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Emprego dos sinais de pontuação

11/11/2010

Emprego dos sinais de pontuação

Divisão e emprego dos sinais de pontuação:

PONTO ( . )

a) indicar o final de uma frase declarativa.
Ex.: Lembro-me muito bem dele.

b) separar períodos entre si.
Ex.: Fica comigo. Não vá embora.

c) nas abreviaturas.
Ex.: Av.; V. Ex.ª
DOIS-PONTOS ( : )

a) iniciar a fala dos personagens:
Ex.: Então o padre respondeu:
– Parta agora.

b) antes de apostos ou orações apositivas, enumerações ou seqüência de palavras que explicam, resumem idéias anteriores.
Ex.: Meus amigos são poucos: Fátima, Rodrigo e Gilberto.

c) antes de citação.
Ex.: Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não seja eterno posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”


RETICÊNCIAS ( … )

a) indicar dúvidas ou hesitação do falante.
Ex.: Sabe…eu queria te dizer que…esquece.

b) interrupção de uma frase deixada gramaticalmente incompleta.
Ex.: – Alô! João está?
– Agora não se encontra. Quem sabe se ligar mais tarde…

c) ao fim de uma frase gramaticalmente completa com a intenção de sugerir prolongamento de idéia.
Ex.: “Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa…” (Cecília- José de Alencar)

d) indicar supressão de palavra (s) numa frase transcrita.

Ex.: “Quando penso em você (…) menos a felicidade.” (Canteiros – Raimundo Fagner)
PARÊNTESES ( () )

a) isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo e datas.

Ex.: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), ocorreu inúmeras perdas humanas.
“Uma manhã lá no Cajapió ( Joca lembrava-se como se fora na véspera), acordara depois duma grande tormenta no fim do verão. “ (O milagre das chuvas no nordeste- Graça Aranha)

Os parênteses também podem substituir a vírgula ou o travessão.


PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )

a) Após vocativo.
Ex.: “Parte, Heliel! “ ( As violetas de Nossa Sra.- Humberto de Campos).

b) Após imperativo.
Ex.: Cale-se!

c) Após interjeição.
Ex.: Ufa! Ai!

d) Após palavras ou frases que denotem caráter emocional.
Ex.: Que pena!


PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )

a) Em perguntas diretas.
Ex.: Como você se chama?

b) Às vezes, juntamente com o ponto de exclamação.
Ex.: – Quem ganhou na loteria?
– Você.
–  Eu?!


VÍRGULA ( , )

É usada para marcar uma pausa do enunciado com a finalidade de nos indicar que os termos por ela separados, apesar de participarem da mesma frase ou oração, não formam uma unidade sintática.

Ex.: Lúcia, esposa de João, foi a ganhadora única da Sena.

Podemos concluir que, quando há uma relação sintática entre termos da oração, não se pode separá-los por meio de vírgula.

Não se separam por vírgula:

  • predicado de sujeito;
  • objeto de verbo;
  • adjunto adnominal de nome;
  • complemento nominal de nome;
  • predicativo do objeto do objeto;
  • oração principal da subordinada substantiva (desde que esta não seja apositiva nem apareça na ordem inversa).


A vírgula no interior da oração

É utilizada nas seguintes situações:

a) separar o vocativo. Ex.: Maria, traga-me uma xícara de café.
A educação, meus amigos, é fundamental para o progresso do país.

b) separar alguns apostos. Ex.: Valdete, minha antiga empregada, esteve aqui ontem.

c) separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado.
Ex.: Chegando de viagem, procurarei por você.
As pessoas, muitas vezes, são falsas.

d) separar elementos de uma enumeração.
Ex.: Precisa-se de pedreiros, serventes, mestre-de-obras.

e) isolar expressões de caráter explicativo ou corretivo.
Ex.: Amanhã, ou melhor, depois de amanhã podemos nos encontrar para acertar a viagem.

f) separar conjunções intercaladas.
Ex.: Não havia, porém, motivo para tanta raiva.

g) separar o complemento pleonástico antecipado.
Ex.: A mim, nada me importa.

h) isolar o nome de lugar na indicação de datas.
Ex.: Belo Horizonte, 26 de janeiro de 2001.

i) separar termos coordenados assindéticos.
Ex.: “Lua, lua, lua, lua,
por um momento meu canto contigo compactua…”  (Caetano Veloso)

j) marcar a omissão de um termo (normalmente o verbo).
Ex.: Ela prefere ler jornais e eu, revistas. (omissão do verbo preferir)

Termos coordenados ligados pelas conjunções e, ou, nem dispensam o uso da vírgula. Ex.: Conversaram sobre futebol, religião e política.

Não se falavam nem se olhavam./ Ainda não me decidi se viajarei para Bahia ou Ceará.
Entretanto, se essas conjunções aparecerem repetidas, com a finalidade de dar ênfase, o uso da vírgula passa a ser obrigatório.

Ex.: Não fui nem ao velório, nem ao enterro, nem à missa de sétimo dia.
A vírgula entre orações

É utilizada nas seguintes situações:

a) separar as orações subordinadas adjetivas explicativas.
Ex.: Meu pai, de quem guardo amargas lembranças, mora no Rio de Janeiro.

b) separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas (exceto as iniciadas pela conjunção e ). Ex.: Acordei, tomei meu banho, comi algo e saí para o trabalho. Estudou muito, mas não foi aprovado no exame.

Há três casos em que se usa a vírgula antes da conjunção:

1) quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes.
Ex.: Os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres.

2) quando a conjunção e vier repetida com a finalidade de dar ênfase (polissíndeto). Ex.: E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.

3) quando a conjunção e assumir valores distintos que não seja da adição (adversidade, conseqüência, por exemplo) Ex.: Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada.

c) separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas), principalmente se estiverem antepostas à oração principal.

Ex.: “No momento em que o tigre se lançava, curvou-se ainda mais; e fugindo com o corpo apresentou o gancho.”( O selvagem – José de Alencar)

d) separar as orações intercaladas. Ex.: “- Senhor, disse o velho, tenho grandes contentamentos em a estar plantando…”

Essas orações poderão ter suas vírgulas substituídas por duplo travessão. Ex.: “Senhor – disse o velho – tenho grandes contentamentos em a estar plantando…”

e) separar as orações substantivas antepostas à principal.
Ex.: Quanto custa viver, realmente não sei.


PONTO-E-VÍRGULA ( ; )

a) separar os itens de uma lei, de um decreto, de uma petição, de uma seqüência, etc.
Ex.: Art. 127 – São penalidades disciplinares:

I- advertência;
II- suspensão;
III- demissão;
IV- cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
V- destituição de cargo em comissão;
VI-  destituição de função comissionada. ( cap. V das penalidades Direito Administrativo)

b) separar orações coordenadas muito extensas ou orações coordenadas nas quais já tenham tido utilizado a vírgula.

Ex.: “O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude apática, era pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da vida, quando a bronquite crônica de que sofria desde moço se foi transformando em opressora asma cardíaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso (…) ” (O visconde de Inhomerim – Visconde de Taunay)


TRAVESSÃO ( – )

a) dar início à fala de um personagem.
Ex.: O filho perguntou:
– Pai, quando começarão as aulas?

b) indicar mudança do interlocutor nos diálogos.
– Doutor, o que tenho é grave?
– Não se preocupe, é uma simples infecção. É só tomar um antibiótico e estará bom.

c) unir grupos de palavras que indicam itinerário.
Ex.: A rodovia Belém-Brasília está em péssimo estado.

Também pode ser usado em substituição à virgula em expressões ou frases explicativas.
Ex.: Xuxa – a rainha dos baixinhos – será mãe.


ASPAS ( “  ” )

a) isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares.

Ex.: Maria ganhou um apaixonado “ósculo” do seu admirador.
A festa na casa de Lúcio estava “chocante”.
Conversando com meu superior, dei a ele um “feedback” do serviço a mim requerido.

b) indicar uma citação textual.

Ex.: “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue na face, desfiz e refiz a mala”. ( O prazer de viajar – Eça de Queirós)

Se, dentro de um trecho já destacado por aspas, se fizer necessário a utilização de novas aspas, estas serão simples. ( ‘  ‘ )

Recursos alternativos para pontuação:
Parágrafo ( §  )
Chave ( {  } )
Colchete ( [  ] )
Barra ( / )

texto retirado do site Cola na web

Autoria: Monoel Jorge Franca

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2 Comentários
  1. Beatriz Souza permalink

    obg pelo topico estava precisando para o meu concurso! estarei divulgando sempre ! obg pelo empenho e sucesso com o site!

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  1. Banco do Brasil 2012 – Conteúdo Programático « Central de Favoritos

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