera, houvéramos, houvéreis, houveram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: houvesse, houvesses, houvesse, houvéssemos, houvésseis, houvessem;
  • futuro do subjuntivo: houver, houveres, houver, houvermos, houverdes, houverem.

Ir

  • presente do indicativo: vou, vais, vai, vamos, ides, vão;
  • presente do subjuntivo: vá, vás, vá, vamos, vades, vão;
  • pretérito imperfeito do indicativo: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam;
  • pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;
  • futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem.

Poder

  • presente do indicativo: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem;
  • presente do subjuntivo: possa, possas, possa, possamos, possais, possam;
  • pretérito perfeito do indicativo: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pudessem;
  • futuro do subjuntivo: puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem.

Pôr

  • presente do indicativo: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem;
  • presente do subjuntivo: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham;
  • pretérito imperfeito do indicativo: punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham;
  • pretérito perfeito do indicativo: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, pusessem;
  • futuro do subjuntivo: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem.

Todos os derivados do verbo pôr seguem exatamente esse modelo: antepor, compor, contrapor, decompor, depor, descompor, dispor, expor, impor, indispor, interpor, opor, pospor, predispor, pressupor, propor, recompor, repor, sobrepor, supor, transpor são alguns deles.

Querer

  • presente do indicativo: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem;
  • presente do subjuntivo: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram;
  • pretérito perfeito do indicativo: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem;
  • futuro do subjuntivo: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem;

Saber

  • presente do indicativo: sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem;
  • presente do subjuntivo: saiba, saibas, saiba, saibamos, saibais, saibam;
  • pretérito perfeito do indicativo: soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: soubera, souberas, soubera, soubéramos, soubéreis, souberam;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, soubessem;
  • futuro do subjuntivo: souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem.

Ser

  • presente do indicativo: sou, és, é, somos, sois, são;
  • presente do subjuntivo: seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam;
  • pretérito imperfeito do indicativo: era, eras, era, éramos, éreis, eram;
  • pretérito perfeito do indicativo: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem;
  • futuro do subjuntivo: for, fores, for, formos, fordes, forem.

As segundas pessoas do imperativo afirmativo são: sê (tu) e sede (vós).

Ter

  • presente do indicativo: tenho, tens, tem, temos, tendes, têm;
  • presente do subjuntivo: tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham;
  • pretérito imperfeito do indicativo: tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham;
  • pretérito perfeito do indicativo: tive, tiveste, teve, tivemos, tivestes, tiveram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: tivera, tiveras, tivera, tivéramos, tivéreis, tiveram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse, tivesses, tivesse, tivéssemos, tivésseis, tivessem;
  • futuro do subjuntivo: tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem.

Seguem esse modelo os verbos ater, conter, deter, entreter, manter, reter.

Trazer

  • presente do indicativo: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem;
  • presente do subjuntivo: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam;
  • pretérito perfeito do indicativo: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram;
  • futuro do presente: trarei, trarás, trará, etc.;
  • futuro do pretérito: traria, trarias, traria, etc.;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem;
  • futuro do subjuntivo: trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem.

Ver

  • presente do indicativo: vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem;
  • presente do subjuntivo: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam;
  • pretérito perfeito do indicativo: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem;
  • futuro do subjuntivo: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.

Seguem esse modelo os derivados antever, entrever, prever, rever. Prover segue o modelo acima apenas no presente do indicativo e seus tempos derivados; nos demais tempos, comporta-se como um verbo regular da segunda conjugação.

Vir

  • presente do indicativo: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm;
  • presente do subjuntivo: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham;
  • pretérito imperfeito do indicativo: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham;
  • pretérito perfeito do indicativo: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram;
  • pretérito mais-que-perfeito do indicativo: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram;
  • pretérito imperfeito do subjuntivo: viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem;
  • futuro do subjuntivo: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem;
  • particípio e gerúndio: vindo.

Seguem esse modelo os verbos advir, convir, desavir-se, intervir, provir, sobrevir.

O emprego do infinitivo não obedece a regras bem definidas.

O impessoal é usado em sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, o pessoal refere-se às pessoas do discurso, dependendo do contexto. Recomenda-se sempre o uso da forma pessoal se for necessário dar à frase maior clareza e ênfase.

Usa-se o impessoal:

  • sem referência a nenhum sujeito: É proibido fumar na sala;
  • nas locuções verbais: Devemos avaliar a sua situação;
  • quando o infinitivo exerce função de complemento de adjetivos: É um problema fácil de solucionar;
  • quando o infinitivo possui valor de imperativo – Ele respondeu: “Marchar!”

Usa-se o pessoal:

  • quando o sujeito do infinitivo é diferente do sujeito da oração principal: Eu não te culpo por saíres daqui;
  • quando, por meio de flexão, se quer realçar ou identificar a pessoa do sujeito: Foi um erro responderes dessa maneira;
  • quando queremos determinar o sujeito (usa-se a 3ª pessoa do plural): – Escutei baterem à porta.

1. A forma correta do verbo submeter-se, na 1a. pessoa do plural do imperativo afirmativo é:

a) submetamo-nos
b) submeta-se
c) submete-te
d) submetei-vos

2. __________ mesmo que és capaz de vencer; __________ e não __________ .

a) Mostra a ti – decide-te – desanime
b) Mostre a ti – decida-te – desanimes
c) Mostra a ti – decida-te – desanimes
d) Mostra a ti – decide-te – desanimes

3. Depois que o sol se __________, haverão de __________ as atividades.

a) pôr – suspender
b) por – suspenderem
c) puser – suspender
d) puser – suspenderem

4. Não se deixe dominar pela solidão. __________ a vida que há nas formas da natureza, __________ atenção à transbordante linguagem das coisas e __________ o mundo pelo qual transita distraído.

a) Descobre – presta – vê
b) Descubra – presta – vê
c) Descubra – preste – veja
d) Descubra – presta – veja

5. Se __________ a interferência do Ministro nos programas de televisão e se ele __________, não ocorreriam certos abusos.

a) requerêssemos – interviesse
b) requiséssemos – interviesse
c) requerêssemos – intervisse
d) requizéssemos – interviesse

6. Se __________ o livro, não __________ com ele; __________ onde combinamos.

a) reouveres – fiques – põe-no
b) reouveres – fiques – põe-lo
c) reaveres – fica – ponha-o
d) reaveres fique – ponha-o

7. Se eles __________ suas razões e __________ suas teses, não os __________ .

a) expuserem – mantiverem – censura
b) expuserem – mantiverem – censures
c) exporem – manterem – censures
d) exporem – manterem – censura

8. Se o __________ por perto, __________; ele __________ o esforço construtivo de qualquer pessoa.

a) veres – precavenha-se – obstrue
b) vires – precavém-te – obstrui
c) veres – acautela-te – obstrui
d) vires – acautela-te – obstrui

9. Se ele se __________ em sua exposição, __________ bem. Não te __________.

a) deter – ouça-lhe – precipites
b) deter – ouve-lhe – precipita
c) detiver – ouve-o precipita
d) detiver – ouve-o -precipites

10. Os habitantes da ilha acreditam que, quando Jesus __________ e __________ todos em paz, haverá de abençoá-los.

a) vier – os ver
b) vir – os ver
c) vier – os vir
d) vier – lhes vir

11. Os pais ainda __________ certos princípios, mas os filhos já não __________ neles e __________ de sua orientação.

a) mantém – crêem – divergem
b) mantêem – crêem – divergem
c) mantêm – crêem – divergem
d) mantém – crêem – divirgem

12. Se todas as pessoas __________ boas relações e __________ as amizades, viveriam mais felizes.

a) mantivessem – refizessem
b) mantivessem – refazessem
c) mantiverem – refizerem
d) mantessem – refizessem

13. __________ graves problemas que o __________, durante vários anos, no porto, e impediram que __________ , em tempo devido, sua promoção.

a) sobreviram – deteram – requeresse
b) sobreviram – detiveram – requisesse
c) sobrevieram – detiveram – requisesse
d) sobrevieram – detiveram – requeresse

14. Eu não __________ a desobediência, embora ela me _________, portanto, não __________ comigo.

a) premio – favoreça – contes
b) premio – favorece – conta
c) premio – favoreça – conta
d) premeio – favoreça – contas

15. Se ao menos ele __________ a confusão que aquilo ia dar! Mas não pensou, não se __________, e __________ na briga que não era sua.

a) prevesse – continha – interveio
b) previsse – conteve – interveio
c) prevesse – continha – interviu
d) previsse – conteve – interviu

16. A locução verbal que constitui voz passiva analítica é:

a) Vais fazer essa operação?
b) Você teria realizado tal cirurgia?
c) Realizou-se logo a intervenção.
d) A operação foi realizada logo.

17. O seguinte período apresenta uma forma verbal na voz passiva: “as pessoas comprometidas com a corrupção deveriam ser punidas de forma mais rigorosa”. Qual a alternativa que apresenta a forma verbal ativa correspondente?

a) deveria punir
b) puniria
c) puniriam
d) deveriam punir

18. A oração “o alarma tinha sido disparado pelo guarda” está na voz passiva. Assinale a alternativa que apresenta a forma verbal ativa correspondente.

a) disparara
b) fora disparado
c) tinham disparado
d) tinha disparado

19. A oração “o engenheiro podia controlar todos os empregados da estação ferroviária” está na voz ativa. Assinale a forma verbal passiva correspondente.

a) podiam ser controlados
b) seriam controlados
c) podia ser controlado
d) controlavam-se

20. Assinale a oração que não tem condições de ser transformada em passiva.

a) As novelas substituíram os folhetins do passado
b) O diretor reuniu para esta novela um elenco especial
c) Alguns episódios estão mexendo com as emoções do público
d) O autor extrai alguns detalhes do personagem de pessoas conhecidas

* Instruções para as questões subsequentes: Passe a frase dada, se for ativa, para a voz passiva, e vice-versa. Assinale a alternativa que, feita a transformação, substitui corretamente a forma verbal grifada, sem que haja mudança de tempo e modo verbais.

21. Não se faz mais nada como antigamente.

a) é feito
b) têm feito
c) foi feito
d) fazem

22. Saí de lá com a certeza de que os livros me seriam enviados por ele, sem falta, na data marcada.

a) iria enviar
b) foram enviados
c) enviará
d) enviaria

23. Em meio àquele tumulto, ele ia terminando o complicado trabalho.

a) foi terminando
b) foi sendo terminado
c) foi terminado
d) ia sendo terminado

24. Seria bom que o projeto fosse submetido à apreciação da equipe, para que se retificassem possíveis falhas.

a) submeteram – retifiquem
b) submeter – retificar
c) submetessem – retificassem
d) se submetesse – retifiquem

25. Se fôssemos ouvidos, muitos aborrecimentos seriam evitados.

a) ouvíssemos – estaríamos
b) formos ouvidos – serão evitados
c) nos ouvissem – se evitariam
d) nos ouvissem – evitariam

1 A / 2 D / 3 C / 4 C / 5 A / 6 A / 7 B / 8 D / 9 D / 10 C / 11 C / 12 A / 13 D / 14 A / 15 B / 16 D / 17 D / 18 D / 19 A / 20 C / 21 D / 22 D / 23 D / 24 C / 25 D

5 – Artigo

Precede o substantivo para determiná-lo, mantendo com ele relação de concordância. Assim, qualquer expressão ou frase fica substantivada se for determinada por artigo (O ‘conhece-te a ti mesmo’ é conselho sábio). Em certos casos, serve para assinalar gênero e número (o/a colega, o/os ônibus).

Os artigos podem ser classificado em:

  • definido – o, a, os, as – um ser claramente determinado entre outros da mesma espécie;
  • indefinido – um, uma, uns, umas – um ser qualquer entre outros de mesma espécie;

Podem aparecer combinados com preposições (numa, do, à, entre outros).

Quanto ao emprego do artigo:

  • não é obrigatório seu uso diante da maioria dos substantivos, podendo ser substituído por outra palavra determinante ou nem usado (o rapaz ≠ este rapaz / Lera numa revista que mulher fica mais gripada que homem). Nesse sentido, convém omitir o uso do artigo em provérbios e máximas para manter o sentido generalizante (Tempo é dinheiro / Dedico esse poema a homem ou a mulher?);
  • não se deve usar artigo depois de cujo e suas flexões;
  • outro, em sentido determinado, é precedido de artigo; caso contrário, dispensa-o (Fiquem dois aqui; os outros podem ir ≠ Uns estavam atentos; outros conversavam);
  • não se usa artigo diante de expressões de tratamento iniciadas por possessivos, além das formas abreviadas frei, dom, são, expressões de origem estrangeira (Lord, Sir, Madame) e sóror ou sóror;
  • é obrigatório o uso do artigo definido entre o numeral ambos (ambos os dois) e o substantivo a que se refere (ambos os cônjuges);
  • diante do possessivo (função de adjetivo) o uso é facultativo; mas se o pronome for substantivo, torna-se obrigatório (os [seus] planos foram descobertos, mas os meus ainda estão em segredo);
  • omite-se o artigo definido antes de nomes de parentesco precedidos de possessivo (A moça deixou a casa a sua tia);
  • antes de nomes próprios personativos, não se deve utilizar artigo. O seu uso denota familiaridade, por isso é geralmente usado antes de apelidos. Os antropônimos são determinados pelo artigo se usados no plural (os Maias, Os Homeros);
  • geralmente dispensado depois de cheirar a, saber a (= ter gosto a) e similares (cheirar a jasmim / isto sabe a vinho);
  • não se usa artigo diante das palavras casa (= lar, moradia), terra (= chão firme) e palácio a menos que essas palavras sejam especificadas (venho de casa / venho da casa paterna);
  • na expressão uma hora, significando a primeira hora, o emprego é facultativo (era perto de / da uma hora). Se for indicar hora exata, à uma hora (como qualquer expressão adverbial feminina);
  • diante de alguns nomes de cidade não se usa artigo, a não ser que venham modificados por adjetivo, locução adjetiva ou oração adjetiva (Aracaju, Sergipe, Curitiba, Roma, Atenas);
  • usa-se artigo definido antes dos nomes de estados brasileiros. Como não se usa artigo nas denominações geográficas formadas por nomes ou adjetivos, excetuam-se AL, GO, MT, MG, PE, SC, SP e SE;
  • expressões com palavras repetidas repelem artigo (gota a gota / face a face);
  • não se combina com preposição o artigo que faz parte de nomes de jornais, revistas e obras literárias, bem como se o artigo introduzir sujeito (li em Os Lusíadas / Está na hora de a onça beber água);
  • depois de todo, emprega-se o artigo para conferir idéia de totalidade (Toda a sociedade poderá participar / toda a cidade ≠ toda cidade). “Todos” exige artigo a não ser que seja substituído por outro determinante (todos os familiares / todos estes familiares);
  • repete-se artigo: a) nas oposições entre pessoas e coisas (o rico e o pobre) / b) na qualificação antonímica do mesmo substantivo (o bom e o mau ladrão) / c) na distinção de gênero e número (o patrão e os operários / o genro e a nora);
  • não se repete artigo: a) quando há sinonímia indicada pela explicativa ou (a botânica ou fitologia) / b) quando adjetivos qualificam o mesmo substantivo (a clara, persuasiva e discreta exposição dos fatos nos abalou).

6-Numeral:

Numeral é a palavra que indica quantidade, número de ordem, múltiplo ou fração. Classifica-se como cardinal (1, 2, 3), ordinal (primeiro, segundo, terceiro), multiplicativo (dobro, duplo, triplo), fracionário (meio, metade, terço). Além desses, ainda há os numerais coletivos (dúzia, par).

Quanto ao valor, os numerais podem apresentar valor adjetivo ou substantivo. Se estiverem acompanhando e modificando um substantivo, terão valor adjetivo. Já se estiverem substituindo um substantivo e designando seres, terão valor substantivo. [Ele foi o primeiro jogador a chegar. (valor adjetivo) / Ele será o primeiro desta vez. (valor substantivo)].

Quanto ao emprego:

  • os ordinais como último, penúltimo, antepenúltimo, respectivos… não possuem cardinais correspondentes.
  • os fracionários têm como forma própria meio, metade e terço, todas as outras representações de divisão correspondem aos ordinais ou aos cardinais seguidos da palavra avos (quarto, décimo, milésimo, quinze avos);
  • designando séculos, reis, papas e capítulos, utiliza-se na leitura ordinal até décimo; a partir daí usam-se os cardinais. (Luís XIV – quatorze, Papa Paulo II – segundo);

Se o numeral vier antes do substantivo, será obrigatório o ordinal (XX Bienal – vigésima, IV Semana de Cultura – quarta);

  • zero e ambos(as) também são numerais cardinais. 14 apresenta duas formas por extenso catorze e quatorze;
  • a forma milhar é masculina, portanto não existe “algumas milhares de pessoas” e sim alguns milhares de pessoas;
  • alguns numerais coletivos: grosa (doze dúzias), lustro (período de cinco anos), sesquicentenário (150 anos);
  • um: numeral ou artigo? Nestes casos, a distinção é feita pelo contexto.

Numeral indicando quantidade e artigo quando se opõe ao substantivo indicando-o de forma indefinida.

Quanto à flexão, varia em gênero e número:

  • variam em gênero:

Cardinais: um, dois e os duzentos a novecentos; todos os ordinais; os multiplicativos e fracionários, quando expressam uma idéia adjetiva em relação ao substantivo.

  • variam em número:

Cardinais terminados em -ão; todos os ordinais; os multiplicativos, quando têm função adjetiva; os fracionários, dependendo do cardinal que os antecede.

Os cardinais, quando substantivos, vão para o plural se terminarem por som vocálico (Tirei dois dez e três quatros).

7-Advérbio:

É a palavra que modifica o sentido do verbo (maioria), do adjetivo e do próprio advérbio (intensidade para essas duas classes). Denota em si mesma uma circunstância que determina sua classificação:

  • lugar: longe, junto, acima, ali, lá, atrás, alhures;
  • tempo: breve, cedo, já, agora, outrora, imediatamente, ainda;
  • modo: bem, mal, melhor, pior, devagar, a maioria dos adv. com sufixo -mente;
  • negação: não, qual nada, tampouco, absolutamente;
  • dúvida: quiçá, talvez, provavelmente, porventura, possivelmente;
  • intensidade: muito, pouco, bastante, mais, meio, quão, demais, tão;
  • afirmação: sim, certamente, deveras, com efeito, realmente, efetivamente.

As palavras onde (de lugar), como (de modo), porque (de causa), quanto (classificação variável) e quando (de tempo), usadas em frases interrogativas diretas ou indiretas, são classificadas como advérbios interrogativos (queria saber onde todos dormirão / quando se realizou o concurso).

Onde, quando, como, se empregados com antecedente em orações adjetivas são advérbios relativos (estava naquela rua onde passavam os ônibus / ele chegou na hora quando ela ia falar / não sei o modo como ele foi tratado aqui).

As locuções adverbiais são geralmente constituídas de preposição + substantivo – à direita, à frente, à vontade, de cor, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de manhã, de repente, de vez em quando, em breve, em mão (em vez de “em mãos”) etc. São classificadas, também, em função da circunstância que expressam.

Quanto ao grau, apesar de pertencer à categoria das palavras invariáveis, o advérbio pode apresentar variações de grau comparativo ou superlativo.

Comparativo:

igualdade – tão + advérbio + quanto

superioridade – mais + advérbio + (do) que

inferioridade – menos + advérbio + (do) que

Superlativo:

sintético – advérbio + sufixo (-íssimo)

analítico – muito + advérbio.

Bem e mal admitem grau comparativo de superioridade sintético: melhor e pior. As formas mais bem e mais mal são usadas diante de particípios adjetivados. (Ele está mais bem informado do que eu). Melhor e pior podem corresponder a mais bem / mal (adv.) ou a mais bom / mau (adjetivo).

Quanto ao emprego:

  • três advérbios pronominais indefinidos de lugar vão caindo em desuso: algures, alhures e nenhures, substituídos por em algum, em outro e em nenhum lugar;
  • na linguagem coloquial, o advérbio recebe sufixo diminutivo. Nesses casos, o advérbio assume valor superlativo absoluto sintético (cedinho / pertinho). A repetição de um mesmo advérbio também assume valor superlativo (saiu cedo, cedo);
  • quando os advérbios terminados em -mente estiverem coordenados, é comum o uso do sufixo só no último (Falou rápida e pausadamente);
  • muito e bastante podem aparecer como advérbio (invariável) ou pronome indefinido (variável – determina substantivo);
  • otimamente e pessimamente são superlativos absolutos sintéticos de bem e mal, respectivamente;
  • adjetivos adverbializados mantêm-se invariáveis (terminaram rápido o trabalho / ele falou claro).

As palavras denotativas são séries de palavras que se assemelham ao advérbio. A Norma Gramatical Brasileira considera-as apenas como palavras denotativas, não pertencendo a nenhuma das 10 classes gramaticais. Classificam-se em função da idéia que expressam:

  • adição: ainda, além disso etc. (Comeu tudo e ainda queria mais);
  • afastamento: embora (Foi embora daqui);
  • afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente (Ainda bem que passei de ano);
  • aproximação: quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de etc. (É quase 1h a pé);
  • designação: eis (Eis nosso carro novo);
  • exclusão: apesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive, exceto, senão, sequer, apenas etc. (Todos saíram, menos ela / Não me descontou sequer um real);
  • explicação: isto é, por exemplo, a saber etc. (Li vários livros, a saber, os clássicos);
  • inclusão: até, ainda, além disso, também, inclusive etc. (Eu também vou / Falta tudo, até água);
  • limitação: só, somente, unicamente, apenas etc. (Apenas um me respondeu / Só ele veio à festa);
  • realce: é que, cá, lá, não, mas, é porque etc. (E você lá sabe essa questão?);
  • retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes etc. (Somos três, ou melhor, quatro);
  • situação: então, mas, se, agora, afinal etc. (Afinal, quem perguntaria a ele?).

8-Preposição:

É a palavra invariável que liga dois termos entre si, estabelecendo relação de subordinação entre o termo regente e o regido. São antepostos aos dependentes (objeto indireto, complemento nominal, adjuntos e orações subordinadas). Divide-se em:

  • essenciais (maioria das vezes são preposições): a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás;
  • acidentais (palavras de outras classes que podem exercer função de preposição): afora, conforme (= de acordo com), consoante, durante, exceto, salvo, segundo, senão, mediante, visto (= devido a, por causa de) etc. (Vestimo-nos conforme a moda e o tempo / Os heróis tiveram como prêmio aquela taça / Mediante meios escusos, ele conseguiu a vaga / Vovó dormiu durante a viagem).

As preposições essenciais regem pronomes oblíquos tônicos; enquanto preposições acidentais regem as formas retas dos pronomes pessoais. (Falei sobre ti/Todos, exceto eu, vieram).

As locuções prepositivas, em geral, são formadas de advérbio (ou locução adverbial) + preposição – abaixo de, acerca de, a fim de, além de, defronte a, ao lado de, apesar de, através de, de acordo com, em vez de, junto de, perto de, até a, a par de, devido a.

Observa-se que a última palavra da locução prepositiva é sempre uma preposição, enquanto a última palavra de uma locução adverbial nunca é preposição.

Quanto ao emprego, as preposições podem ser usadas em:

  • combinação: preposição + outra palavra sem perda fonética (ao/aos);
  • contração: preposição + outra palavra com perda fonética (na/àquela);
  • não se deve contrair de se o termo seguinte for sujeito (Está na hora de ele falar);
  • a preposição após, pode funcionar como advérbio (= atrás) (Terminada a festa, saíram logo após.);
  • trás, atualmente, só se usa em locuções adverbiais e prepositivas (por trás, para trás por trás de).

Quanto à diferença entre pronome pessoal oblíquo, preposição e artigo, deve-se observar que a preposição liga dois termos, sendo invariável, enquanto o pronome oblíquo substitui um substantivo. Já o artigo antecede o substantivo, determinando-o.

As preposições podem estabelecer as seguintes relações: isoladamente, as preposições são palavras vazias de sentido, se bem que algumas contenham uma vaga noção de tempo e lugar. Nas frases, exprimem diversas relações:

  • autoria – música de Caetano
  • lugar – cair sobre o telhado, estar sob a mesa
  • tempo – nascer a 15 de outubro, viajar em uma hora, viajei durante as férias
  • modo ou conformidade – chegar aos gritos, votar em branco
  • causa – tremer de frio, preso por vadiagem
  • assunto – falar sobre política
  • fim ou finalidade – vir em socorro, vir para ficar
  • instrumento – escrever a lápis, ferir-se com a faca
  • companhia – sair com amigos / meio – voltar a cavalo, viajar de ônibus
  • matéria – anel de prata, pão com farinha
  • posse – carro de João
  • oposição – Flamengo contra Fluminense
  • conteúdo – copo de (com) vinho
  • preço – vender a (por) R$ 300, 00
  • origem – descender de família humilde
  • especialidade – formou-se em Medicina
  • destino ou direção – ir a Roma, olhe para frente.

9-Interjeição:

São palavras que expressam estados emocionais do falante, variando de acordo com o contexto emocional. Podem expressar:

  • alegria – ah!, oh!, oba!
  • advertência – cuidado!, atenção
  • afugentamento – fora!, rua!, passa!, xô!
  • alívio – ufa!, arre!
  • animação – coragem!, avante!, eia!
  • aplauso – bravo!, bis!, mais um!
  • chamamento – alô!, olá!, psit!
  • desejo – oxalá!, tomara! / dor – ai!, ui!
  • espanto – puxa!, oh!, chi!, ué!
  • impaciência – hum!, hem!
  • silêncio – silêncio!, psiu!, quieto!

São locuções interjetivas: puxa vida!, não diga!, que horror!, graças a Deus!, ora bolas!, cruz credo!

10-Conjunção:

É a palavra que liga orações basicamente, estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). As conjunções classificam-se em:

Coordenativas, aquelas que ligam duas orações independentes (coordenadas), ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração. Apresentam cinco tipos:

  • aditivas (adição): e, nem, mas também, como também, bem como, mas ainda;
  • adversativas (adversidade, oposição): mas, porém, todavia, contudo, antes (= pelo contrário), não obstante, apesar disso;
  • alternativas (alternância, exclusão, escolha): ou, ou … ou, ora … ora, quer … quer;
  • conclusivas (conclusão): logo, portanto, pois (depois do verbo), por conseguinte, por isso;
  • explicativas (justificação): – pois (antes do verbo), porque, que, porquanto.

Subordinativas – ligam duas orações dependentes, subordinando uma à outra. Apresentam dez tipos:

  • causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como, desde que;

Palavra que liga orações basicamente, estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). As conjunções classificam-se em:

  • comparativas: como, (tal) qual, assim como, (tanto) quanto, (mais ou menos +) que;
  • condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= se não), a menos que;
  • consecutivas (conseqüência, resultado, efeito): que (precedido de tal, tanto, tão etc. – indicadores de intensidade), de modo que, de maneira que, de sorte que, de maneira que, sem que;
  • conformativas (conformidade, adequação): conforme, segundo, consoante, como;
  • concessiva: embora, conquanto, posto que, por muito que, se bem que, ainda que, mesmo que;
  • temporais: quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, mal (= logo que), até que;
  • finais – a fim de que, para que, que;
  • proporcionais: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais (+ tanto menos);
  • integrantes – que, se.

As conjunções integrantes introduzem as orações subordinadas substantivas, enquanto as demais iniciam orações subordinadas adverbiais. Muitas vezes a função de interligar orações é desempenhada por locuções conjuntivas, advérbios ou pronomes.

1. A alternativa que apresenta classes de palavras cujos sentidos podem ser modificados pelo advérbio são:

a) adjetivo – advérbio – verbo.
b) verbo – interjeição – conjunção.
c) conjunção – numeral – adjetivo.
d) adjetivo – verbo – interjeição.
e) interjeição – advérbio – verbo.

2. Das palavras abaixo, faz plural como “assombrações”

a) perdão.
b) bênção.
c) alemão.
d) cristão.
e) capitão.

3. Na oração “Ninguém está perdido se der amor…”, a palavra grifada pode ser classificada como:

a) advérbio de modo.
b) conjunção adversativa.
c) advérbio de condição.
d) conjunção condicional.
e) preposição essencial.

4. Marque a frase em que o termo destacado expressa circunstância de causa:

a) Quase morri de vergonha.
b) Agi com calma.
c) Os mudos falam com as mãos.
d) Apesar do fracasso, ele insistiu.
e) Aquela rua é demasiado estreita.

5. “Enquanto punha o motor em movimento.” O verbo destacado encontra-se no:

a) Presente do subjuntivo.
b) Pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo.
c) Presente do indicativo.
d) Pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
e) Pretérito imperfeito do indicativo.

6. Aponte a opção em que muito é pronome indefinido:

a) O soldado amarelo falava muito bem.
b) Havia muito bichinho ruim.
c) Fabiano era muito desconfiado.
d) Fabiano vacilava muito para tomar decisão.
e) Muito eficiente era o soldado amarelo.

7 . A flexão do número incorreta é:
a) tabelião – tabeliães.
b) melão – melões
c) ermitão – ermitões.
d) chão – chãos.
e) catalão – catalões.

8. Dos verbos abaixo apenas um é regular, identifique-o:

a) pôr.
b) adequar.
c) copiar.
d) reaver.
e) brigar.

9. A alternativa que não apresenta erro de flexão verbal no presente do indicativo é:

a) reavejo (reaver).
b) precavo (precaver).
c) coloro (colorir).
d) frijo (frigir).
e) fedo (feder).

10. A classe de palavras que é empregada para exprimir estados emotivos:

a) adjetivo.
b) interjeição.
c) preposição.
d) conjunção.
e) advérbio.

11. Todas as formas abaixo expressam um tamanho menor que o normal, exceto:

a) saquitel.
b) grânulo.
c) radícula.
d) marmita.
e) óvulo.

12. Em “Tem bocas que murmuram preces…”, a seqüência morfológica é:

a) verbo-substantivo-pronome relativo-verbo-substantivo.
b) verbo-substantivo-conjunção integrante-verbo-substantivo.
c) verbo-substantivo-conjunção coordenativa-verbo-adjetivo.
d) verbo-adjetivo-pronome indefinido-verbo-substantivo.
e) verbo-advérbio-pronome relativo-verbo-substantivo.

13. A alternativa que possui todos os substantivos corretamente colocados no plural é:

a) couve-flores / amores-perfeitos / boas-vidas.
b) tico-ticos / bem-te-vis / joões-de-barro.
c) terças-feiras / mãos-de-obras / guarda-roupas.
d) arco-íris / portas-bandeiras / sacas-rolhas.
e) dias-a-dia / lufa-lufas / capitães-mor.

14. “…os cipós que se emaranhavam…” . A palavra sublinhada é:

a) conjunção explicativa.
b) conjunção integrante.
c) pronome relativo.
d) advérbio interrogativo.
e) preposição acidental.

15. Indique a frase em que o verbo se encontra na 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo:

a) Faça o trabalho.
b) Acabe a lição.
c) Mande a carta.
d) Dize a verdade.
e) Beba água filtrada.

16. Em “Escrever é alguma coisa extremamente forte, mas que pode me trair e me abandonar.”, as palavras grifadas podem ser classificadas como, respectivamente:

a) pronome adjetivo – conjunção aditiva.
b) pronome interrogativo – conjunção aditiva.
c) pronome substantivo – conjunção alternativa.
d) pronome adjetivo – conjunção adversativa.
e) pronome interrogativo – conjunção alternativa.

17. Marque o item em que a análise morfológica da palavra sublinhada não está correta:

a) Ele dirige perigosamente – (advérbio).
b) Nada foi feito para resolver a questão – (pronome indefinido).
c) O cantar dos pássaros alegra as manhãs – (verbo).
d) A metade da classe já chegou – (numeral).
e) Os jovens gostam de cantar música moderna – (verbo).

18. Quanto à flexão de grau, o substantivo que difere dos demais é:

a) viela.
b) vilarejo.
c) ratazana.
d) ruela.
e) sineta.

19. Está errada a flexão verbal em:

a) Eu intervim no caso.
b) Requeri a pensão alimentícia.
c) Quando eu ver a nova casa, aviso você
d) Anseio por sua felicidade.
e) Não pudeste falar.

20. Das classes de palavra abaixo, as invariáveis são:

a) interjeição – advérbio – pronome possessivo.
b) numeral – substantivo – conjunção.
c) artigo – pronome demonstrativo – substantivo.
d) adjetivo – preposição – advérbio.
e) conjunção – interjeição – preposição.

21. Todos os verbos abaixo são defectivos, exceto:

a) abolir.
b) colorir.
c) extorquir.
d) falir.
e) exprimir.

22. O substantivo composto que está indevidamente escrito no plural é:

a) mulas-sem-cabeça.
b) cavalos-vapor.
c) abaixos-assinados.
d) quebra-mares.
e) pães-de-ló.

23. A alternativa que apresenta um substantivo invariável e um variável, respectivamente, é:

a) vírus – revés.
b) fênix – ourives.
c) ananás – gás.
d) oásis – alferes.
e) faquir – álcool.

24. “Paula mirou-se no espelho das águas”: Esta oração contém um verbo na voz:

a) ativa.
b) passiva analítica.
c) passiva pronominal.
d) reflexiva recíproca.
e) reflexiva.

25. O único substantivo que não é sobrecomum é:

a) verdugo.
b) manequim.
c) pianista.
d) criança.
e) indivíduo.

26. A alternativa que apresenta um verbo indevidamente flexionado no presente do subjuntivo é:

a) vade.
b) valham.
c) meçais.
d) pulais.
e) caibamos.

27. A alternativa que apresenta uma flexão incorreta do verbo no imperativo é:

a) dize.
b) faz.
c) crede.
d) traze.
e) acudi.

28. A única forma que não corresponde a um particípio é:

a) roto.
b) nato.
c) incluso.
d) sepulto.
e) impoluto.

29. Na frase: “Apieda-te qualquer sandeu”, a palavra sandeu (idiota, imbecil) é um substantivo:

a) comum, concreto e sobrecomum
b) concreto, simples e comum de dois gêneros.
c) simples, abstrato e feminino.
d) comum, simples e masculino
e) simples, abstrato e masculino.

30. A alternativa em que não há erro de flexão do verbo é:

a) Nós hemos de vencer.
b) Deixa que eu coloro este desenho.
c) Pega a pasta e a flanela e pole o meu carro.
d) Eu reavi o meu caderno que estava perdido.
e) Aderir, eu adiro; mas não é por muito tempo!

31. Em “Imaginou-o, assim caído…” a palavra destacada, morfologicamente e sintaticamente, é:

a) artigo e adjunto adnominal.
b) artigo e objeto direto.
c) pronome oblíquo e objeto direto.
d) pronome oblíquo e adjunto adnominal.
e) pronome oblíquo e objeto indireto.

32. O item em que temos um adjetivo em grau superlativo absoluto é:

a) Está chovendo bastante.
b) Ele é um bom funcionário.
c) João Brandão é mais dedicado que o vigia.
d) Sou o funcionário mais dedicado da repartição.
e) João Brandão foi tremendamente inocente.

33. A alternativa em que o verbo abolir está incorretamente flexionado é:

a) Tu abolirás.
b) Nós aboliremos.
c) Aboli vós.
d) Eu abolo.
e) Eles aboliram.

34. A alternativa em que o verbo “precaver” está corretamente flexionado é:

a) Eu precavejo.
b) Precavê tu.
c) Que ele precavenha.
d) Eles precavêm.
e) Ela precaveu.

35. A única alternativa em que as palavras são, respectivamente, substantivo abstrato, adjetivo biforme e preposição acidental é:

a) beijo-alegre-durante
b) remédio-inteligente-perante
c) feiúra-lúdico-segundo
d) ar-parco-por
e) dor-veloz-consoante

1 A / 2 A / 3 D / 4 A / 5 E / 6 B / 7 E / 8 E / 9 D / 10 B / 11 D / 12 A / 13 B / 14 C / 15 D / 16 D / 17 C / 18 C / 19 C / 20 E / 21 E / 22 C / 23 A / 24 E / 25 C / 26 D / 27 B / 28 D / 29 D / 30 E / 31 C / 32 E / 33 D / 34 E / 35 C

Esta matéria foi retirada do site PCI Concursos.

Este site é muito bom vale a pena conferir.

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48 Comentários
  1. ruth permalink

    eu não gostei desse site não tem o que eu queria ♥

    • Oi Ruth que pena que você não encontrou o que procurava, faço atualizações todos os dias, caso ainda não tenha encontrado, escreve dizendo o que você precisa que eu postarei
      abraços
      obrigado pelo comentário

    • Eu não posso dizer o mesmo Ruth, pois era isso que eu estava procurando e achei tudo resumido em um único lugar.

  2. Silvana permalink

    Pois eu encontrei tudooooooooo, agora só me resta saber como absolver tanta informação e aplicar na prova…….rssrsrsr

    • Puxa fico muito feliz que tenha encontrado tudo que queria. Pode ficar tranquila que até a prova você grava tudo e passa fácil
      abraços
      eder

  3. Olá, parabéns pelo site.
    Foi de grande utilidade e até fiz uma apostila com o conteúdo inteiro pra mim.
    Muito obrigado.

    • Achei muito legal a sua iniciativa, se quiser disponibilizar a apostila para os outros concurseiros manda para mim que colocarei no site
      abraços eder

  4. William Oliveira Silveira permalink

    Olá!
    O plural de real, não seria reais, em vez de réis, réis não era da moeda antiga?

    Abraço!

  5. simoni permalink

    Parabéns, adorei, tem tudo que eu preciso, queria ter pelo menos um 1/3 de sua inteligencia para aprender gramatica.

  6. Ana Maia permalink

    Nossa!! depois de tanto procurar encontrei tudoooo aki! a vcs responsaveis pelo site meu muitissimo OBRIGADOO! e parabens pelo trabalho!!
    super bjo.

    • Fico muito feliz por ter encontrado tudo que precisava, espero que continue sempre visitando aqui
      abraços
      eder

  7. Eriton permalink

    O Site é bom e está satisfazendo a minnha necessidade. Na minha humilde opinião o site crescerá bastante se vocês da moderação colocarem mais matérias de concursos e talvez matérias de vestibulares também. Colocarem provas de cocursos anteriores comentadas. Pode fazer vocês crescerem muito principalmente no número de acesso de usuários. E de uma maneira geral irá satisfazer a necessidade dos usuários. Talvez trazendo algum investimento também, quem sabe? No Mais vocês estão de Parabéns pela iniciativa.

    • Oi Eriton obrigado pelas dicas, estas idéias são interessantes e além delas tenho outras também que quero colocar em pratica, mas trabalho sozinho em meu tempo livre. Tenho vontade de trabalhar nele em tempo integral, por isto em minha pagina inicial estou pedindo doação de 10,00, mas para te ser franco tá meio complicado pois o brasileiro não tem muito a cultura de ajudar, principalmente ter o trabalho de ir ao banco. Então vou postando sempre que der. Já estou transferindo o site para uma hospedagem paga e tem recurso para mais aplicativos que me facilitará a obtenção de recursos.
      Fico agradecido pelo seu interesse e com certeza com o tempo colocarei tudo que você sugeriu
      abraços
      eder

  8. Fabiani Paula de Assis permalink

    Achei o site vasculhando pela net e gostei muito, vou prestar dois concursos e ja havia comprado um cd-rom com as matérias, mas aqui as informações estão bem mais organizadas, sou amante da leitura, adoro romances, o ultimo que li foi: A menina que roubava livros, estava me preparando para começar a ler : A menina que ñ sabia ler, mas parei para estudar , e acho que informação é sempre bem vinda, quero apenas parabenizar, obrigada pelo espaço e um bom final de semana……

    • Oi Fabiana, você está certa, informação é sempre bem vinda. continue estudando por aqui e complete com outros conteúdos, que tenho certeza que vai passar em um destes concursos, ou quem sabe nos dois. Tenho intenção de aumentar o conteúdo do site com exercícios, resoluções de provas anteriores, video aulas, para que somente estudando pelo site você consiga passar em qualquer concurso.
      Agradeço muito as suas palavras e espero que continue estudando por aqui
      abraços
      eder

  9. thauana permalink

    muito bom adoreii explicaçao muito boa continue assim e aqui acha os conteudos que a gente fais obrigado adoreiii

    • Oi Thauana muito obrigado pelo pelo comentário.
      Gostaria de aproveitar a oportunidade para convidar você a baixar o meu livro A Fortaleza do Centro e assim que ler faça um comentário e se gostar indique para seus amigos.
      abraços
      Eder sabino Carlos

  10. rosa permalink

    eu gostei da pagina mas,manequim não é sobrecomum e sim comum de dois generos..

  11. Eckner Ferreira de Oliveira permalink

    Adorei o site. Parabéns. Estudei por aqui e em um livro ótimo, tudo certinho.

  12. Fernanda permalink

    Gostei, obrigada!!!!

  13. Laura permalink

    gostei!!!!!!!
    parabéns!!!!!!!!!!Obrigada!!!!!!!!!!!

    • jane flávia permalink

      gostei do site,mas está difícil é de aprender português,muita dificuldade

  14. Cristiane Klen permalink

    Ótimo, ótimo… gostei muito, só para saber, seu site já está atualizado com a nova regra ortográfica? Pois vou estudar muitas coisas que você nos disponibiliza. Obrigada!!!

  15. paulo cesar permalink

    muito bom nomeio de tantas coisas ruins na net ainda encontramos copisas que nos ajuda a melhorar, obrigado

  16. Isis permalink

    A internet precisa de mais iniciativas como essa. Parabéns!

  17. Parabéns pela iniciativa, porém encontrei alguns erros de digitação e a parte do que diz respeito aos verbos achei vaga e nos exercícios tinha partes que dizia sobre alguma palavra grifada que simplesmente não tinha nada grifado, de qualquer forma valeu apena pela boaintenção

    • Oi Jean, deixa eu te explicar como faço as postagens:Eu pego o tema entro em vários sites de referências e vejo todas as postagens e monto uma mais completa.O texto na verdade não é feito por mim, inclusive eu coloco as fontes, para que as mesmas sejam valorizadas pelo trabalho. Caso a postagens não tenha fonte é por que foi as primeiras que fiz e não procedia desta maneira.
      Obrigado pelo comentário.
      Abraços

    • Oi Jean, deixa eu te explicar como faço as postagens:Eu pego o tema entro em vários sites de referências e vejo todas as postagens e monto uma mais completa.O texto na verdade não é feito por mim, inclusive eu coloco as fontes, para que as mesmas sejam valorizadas pelo trabalho. Caso a postagens não tenha fonte é por que foi as primeiras que fiz e não procedia desta maneira.
      Obrigado pelo comentário.
      Abraços

  18. Josiane permalink

    Muito bom o site. Completo como as minhas aulas na faculdade de Letras. Como estou estudando para concursos, não estava afim de ler apostilas, livros cheio de poeiras e complexos do Saussure, Celso Cunha ou Bechara. Fiquei impressionada como você colocou inúmeras variações de adjetivos, substantivos. Apesar de ser formada, tem coisas que nos esquecemos, pois a gramática da Língua Portuguesa é um campo vasto. Muito obrigada querido. Parabéns.

  19. Roberta Lopes permalink

    Gostei muito achei o conteúdo bem explicativo, acredito que vai me ajudar muito pois vou estudar para um concurso e esse material é bem objetivo.

  20. Elisane Nascimento permalink

    Muito bom, certamente estou muito satisfeita.

  21. João Henrique permalink

    Muitoo bom! Exelente encontrei tudo o que procurava Parabéns!

  22. flavia lopes permalink

    mt bom,encontrei td o q estava procurando.

  23. Completíssimo o conteúdo, parabéns ai galera…!

  24. vagner permalink

    gostei muito parabens pelo site

  25. graziely permalink

    muito obrigado por existir esse site por que se nao fosse por ele eu ia me perder em tudo ……..

    • Oi Graziely obrigado pelo comentário, fico muito feliz em estar te ajudando e desculpe a demora , isto ocorreu por que não estou mais atualizando aqui e sim neste endereço, http://materiasdeconcursos.com.br/. Estou atualizando o concurso do Ministério Público do ES. Espero que você acesse o outro site também.
      Abraços
      Eder

  26. Laynne permalink

    Muito bom achei exatamente o que estava procurando, obrigada

  27. Hosana permalink

    Pessoal,parabénspelo site!Eu adorei!
    Tudo bem resumido,objetivo…Bacana mesmo!

  28. misa - chan permalink

    thanks ajudou muitooo <3

    • Obrigado misa-chan pelo comentário, vejo que o site esta atendendo sua expectativa. Gostaria de pedir que divulgue ele em seu Facebook e Twitter para que outros concurseiros possam aproveitar também.
      abraços
      Eder

  29. Beatriz Souza permalink

    obg adorei o resumo era tudo que eu precisava para aprender esse assunto, nunca vi mais completo, estarei divulgando sempre seu site, parabéns pela iniciativa e muito sucesso!

  30. Substantivo é oque mesmo?

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